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Antologia de Ficção Científica Fantasporto by Rogério Ribeiro
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Há um velho adágio que diz: não julgues um livro pela capa.

Assenta que nem uma luva nesta Antologia porque, das duas uma, ou eu tenho uma ideia errada de FC ou diabos me levem se li algum conto lá dentro que esteja perto de ser FC.

O que li nestes 17 contos foi uma "ideia" de FC. Li autores a pegarem em tropos e clichés e esforçarem-se por trabalhar uma matéria-prima que, obviamente, está longe de ser do agrado dos mesmos. O resultado varia entre o péssimo e o medíocre, com aqui e ali, umas centelhas de interesse mais mediano.

Um exemplo do atraso constante deste jardinzito à beira-mar plantado é a insistência em formas de escrever que já cheiravam a mofo nos anos 70 e agora já estão, declaradamente, petrificadas. O exemplo melhor é o conto de Madalena Santos que nos tenta fazer crer que no futuro as colónias planetárias, as pessoas, os ciborgues e outros (inexplicavelmente cyborgs no texto desta antologia que tanto se preza de ser de língua lusófona) terão nomes em série alfanumérica, quando até os antigos eram mais imaginativos a nomear planetas e constelações. É um abusar constante de Z725, Planetas X-345-999, Soldados 22, MA303 e etc, etc, ad nauseaum. Mas se essa fosse a única deficiência quer deste conto, quer do resto da antologia, até não se estaria mal de todo. Mas vamos pelo início.

Esta antologia resultou de um concurso aberto e de convites a autores consagrados. Dos alegadamente mais de 100 participantes foi seleccionado um vencedor e tiveram ainda direito a publicação cinco menções honrosas. Da parte dos convidados a Antologia publicou contos de onze. Curiosamente considero que pelo menos uma das menções é significativamente mais intrigante e mais bem escrita, vá lá, bem mais interessante, que o vencedor, mas acredito que seja mesmo uma questão de gosto. A outra curiosidade é que, quer o vencedor, quer as menções honrosas, são quase todas superiores, quer em tratamento de tema, quer em puro exercício imaginativo, quer até em termos narrativos e estilísticos, ao grosso dos convidados. Mas passo a comentar os contos, um a uma, pela ordem em que surgem na antologia, para melhor me fazer entender nesta minha percepção do livro.

A Antologia abre com “O tempo tudo cura menos velhice e loucura” do António de Macedo o que, avaliando pelo vasto currículo do escritor/cineasta/ensaísta prometia um bom entretenimento, servido pela sua suave ironia e jeito leve de introduzir as cenas mais rocambolescas. Aliada a esta expectativa o título era também ele deveras saboroso. E de facto o texto começa bem discorrendo filosoficamente sobre o conceito de viagens no tempo. Mas depressa o conto envereda por um banalíssimo vaudeville de ciúmes, obsessões, “e ses”, sem grande articulação que não seja a de contar as desventuras do sr. Hermínio reformado por incapacidade que viaja no tempo, imagine-se, por intermédio duma faísca provocada com um cabide de metal retorcido.

Ou algo assim do género.

Confesso que assim que passei os olhos por tamanho insulto ao espírito da verdadeira Ficção Científica, daquela com maiúsculas, daquela que se dá ao trabalho de nos explicar os porquês e os porque nãos em termos já mesmo que não científicos, pelo menos o mais perto possível, desliguei o cerébro e deixei-me ir ao sabor do conto, que por uma daquelas ironias sendo sobre viagens no tempo até que não me consumiu demasiado tempo. Este conto tem tanta afiliação com a FC como o filme O Pátio das Cantigas. Adiante.

“A inimaginável materialização de Samira” é um conto de João Paulo Vaz que mereceu uma menção honrosa. Num brevíssimo relato Vaz conta-nos a previsível história de Pablo, nonagenário que pratica sexo virtual com a Samira do título, quando é confrontado com a revolução inimaginável da sua parceira de eleição que, imagine-se, prefere sexo ao vivo. Um conto sem força, passe a expressão, que sofre da maldição do infodump apressado que pretende traçar todo um mundo em meros parágrafos. Medíocre herdeiro do cyberpunk gibsoniano e perfeitamente descartável é mais um dos exemplos dum texto que lança mão da rica variedade de tropos da Fc sem os tentar apreender e que qual anão às costas de gigantes tenta passar por algo que não é nem nunca será: o artigo genuíno.

