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Uma Outra Voz
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Penso que aquele slogan “primeiro estranha-se e depois entranha-se!” pode ser aplicado a este livro. Não é um romance com uma estrutura normal, pois é composto por 5 relatos de pessoas diferentes da mesma família e os excertos de diário do personagem que é o fio condutor dos diversos relatos – João José Mariano Serrão, o Tio Mariano.
Cada relato ou “voz” foca um período distinto da História de Portugal, desde a implantação da República até aos tempos conturbados do pós -25 de Abril, sem esquecer o período da ditadura. Na primeira voz, conhecemos um adolescente que tem o hábito de rir-se nos momentos mais inoportunos, tais como funerais; na segunda voz, conhecemos a história da sua irmã, que se apaixonou por um primo e, na terceira voz, um jovem estudante universitário cuja vida vira de avesso após uma manifestação pela liberdade. Na quarta voz, temos a sobrinha do Tio Mariano e o seu amor ilícito pelo padre da terra e, finalmente, a quinta voz (a melhor, na minha opinião!) que nos apresenta o grande amor do protagonista.
Se aceitarmos cada história por aquilo que ela é e não tentarmos encontrar a razão de ser/ moral/ ligação entre relatos, acaba por ser uma leitura muito agradável. Penso que a autora tem uma escrita muito cativante, consegue descrever ambientes de forma apelativa, sem se perder em “a partes” que tiram ritmo à história. Os diálogos são convincentes e só houve uma voz que me pareceu um pouco esquisita - a do adolescente. Na verdade, o relato dele pareceu-me demasiado infantil para um moçoilo de 15 anos dos anos 50. Nessa altura, creio que já existia outra maturidade, os jovens trabalhavam, ajudavam a sustentar a família e não haveria paciência para um comportamento como o dele. Foi a voz que me pareceu mais “forçada” e irrealista. De resto, só posso dizer que vou querer acompanhar o trabalho da Gabriela Ruivo Trindade.
Cada relato ou “voz” foca um período distinto da História de Portugal, desde a implantação da República até aos tempos conturbados do pós -25 de Abril, sem esquecer o período da ditadura. Na primeira voz, conhecemos um adolescente que tem o hábito de rir-se nos momentos mais inoportunos, tais como funerais; na segunda voz, conhecemos a história da sua irmã, que se apaixonou por um primo e, na terceira voz, um jovem estudante universitário cuja vida vira de avesso após uma manifestação pela liberdade. Na quarta voz, temos a sobrinha do Tio Mariano e o seu amor ilícito pelo padre da terra e, finalmente, a quinta voz (a melhor, na minha opinião!) que nos apresenta o grande amor do protagonista.
Se aceitarmos cada história por aquilo que ela é e não tentarmos encontrar a razão de ser/ moral/ ligação entre relatos, acaba por ser uma leitura muito agradável. Penso que a autora tem uma escrita muito cativante, consegue descrever ambientes de forma apelativa, sem se perder em “a partes” que tiram ritmo à história. Os diálogos são convincentes e só houve uma voz que me pareceu um pouco esquisita - a do adolescente. Na verdade, o relato dele pareceu-me demasiado infantil para um moçoilo de 15 anos dos anos 50. Nessa altura, creio que já existia outra maturidade, os jovens trabalhavam, ajudavam a sustentar a família e não haveria paciência para um comportamento como o dele. Foi a voz que me pareceu mais “forçada” e irrealista. De resto, só posso dizer que vou querer acompanhar o trabalho da Gabriela Ruivo Trindade.
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