Coração Quotes

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Antoine de Saint-Exupéry
“Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.”
Antoine de Saint-Exupéry, O Pequeno Príncipe

Mia Couto
“As pálpebras limpam os olhos de poeiras. Que pálpebras limpam as poeiras do coração?”
Mia Couto, Na Berma de Nenhuma Estrada e Outros Contos

“Você não tem controle sobre como sua história começa ou termina. Mas por agora, você deve saber que todas as coisas têm um fim. Cada faísca retorna à escuridão. Cada som retorna ao silêncio. Cada flor retorna à terra. A viagem do sol e a lua é previsível. Mas a sua, é seu melhor.”
Suzy Kassem, Rise Up and Salute the Sun: The Writings of Suzy Kassem

Filipe Russo
“Um amor fabricado pela minha infância, da ingenuidade à inocência, ainda reside em meu coração qual micronutriente em quantidade adequada fluindo pela corrente sanguínea a cumprir função orgânica.”
Filipe Russo, Caro Jovem Adulto

Gonçalo M. Tavares
“O coração não é só uma víscera tenra. Há um sistema moral algures na parte mole do corpo.”
Gonçalo M. Tavares, Um Homem: Klaus Klump

Filipe Russo
“O meu coração se aquece pulsando a urgência do agora.”
Filipe Russo, Caro Jovem Adulto

Filipe Russo
“No meu coração se empoça uma melancolia que eu não consigo drenar e ao espremê-lo goteja do mesmo uma alegria que eu não consigo reter.”
Filipe Russo, Caro Jovem Adulto

Filipe Russo
“Desfio as fibras de meu coração para diluir o coágulo e gota a gota caem pela folha em pontuação e de esguicho em esguicho se preenche os vãos da oração.”
Filipe Russo, Caro Jovem Adulto

Filipe Russo
“Cavalgo as batidas do meu coração, a cada trote me aproximo ainda mais, mas nunca chego a te tocar.”
Filipe Russo, Caro Jovem Adulto

Filipe Russo
“Minha crosta epitelial arranca a tua por abrasão, nosso plasma ricocheteia pelas veias em claustrofobia quântica, emparelhados nós nunca vamos a lugar algum sem levar o coração do outro bem apertado dentro do bolso.”
Filipe Russo, Caro Jovem Adulto

Filipe Russo
“Sem jornada do herói nem coração de princesa eu prossigo.”
Filipe Russo, Caro Jovem Adulto

Filipe Russo
“Eu cataclismo eu mesmo. Arrancando pelos olhos o coração pulsante do mundo.”
Filipe Russo, Caro Jovem Adulto

Catherine Anderson
“Os segredos do coração são de natureza íntima”
Catherine Anderson, Sweet Nothings

Catherine Anderson
“O amor não se compra. Não é possível forjar um caminho
para chegar ao coração de alguém”
Catherine Anderson, Sweet Nothings

Diego Guerra
Não existe faca mais afiada do que o coração de uma mulher.
Diego Guerra, O Teatro da Ira

Filipe Russo
“Eu vivia à base de fotossíntese: arrancava o néctar dos teus lábios aos beijos e captava o brilho atencioso do teu olhar para em meu coração adivinhar um morno amor de um empuxo que me mantinha suspenso sobre o próprio cataclisma.”
Filipe Russo, Caro Jovem Adulto

Ondjaki
“Era, no fundo, o que trazia todas as pessoas àquele local: a magia de renovaro ógão primeiro, o bombeador de sensações, a casa mais íntima de um ser humano.”
Ondjaki, E Se Amanhã o Medo

Filipe Russo
“O que os olhos não vêem coração não sente, organismo incuba.”
Filipe Russo, Caro Jovem Adulto

Filipe Russo
“Todo poeta morre apunhalado no coração pela mão de quem mais se ama.”
Filipe Russo, Caro Jovem Adulto

Eça de Queirós
“E não era a primeira vez que tinha destes falsos arranques de amor, ameaçando absorver, pelo menos por algum tempo, todo o seu ser e resolvendo-se em tédio, em "seca". Eram como os fogachos de pólvora sobre uma pedra; uma fagulha ateia-os, num momento tornam-se chama veemente que parece que vai consumir o Universo, e por fim fazem apenas um rastro negro que suja a pedra. Seria o seu um desses corações de fraco, moles e flácidos, que não podem conservar um sentimento, o deixam fugir, escoar-se pelas malhas de um tecido reles?”
Eça de Queirós, Os Maias

“Um verdadeiro homem de bem vai falar a verdade, agir com a verdade e defender a verdade. Um verdadeiro homem de bem não tem medo de pensar a partir de seu coração; portanto, permitindo que não-conformistas decisões, pontos de vista e perspectivas para conduzir sua vida. Ao seguir o seu coração, eles estão com a sua consciência, e só com Deus.”
Suzy Kassem, Rise Up and Salute the Sun: The Writings of Suzy Kassem

José Saramago
“... assim é que a vida deve ser, quando um desanima, o outro agarra-se às próprias tripas e faz delas coração.”
José Saramago, The Cave

Caio Fernando Abreu
“(...)

Meu coração é um sapo rajado, viscoso e cansado, à espera do beijo prometido capaz de transformá-lo em príncipe.