Algures pela internet gerou-se alguma celeuma pelo facto de Beatriz Pacheco Pereira, Diretora do Fantasporto, e que além do conto “O Robot Auris” contribuiu também com uma daquelas introduções que faz lembrar uma featurette dos maus velhos tempos dos DVD em que todos dão palmadinhas nas costas uns dos outros, ter sido seleccionada para uma Antologia que, em última análise, foi uma encomenda da própria. No entanto a par com os outros contos desta mesma não se entende a falsa questão já que não é pior nem melhor que nenhum dos outros. Aliás diria mesmo que é um conto infantil no tratamento do tema gasto, velho e relho, do robozinho que, subitamente, percebe que ganha consciência e laivos de emoções, logo não deixa marca nem provoca mossa, o que avaliando no geral acaba por ser das melhores coisas que se pode dizer desta entrada.

Na tradição do bom doutor Asimov, na senda de Metropolis e pisando os calcanhares de gente como Simak, Pacheco Pereira lá vai entretecendo o melhor que consegue e sabe um contito em que o final é telegrafado logo ao abrir do mesmo. Com uma prosa que tenta não confundir o leitor, chegando ao cúmulo do uso do itálico não vá o mesmo não ter a cognoscência suficiente para perceber que Auris começa a sentir algo para o qual não fora programado, o texto vai-se arrastando até à sua conclusão mais que previsível mas que, decerto, poderá ainda surpreender alguém para quem isto da FC seja completa novidade.

Um dos dois melhores textos da Antologia e que, sem dúvida merecia melhor companhia, é-nos apresentado pela mão segura de Filipe Homem Fonseca. “O Festival” é uma tour de force que, mesmo que por momentos vacile na construção e no entretecer da trama, consegue despertar no leitor mais conhecedor a chama da verdadeira FC, cuja finalidade máxima é fazer reflectir sobre os “ses” que se colocam no caminho dessa grande aventura que é ser Humano.

Um conto enigmático, pejado de referenciais que são usados inteligentemente ao longo do desenvolvimento, denso e difícil de penetrar para os não-iniciados nos protocolos de leitura da melhor FC que nos relata, pelo menos, três linhas narrativas diferentes que por breves momentos se cruzam no tempo e espaço, “O Festival” assume-se de pleno direito como Ficção Científica e mesmo que lance mão do tropo da viagem no tempo, está a anos-luz da peripatetice do anterior conto com a mesma base da autoria de Macedo. Onde Macedo naufragava sob o fardo da incapacidade de lidar com o tema duma forma que respeitasse os protocolos assumidos da FC, Fonseca sabe burilar o texto ao ponto de criar um labirinto de imagens, reflexões e questões que deixam o leitor perdido em divagações. E esse é o melhor aplauso que a FC pode merecer. O de nos fazer reflectir. Um texto forte e que a meu ver brilha ainda mais fortemente dado o contexto em que se insere. Não sendo FC em forma pura, o que a ser desmentiria a afirmação com que abro esta pequena opinião, este, em conjunto com outro texto que mais adiante mencionarei em seu devido lugar, é ainda assim o conto que mais se aproxima da ideia que a FC deve e pode ser, mesmo uma FC que se pretenda lusa em espírito, que não em temas.


O conto de Ágata Simões, Virgílio Bentley e o extraterrestre, recupera a figura do Sr. Bentley, já nossa conhecida da coletânea Sr. Bentley, o Enraba-passarinhos e confronta-o com um extraterrestre cuja maior necessidade é comunicar com “alguém com Autoridade”. E assim, à maneira muito sui generis de Virgílio o extraterrestre é levado aos pastéis de nata de Belém, a ver a beira rio e a falar com o Moedas, arrumador de carros. Embora divertido e irónico o conto não deixa de ser um desfiar de situações caricatas, sem nexo e sem objectivo, sendo que o extraterrestre poderia confortavelmente ser substituído por um qualquer emigrante do Leste a procurar ir ao SEF que o efeito seria praticamente idêntico. É um conto que se perde no prazer de narrar o absurdo mas que se olvida de contar uma história.

