Carla's Reviews > A Demanda do Visionário

A Demanda do Visionário by Robin Hobb
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117889
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Sep 30, 2010

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bookshelves: portuguese, not-own, 2010

Nota: 3,5

E não é que o final é quase tal e qual o que tinha previsto? A sério, esperava bem mais desta série depois de ler muitas críticas positivas e de ter gente a aconselhar-me a ler. Se calhar as expectativas eram muitas mas infelizmente nem a história nem a escrita da autora me surpreenderam por aí além.

Mas passando a este volume... Sendo a segunda parte do terceiro volume original, a história começa precisamente no ponto em que foi deixada. Fitz é acompanhado por 4 amigos e o seu “irmão” lobo e consegue finalmente chegar a Veracidade que havia partido numa demanda em busca dos Antigos. Esta parte surpreendeu um pouco mas achei desesperante que durante a viagem Panela recitasse profecias e ninguém se lembrasse delas um par de páginas depois! Não estou a brincar quando digo que aqui nem revirar olhos, apetecia-me era mesmo mandar o livro à parede. Chegou-me mesmo a parecer que se tivessem dois caminhos à sua frente, um pavimentado de flores e com um sinal a dizer “caminho seguro”, outro tenebroso e com um sinal a dizer “Morte por aqui, a sério por aqui vão direitos a uma morte certa”, iriam sempre optar pela segunda. Fiquei com a sensação de que muitas situações podiam ter sido resolvidas muito antes e seria escusado tanta página a engonhar para ir parar a lado nenhum, já que nem crescimento das personagens há a destacar. Ao longo da série quase nunca senti empatia pelo personagem principal, o seu final parece-me justo no meio de tudo (e a sério, alguém esperava que ele terminasse feliz e com uma família?), e as que senti que tinham alguma potencialidade, como Kettricken ou o Bobo, também foram perdendo pontos ao longo dos livros. E mais uma vez, o relato na primeira pessoa, por Fitz, não ajudou a manter o suspense nas situações que deviam ser de vida ou morte. No entanto, a grande decepção foi mesmo o que estava por detrás do Forjamento. Ao ler o final, rapidamente resolvido, senti-me como se a montanha tivesse parido um rato.

Esperava mesmo algo mais desta obra e pelo que sei vão publicar outra trilogia da autora, que continua a história de FitzCavalaria. Não posso dizer que tenha grande curiosidade. Não digo que não tenha méritos, afinal de contas gostei de algumas premissas, do Talento e da Manha, do Forjamento e dos Navios Vermelhos, mas acho que a autora podia ter feito um trabalho muito mais interessante.
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Reading Progress

September 30, 2010 – Shelved
September 30, 2010 – Shelved as: portuguese
November 6, 2010 – Started Reading
November 8, 2010 –
page 76
15.97%
November 9, 2010 –
page 100
21.01%
November 11, 2010 –
page 165
34.66%
November 12, 2010 –
page 208
43.7% "Eu sabia! Eu sabia o que eram os Antigos! E lá está, pasma-me que o protagonista não... enfim."
November 14, 2010 –
page 279
58.61% "Mas será que ninguém se lembra do que a Panela disse sobre o Catalisador e dragões de pedra?! *facepalm*"
November 15, 2010 – Finished Reading
July 2, 2011 – Shelved as: not-own
November 1, 2011 – Shelved as: 2010

Comments (showing 1-6 of 6) (6 new)

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Patrícia Bem, penso que os autores escrevem os seus protagonistas deliberadamente obtusos... eles não descobrem as coisas mas nós sim. Até é bastante inteligente, assim os leitores sentem-se astutos e a história ganha algumas dezenas de páginas enquanto o heroi tenta descobri o "mistério". LOL. :D


Carla Mas a empatia que poderíamos sentir pelo personagem perde-se porque ninguém gosta de estúpidos. :P Acho que quando os livros são contados na primeira pessoa os personagens deviam ser mais inteligentes. Imagino sempre como seria ao vivo: ah e tal o personagem a contar a história e de repente eu, metida em abelhuda e feita esperta, digo a certa parte da história onde o protagonista diz que estava confuso, "então e depois descobristes que isso era aquilo?", ele amua e vai-se embora.

É estranho mas fico sempre triste quando resolvo as coisas antes do protagonista. É certo que me faz sentir inteligente mas leva-me a pensar que se fosse eu a percorrer a história poupava tantas árvores e aborrecimentos... :P


Patrícia Lol, infelizmente os autores têm um número mínimo de páginas a entregar e têm de fazer render o peixe. Eu simplesmente já só reviro os olhos quando as personagens têm atitudes completamente idióticas. Mas tens razão, não é nada divertido quando nós já sabemos o que vai acontecer e não há grandes surpresas... isso aconteceu-me com aquele filme, "O Efeito Borboleta" enquanto o estavamos a ver eu estava sempre a dizer que ia acontecer "tal e tal" e não é que acontecia mesmo? :p


Carla LOL a propósito do número de páginas, acabei de ler este artigo.


Patrícia Lol. Ele tem uma certa razão, mas por vezes livros com poucas páginas sofrem por falta de desenvolvimento da história e/ou personagens. Mas se uma pessoa consegue escrever um bom romance em cerca de 200 e tal páginas, acho muito bem. Cá para mim, "Duna" podia ter sido muito mais pequeno. Aquela história em particular não justifica o tamanho do livro. :p


Carla Estou a achar o mesmo nesta série. O primeiro ainda vá, mas os 2 volumes que cá foram divididos até podiam estar num só.


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