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O Que Vemos Quando Lemos
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Peter Mendelsund é director de arte da Alfred A. Knopf, uma das mais conceituadas editoras norte-americanas, e um premiado desenhador de capas de livros, produzindo «as capas de livros mais icónicas e imediatamente reconhecíveis da ficção contemporânea» - (http://covers.petermendelsund.com/).
”O Que Vemos Quando Lemos” tem textos e ilustrações – numa obra literária que discorre sobre literatura e sobre as imagens. Sendo designer Peter Mendelsund reflecte sobre o processo de imaginar coisas a partir de uma palavra, uma frase ou um texto literário.
”A história da leitura é uma história recordada. Quando lemos, estamos imersos. E, quanto mais imersos estamos, menos capacidade temos, no momento, de voltar a atenção das nossas mentes analíticas para a experiência em que estamos absorvidos. Deste modo, na verdade, quando discutimos a sensação de ler, é da memória de termos lido que estamos a falar.*
E esta memória da leitura é uma memória falsa.
(*William James)” (Pág. 9)

Ficará na minha memória a imagem de ”Anna Karénina, representada por um programa de reconhecimento facial da polícia, a partir das descrições no texto de Tolstoi. (Sempre imaginei o cabelo dela mais encaracolado, mais escuro…)”. (Pág. 18)
A investigação de Peter Mendelsund é provocativa e incomum sobre como “O que vemos quando lemos? (Além de palavras numa página.) O que imaginamos nas nossas mentes?” - neste enquadramento há a capacidade de o leitor imaginar no sentido de criar uma imagem ou de várias imagens do que acabou de ler. Todas as afirmações estão associadas a uma imagem ou a uma ilustração. Nessa conjugação ou nessa ligação – o que nem sempre aconteceu no meu caso particular – a prosa/texto faz mais sentido quando agregada às imagens – encorajando e estimulando o leitor nessa ponderação ou nessa contemplação. A questão da concentração ou da imersão na leitura é apenas considerada integral quando conseguimos efectivamente elaborar imagens do que nos é narrado ou relatado.
Os exemplos propostos por Peter Mendelsund de inúmeras obras literárias e de determinados autores facilitam – nalguns casos, sobretudo, quando os conhecemos ou quando já as lemos – essa experiência como leitor.
Estão incluindos: ”Rumo ao Farol” - Virginia Woolf, ”Anna Karénina” - Lev Tolstoi, ”O Som e a Fúria” - William Faulkner, ”Madame Bovary” - Gustave Flaubert, ”Ulisses” - James Joyce e muitas outras obras literários e autores.
”O Que Vemos Quando Lemos” é um livro/objecto indispensável para “figurar” na estante de qualquer ávido leitor.
”O Que Vemos Quando Lemos” tem textos e ilustrações – numa obra literária que discorre sobre literatura e sobre as imagens. Sendo designer Peter Mendelsund reflecte sobre o processo de imaginar coisas a partir de uma palavra, uma frase ou um texto literário.
”A história da leitura é uma história recordada. Quando lemos, estamos imersos. E, quanto mais imersos estamos, menos capacidade temos, no momento, de voltar a atenção das nossas mentes analíticas para a experiência em que estamos absorvidos. Deste modo, na verdade, quando discutimos a sensação de ler, é da memória de termos lido que estamos a falar.*
E esta memória da leitura é uma memória falsa.
(*William James)” (Pág. 9)

Ficará na minha memória a imagem de ”Anna Karénina, representada por um programa de reconhecimento facial da polícia, a partir das descrições no texto de Tolstoi. (Sempre imaginei o cabelo dela mais encaracolado, mais escuro…)”. (Pág. 18)
A investigação de Peter Mendelsund é provocativa e incomum sobre como “O que vemos quando lemos? (Além de palavras numa página.) O que imaginamos nas nossas mentes?” - neste enquadramento há a capacidade de o leitor imaginar no sentido de criar uma imagem ou de várias imagens do que acabou de ler. Todas as afirmações estão associadas a uma imagem ou a uma ilustração. Nessa conjugação ou nessa ligação – o que nem sempre aconteceu no meu caso particular – a prosa/texto faz mais sentido quando agregada às imagens – encorajando e estimulando o leitor nessa ponderação ou nessa contemplação. A questão da concentração ou da imersão na leitura é apenas considerada integral quando conseguimos efectivamente elaborar imagens do que nos é narrado ou relatado.
Os exemplos propostos por Peter Mendelsund de inúmeras obras literárias e de determinados autores facilitam – nalguns casos, sobretudo, quando os conhecemos ou quando já as lemos – essa experiência como leitor.
Estão incluindos: ”Rumo ao Farol” - Virginia Woolf, ”Anna Karénina” - Lev Tolstoi, ”O Som e a Fúria” - William Faulkner, ”Madame Bovary” - Gustave Flaubert, ”Ulisses” - James Joyce e muitas outras obras literários e autores.
”O Que Vemos Quando Lemos” é um livro/objecto indispensável para “figurar” na estante de qualquer ávido leitor.
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O Que Vemos Quando Lemos.
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Reading Progress
November 12, 2016
– Shelved
November 12, 2016
– Shelved as:
to-read
August 22, 2017
–
Started Reading
August 22, 2017
– Shelved as:
non-fiction
January 23, 2018
–
1.56%
"
page
7
O que vemos quando lemos?
(Além de palavras numa página.)
O que imaginamos nas nossas mentes?
"
January 23, 2018
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2.01%
""A história da leitura é uma história recordada. Quando lemos, estamos imersos. E, quanto mais imersos estamos, menos capacidade temos, no momento, de voltar a atenção das nossas mentes analíticas para a experiência em que estamos absorvidos. Deste modo, na verdade, quando discutimos a sensação de ler, é da memória de termos lido que estamos a falar.*
E esta memória da leitura é uma memória falsa.
(*William James)""
page
9
E esta memória da leitura é uma memória falsa.
(*William James)""
January 23, 2018
–
7.59%
""Apesar de podermos pensar as personagens como visíveis, elas são mais como um conjunto de regras que determinam dado resultado. As características físicas de uma personagem podem ser ornamentais, mas essas características podem também contribuir para o seu significado.
(Qual é a diferença entre ver e compreender?)""
page
34
(Qual é a diferença entre ver e compreender?)""
January 24, 2018
–
20.98%
""De maneira a compreendermos as palavras e as expressões de um livro, quando lemos temos de pensar com antecedência: temos de antecipar. É assim que nós, leitores, lidamos com os becos sem saída, os soluços e os encavalgamentos da nossa linguagem escrita e linear.
Imaginamos o que nos é dito para vermos, mas imaginamos também o que pensamos que nos será dito para vermos, mais adiante na página.""
page
94
Imaginamos o que nos é dito para vermos, mas imaginamos também o que pensamos que nos será dito para vermos, mais adiante na página.""
January 24, 2018
–
77.46%
""Talvez a nossa capacidade de visualizar, cheirar e ouvir com clareza enquanto lemos dependa da força da nossa fé na nossa capacidade de o fazer? Para todos os efeitos, pensar que podemos visualizar é o mesmo que visualizar."
Será?"
page
347
Será?"
January 24, 2018
–
79.46%
""À semelhança das epifanias religiosas ou das verdades platónicas, podem as visões da literatura afirmar ser mais reais do que a própria realidade fenomenal? Sugerem alguma forma de autenticidade mais profunda? (Ou: ao minimizar o mundo real, sugerem a sua falta de autenticidade?)"
page
356
January 28, 2018
–
Finished Reading
January 29, 2018
– Shelved as:
l2018