O conto de Afonso Cruz, As mãos e as veias, é mais um exemplo do tipo de contos que preenchem esta Antologia que se desviam por completo da temática, sendo que neste caso nem sequer há o esforço duma explicação científica seja para o que for, sendo antes uma vinheta bizarra, em que o tom surreal e quase poético da prosa, aqui apresentada em forma de argumento teatral, disfarça um vazio de ideias que se consomem à volta da familiar reviravolta. Um texto que, à falta de melhor termo, assentaria bem numa antologia de new weird, mas que aqui apenas expõe as fraquezas duma ideia que parece mais inteligente à primeira leitura do que realmente é.

Logo à partida, e dado o percurso literário de Bruno Martins Soares tinha elevadas expectativas para o conto Tsubaki que aqui o representa. Essas expectativas depressa se viram goradas por culpa duma prosa hermética, cheia de referenciais diretos e indiretos à cinematografia kubrickiana, num evidente jogo entre escritor e leitor que soçobra sobre o peso da presunção. Este texto não funcionaria de forma alguma para quem não consiga detectar as referências e, curiosamente, mesmo para quem as detecte acaba por ficar indiferente ao que o mesmo tenta narrar. Bocados de prosa como este exemplo: “Júpiter. No negro do Universo. Imponente. Nada o incomoda. Já está incomodado consigo próprio”, também não ajudam a formar uma apreciação sólida das capacidades de controlo estrutural da narrativa. O melhor que se poderá dizer deste conto é que é breve o suficiente para não incomodar em demasia.

Uma Alforreca no Quintal, de António Carloto é a entrada vencedora do concurso Fantasporto. É daqueles pequenos contos que não tentam parecer muito inteligentes nem tentam conseguir objectivo algum que não seja narrar um improvável acontecimento. Basicamente o título conta o que se passa. Por breves lampejos Carloto trouxe-me à memória uma experiência de leitura muito mais agradável entitulada The Mind Thing, uma pequena e tensa noveleta de Fredric Brown com vários pontos de contacto com esta alforreca mesmo que em termos de aspecto a dita lembre mais a famosa Blob do filme série B da década de 50. Se de entre os alegados 100 concorrentes ao concurso este foi o texto que mereceu o prémio fico com algum receio que alguma vez se venha a conhecer os textos que ficaram de fora.


Fogo! de João Ventura é o conto que mais se preocupa em estabelecer um princípio racional, lógico e científico para a sua premissa, que assenta na ideia de que o fogo tem inteligência e que essa característica permitirá domá-lo como em tempos antigos animais selvagens foram domesticados para uso do Homem.

A premissa básica do conto é bastante interessante mas o quebrar constante do ritmo temporal com saltos bruscos de anos, se não mesmo décadas, denota um conto que precisava de mais espaço para respirar na sua plenitude. A secção final opta pelo batido cliché da arqueologia que lança mais mistérios do que respostas, funcionando quase como um piscar de olho ao leitor mais dentro dos protocolos da FC.

O conto de Isabel Cristina Pires, O Cão, foi o retomar do contacto com a escrita desta autora desde que na longínqua década de 80 tive a infelicidade de me cruzar com a sua prosa na coletânea Universal Limitada que, vá-se lá perceber porquê chegou a ser galardoada com o Prémio Caminho Ficção Científica. É triste ver que desde então a autora continua a escrever algo que provavelmente na sua mente se assemelha a FC mas que para todos os outros connoisseurs não passa dum empastelamento de ideias sem qualquer rota que seguem os mais díspares traçados apenas com a finalidade de levarem o leitor até ao twist final tão ao gosto daqueles que acham que a FC se esgota nos ensinamentos de Rod Serling ou Philip K. Dick. Neste conto atabalhoado contado na primeira pessoa do ponto de vista dum “cão” o que temos deve ser uma pouco subtil referência ao amor obsessivo que toma contornos de escravização e fidelidade canina. Um must para feministas, decerto, mas deveras entediante para todos os outros. E, claro, de FC nem uma amostra que se possa aproveitar, a menos que o facto da acção se situar noutro planeta, termos uma espécie carnívora de caranguejos e um gerador que emite radiações, sem aparentemente afectar nenhum dos cientistas e investigadores que vivem lado a lado com ele sirva de condescendência ao género quase em jeito de esmola.


No início desta opinião referi alguns dos problemas no conto de Madalena Santos, O Mistério dos Uivos. Embora sendo um dos contos mais longos da Antologia a verdade é que o espaço extra não serve para desenvolver uma ideia, uma caracterização que seja, ou apresentar um dilema para reflexão, ou, por outro lado, e não descurando o lado mais lúdico da FC, não entretém, nem diverte.

