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O Que Vemos Quando Lemos
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Com gráficos, fotografias, desenhos e um mínimo de texto, Mendelsund - utilizando exemplos de alguns romances clássicos - elabora um exercício muito divertido sobre o acto de leitura; como cada leitor "vê" as personagens, os lugares...
"Não faça isso, por favor não o faça! O inseto não pode ser representado. Não pode sequer ser mostrado ao longe."
Esta é a mensagem enviada por Kafka ao editor de Metamorfose, talvez com o objetivo de proteger os atos imaginativos dos seus leitores.
Agora percebi bem porque detesto livros com capa da versão cinematográfica e porque nunca gosto de um livro de que já vi o filme: porque me rouba um dos prazeres fundamentais de ler: Imaginar.
"Não faça isso, por favor não o faça! O inseto não pode ser representado. Não pode sequer ser mostrado ao longe."
Esta é a mensagem enviada por Kafka ao editor de Metamorfose, talvez com o objetivo de proteger os atos imaginativos dos seus leitores.
Agora percebi bem porque detesto livros com capa da versão cinematográfica e porque nunca gosto de um livro de que já vi o filme: porque me rouba um dos prazeres fundamentais de ler: Imaginar.
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O Que Vemos Quando Lemos.
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Reading Progress
November 16, 2015
– Shelved
November 22, 2015
–
Started Reading
November 22, 2015
–
12.95%
""Um livro aberto funciona como uma venda: as suas guardas e páginas silenciam o clamor excitante do mundo e incentivam a imaginação."\n (Página 58)"
page
58
November 29, 2015
–
Finished Reading
Comments Showing 1-6 of 6 (6 new)
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message 1:
by
Nelson
(new)
-
rated it 2 stars
Nov 30, 2015 07:25AM
Estive com ele na mão, mas fiquei com reservas quanto ao verdadeiro objetivo do livro. Existe imenso trabalho científico sobro o modo como simulamos a linguagem na nossa cabeça, e aqui pareceu-me apenas ser um conjunto de ideias à volta do tema, sem uma base científica sólida. Mas talvez esteja enganado.
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Penso que estás certo. E espero não estar a ser injusta ao dizer que é mais uma brincadeira divertida do que um "estudo sério" do acto de ler. Mas gostei e influenciou um pouquinho a forma como li o livro seguinte: a concentrar-me mais na descrição física das personagens (mas depressa me esqueci de aplicar a "técnica" e voltei ao instinto.)
Não digo que seja tudo uma invenção, mas pareceu-me mais do tipo - conversa divertida sobre os processos de leitura - o que não tem mal nenhum, só que pareceu-me demasiado caro para apenas isso :)
Identifiquei-me com algumas teorias, mas reconheço que por vezes o grau de efabulação se eleva... Mas a parte gráfica compensa tudo!
