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O Banquete
by Plato, Maria Teresa Schiappa de Azevedo
by Plato, Maria Teresa Schiappa de Azevedo
André's review
bookshelves: owned-books, classics, reviewed
Jun 12, 2017
bookshelves: owned-books, classics, reviewed
Read from June 03 to 07, 2017
,
read count: 1
Alcibíades é a personagem mais lúcida no meio de toda esta orgia filosófica (embora, curiosamente, o único dos presentes embriagado). Sócrates, no entanto, é para variar o que mais juízo tem: a todos se entrega e de ninguém se torna dependente. Não admira que esteja pronto para morrer a cada minuto.
Sobre o Amor, o tópico central do diálogo, lamento dizer: estão todos enganados. Não há nada que louvar a essa doença por que se esfolam deuses e homens desde a antiguidade. Sejamos mais frontais como Alcibíabes e menos submissos como Sócrates. Se nos der para pensar o amor, pois que o façamos como Diotima — racionalmente, até onde a linguagem o permitir.
E, mais importante, nunca depositemos nele a expectativa de felicidade. Para esse género particular de ilusão é preferível o álcool, que sempre se evapora mais depressa.
Podendo, é evitar.
Sobre o Amor, o tópico central do diálogo, lamento dizer: estão todos enganados. Não há nada que louvar a essa doença por que se esfolam deuses e homens desde a antiguidade. Sejamos mais frontais como Alcibíabes e menos submissos como Sócrates. Se nos der para pensar o amor, pois que o façamos como Diotima — racionalmente, até onde a linguagem o permitir.
E, mais importante, nunca depositemos nele a expectativa de felicidade. Para esse género particular de ilusão é preferível o álcool, que sempre se evapora mais depressa.
Podendo, é evitar.
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O Banquete.
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message 1:
by
Maria
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rated it 4 stars
Jun 14, 2017 08:16AM
Racionalizar sentimentos só é bom até certo ponto, depois é doença, doença maior que o "amor".
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