O conto está demasiado rigído, quer na descrição dos ambientes, quer nos diálogos, quer até no excessivo formalismo de tratamento entre cada personagem que tão depressa são apresentadas ao leitor pelo nome próprio como o são pelo cargo ou função, criando assim uma sensação de confusão desnecessária à fluidez da leitura. A protagonista, uma tal de Bellvis Montesano, Técnica de Manutenção de Revestimento, que se pode definir como uma feminista de última geração, pretende ser a melhor das melhores e precludir o seu direito a emprenhar para se tornar uma ciborgue para assim, calcule-se, desempenhar ainda melhor as suas tarefas. Numa incursão fora do habitáculo ela e os companheiros perdem-se andando à deriva e ao capricho dum tal Soldado 22 que num daqueles emaranhados narrativos pode estar a ser hackeado por um melómano que pensa destruir tudo porque já ninguém gosta de música como deve ser. Ou algo assim do género. O que não se percebe muito bem é como é que o grupo se perde no planeta quando logo após um momento mais tenso uma outra personagem, talhada para desempenhar o papel de herói dramático romântico, no maior dos negrumes pega na mão da donzela, a tal de Bellvis, que entretanto começou a sofrer duns calores e a repensar a sua estratégia de preclusão do emprenhamento, e por entre uivos e breu vai a correr o caminho todo, certeiro e direitinho até às portas estanques do habitáculo. E tudo isto com duas varetas de titânio espetadas no peito! É de Homem.

Assim de confusão em confusão chegamos ao final com um misto de apocalipse e resolução à Poirot em que as pontinhas soltas se atam umas às outras e tudo fica bem, quando acaba bem.

Quanto ao tal mistério dos uivos, pois, terá servido para desempenhar o seu papel de MacGuffin, ou tendo em conta a hereditariedade lusa desta antologia, foi a pedra na sopa.

O conto Expedição ao Futuro de José Cardoso é outra das menções honrosas e é uma pena que esteja nesta Antologia onde fica completamente deslocado já que de FC não tem nada, e nem sequer o uso da titular máquina de viajar no tempo à velocidade do pensamento (por esse prisma também O Memorial do Convento de Saramago seria FC) serve de desculpa.

Mas se o conto não tem lugar nesta Antologia que isso não seja entendido como um defeito do mesmo já que na verdade é uma tour de force surreal, bizarra, bastante eivado duma melancolia que só o encontro entre o ocidente com a África profunda poderia originar, com momentos de humor delicioso servidos por uma prosa prenhe de vernaculismos da região. Um conto que merecia destaque próprio que não nesta Antologia onde tal como é só será devidamente apreciado por uma faixa estreita de leitores.


Dejá-vu do brasileiro Luís Roberto Amabile é outra das menções honrosas. O conto escrito num tom poético e melancólico em parágrafos curtos plenos de figuras de estilo recordou-me três importantes filmes: It's All About Love; Until the End of the World e 2046. Embora não sendo forçosamente FC é uma outra forma de a apresentar e como se não bastasse uma linda história de amor, simples, como todas deviam ser.

Acordar o Profeta de João Leal é um conto em estilo MIB ou X-Files, dependendo do grau de inteligência ou sisudez que lhe queiramos atribuir. Conta como um professor de Antropologia Religiosa se vê recrutado para uma daquelas black ops de que os teóricos da conspiração passam a vida a falar. Mesmo sendo servido por uma prosa escorreita e estando imprimido por uma dinâmica agradável o conto não deixa de ser previsível no seu desfecho talvez por um excesso de pistas deixadas pelo autor ao longo do texto.

Algures acima quando opinei sobre o conto de Filipe Homem Fonseca mencionei que havia dois ótimos textos nesta Antologia. ZÊ de Manuel Alves é o segundo deles. Mais uma menção honrosa que na minha humilde opinião eclipsa de longe o vencedor embora aparentemente o júri ainda lhe tenha reconhecido o mérito suficiente para ser mencionado honrosamente. Aliás eu diria que quase todas as menções conseguem a extraordinária proeza de, aos meus olhos e ao meu gosto, serem superiores ao conto vencedor e algumas delas até superiores aos convidados. Mas a vida de concursos é feita destas vicissitudes.

ZÊ é um conto que não larga o leitor da primeira à última palavra e de todos os desta antologia o que tem o melhor final já que sem usar do abusado twist consegue ainda assim abrir toda uma panóplia de questões que, decerto, o autor deixou por responder na linha da melhor FC para que seja o leitor a fornecer, cada qual à sua maneira, as possíveis respostas, se é que as há. Descreveria a escrita de Manuel Alves como uma escrita em camadas que obriga o leitor a uma constante descodificação do que lê e a reavaliar as suas percepções do que sucede na página. O único conto em toda a antologia que mantém intocado e em estado puro, desde o princípio ao sublime final o espírito da verdadeira Ficção Científica.

Sem dúvida um autor a ter em atenção.

As moças do campo de Telmo Marçal é, como seria de esperar de Marçal, um conto muito bem construído, de prosa e ritmo impecável, servidos por um cinismo urbano muito seu e muito próprio cujo único problema reside em não ter uma ponta sequer de FC. A menos que consideremos algumas vacinas como sendo do território da FC mas se formos por aí então Ludlum, Fleming e Clancy passariam a ser escritores de FC de pleno direito. Ou seja sendo esse o seu único problema seria um conto perfeito não fosse tentar passar-se por algo que não é. O tal problema de julgar livros pelas capas de que escrevi acima.

Normalmente reserva-se o melhor para o final. Fechar com Chave de Ouro como se costuma dizer. Nada disso sucede com o conto A Besta-fera de Rodrigo Silva que é uma inenarrável mistura de policial com cibernética, tudo servido pelo inevitável twist final. Um conto perfeitamente descartável cuja menção mais abonatória que se lhe pode atribuir é o facto de ser curto.

Em jeito de conclusão terei de dizer que esta Antologia e tendo em conta o currículo dos envolvidos, desde o organizador até à Direção do Fantasporto, passando pelos nomes convidados, deixou um sabor a muito pouco e desiludiu-me profundamente. Quando comparada com A Sombra sobre Lisboa (SdE, 2006) cuja opinião minha aconselho a ler em http://bang.saidadeemergencia.com/ind... , é evidente que este conjunto de contos desirmanados não consegue superar a ideia duma obra mal pensada e apressada na sua concepção sem reunir um conjunto forte de textos que a alicerce o suficiente para aguentar os textos mais fracos que inevitavelmente surgem nestas antologias. Assim como está foi uma oportunidade desperdiçada e à semelhança de uma outra antologia também ela nascida dum concurso, Os Anos de Ouro da Pulp Fiction Portuguesa (SdE, 2011) (Ler a minha mini-opinião em http://www.goodreads.com/review/show/...) não me parece que sirva para mostrar ao público geral as reais potencialidades dos nossos escritores dentro da Fantastika.
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Reading Progress

May 3, 2012 – Started Reading
May 3, 2012 – Shelved
May 6, 2012 –
page 31
10.8%
May 6, 2012 –
page 37
12.89% "Ainda só a iniciar o terceiro conto e a velha irritação que sinto com a ficção curta lusófona começa a instalar-se. Sim, porque, no meu limitado entender, lá por ser "curta" não significa que os contos tenham de ter 6 míseras páginas. Onde é que em 6 páginas há espaço para caracterizar uma situação, um protagonista, um mundo?. É como se víssemos a história espreitando pelo gargalo duma garrafa... insatisfatório."
May 7, 2012 –
page 45
15.68%
May 9, 2012 –
page 65
22.65%
May 11, 2012 –
page 121
42.16%
May 14, 2012 –
page 167
58.19%
May 15, 2012 –
page 199
69.34%
May 16, 2012 –
page 219
76.31%
May 17, 2012 – Finished Reading

Comments Showing 1-4 of 4 (4 new)

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message 1: by Lady (new)

Lady Entropy Ui, rapaz. Foi assim não mau? Gostei particularmente da tua recomendaçao para "ninguém".


Marcelina Leandro Oh Lady já não te tinha dito que vários foram os contos que nem me dei ao trabalho de terminar? Sim, é assim "tão mau"!


Ricardo Loureiro Lady, não és tu que dizes que já andas farta de FC? Bem, para ti esta antologia até não fazia mossa, já que de FC estamos conversados. De qualquer forma o tempo anda escasso e não convém desbaratá-lo, if you get my meaning.


message 4: by Lady (new)

Lady Entropy Totalmente. Já leio acidentalmente demasiados livros maus. Não preciso de mais. Mas para toda a publicidade que levou, é uma desilusão. Bom, talvez da próxima escolham outro tema :D


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