Meu coração é um álbum de retratos tão antigos que suas faces mal se adivinham. Roídas de traça, amareladas de tempo, faces desfeitas, imóveis, cristalizadas em poses rígidas para o fotógrafo invisível. Este apertava os olhos quando sorria. Aquela tinha um jeito peculiar de inclinar a cabeça. Eu viro as folhas, o pó resta nos dedos, o vento sopra.

Meu coração é um mendigo mais faminto da rua mais miserável.

Meu coração é um ideograma desenhado a tinta lavável em papel de seda onde caiu uma gota d’água. Olhado assim, de cima, pode ser Wu Wang, a Inocência. Mas tão manchado que talvez seja Ming I, o Obscurecimento da Luz. Ou qualquer um, ou qualquer outro: indecifrável.
Meu coração não tem forma, apenas som. Um noturno de Chopin (será o número 5?) em que Jim Morrison colocou uma letra falando em morte, desejo e desamparo, gravado por uma banda punk. Couro negro, prego e piano.

Meu coração é um bordel gótico em cujos quartos prostituem-se ninfetas decaídas, cafetões sensuais, deusas lésbicas, anões tarados, michês baratos, centauros gays e virgens loucas de todos os sexos.

Meu coração é um traço seco. Vertical, pós-moderno, coloridíssimo de neon, gravado em fundo preto. Puro artifício, definitivo.

Meu coração é um entardecer de verão, numa cidadezinha à beira-mar. A brisa sopra, saiu a primeira estrela. Há moças na janela, rapazes pela praça, tules violetas sobre os montes onde o sol se p6os. A lua cheia brotou do mar. Os apaixonados suspiram. E se apaixonam ainda mais.

Meu coração é um anjo de pedra de asa quebrada.

Meu coração é um bar de uma única mesa, debruçado sobre a qual um único bêbado bebe um único copo de bourbon, contemplado por um único garçom. Ao fundo, Tom Waits geme um único verso arranhado. Rouco, louco.

Meu coração é um sorvete colorido de todas as cores, é saboroso de todos os sabores. Quem dele provar, será feliz para sempre.

Meu coração é uma sala inglesa com paredes cobertas por papel de florzinhas miúdas. Lareira acesa, poltronas fundas, macias, quadros com gramados verdes e casas pacíficas cobertas de hera. Sobre a renda branca da toalha de mesa, o chá repousa em porcelana da China. No livro aberto ao lado, alguém sublinhou um verso de Sylvia Plath: "Im too pure for you or anyone". Não há ninguém nessa sala de janelas fechadas.

Meu coração é um filme noir projetado num cinema de quinta categoria. A platéia joga pipoca na tela e vaia a história cheia de clichês.

Meu coração é um deserto nuclear varrido por ventos radiativos.

Meu coração é um cálice de cristal puríssimo transbordante de licor de strega. Flambado, dourado. Pode-se ter visões, anunciações, pressentimentos, ver rostos e paisagens dançando nessa chama azul de ouro.

Meu coração é o laboratório de um cientista louco varrido, criando sem parar Frankensteins monstruosos que sempre acabam destruindo tudo.

Meu coração é uma planta carnívora morta de fome.

Meu coração é uma velha carpideira portuguesa, coberta de preto, cantando um fado lento e cheia de gemidos - ai de mim! ai, ai de mim!

Meu coração é um poço de mel, no centro de um jardim encantado, alimentando beija-flores que, depois de prová-lo, transformam-se magicamente em cavalos brancos alados que voam para longe, em direção à estrela Veja. Levam junto quem me ama, me levam junto também.

Faquir involuntário, cascata de champanha, púrpura rosa do Cairo, sapato de sola furada, verso de Mário Quintana, vitrina vazia, navalha afiada, figo maduro, papel crepom, cão uivando pra lua, ruína, simulacro, varinha de incenso. Acesa, aceso - vasto, vivo: meu coração teu.”
Caio Fernando Abreu

Mary Balogh
“Pero algunas lecciones hay que aprenderlas con el corazón también para entenderlas de verdad. Es muy fácil ser madre o padre antes de tener hijos.”
Mary Balogh

L. Frank Baum
“— Mesmo assim — disse o Espantalho — vou pedir um cérebro em vez de um coração. Porque um burro, mesmo se tivesse um coração, não ia saber o que fazer com ele.
— E eu vou ficar com o coração — respondeu o Lenhador de Lata. — Porque um cérebro não faz ninguém feliz, e a felicidade é a melhor coisa do mundo.”
L. Frank Baum, The Wonderful Wizard of Oz

L. Frank Baum
“— Vocês que têm coração, podem sempre se guiar por ele, e nunca fazem mal aos outros. Mas eu não tenho coração, e por isso preciso tomar muito cuidado.”
L. Frank Baum, The Wonderful Wizard of Oz

L. Frank Baum
“— Ora, acho um engano você querer um coração. Ele só traz infelicidade para a maioria das pessoas. Se você soubesse como tem sorte por não possuir um coração...
— Deve ser questão de opinião — disse o Lenhador de Lata. — Por mim, eu aceitaria suportar toda essa infelicidade sem dar um pio, se você me desse um coração.”
L. Frank Baum, The Wonderful Wizard of Oz

Ana Claudia Antunes
“Mais vale um coração de ouro
E uma mente tranquila e limpa,
Do que tantos louros e tesouros
Que nessa terra se garimpa.”
Ana Claudia Antunes, O Diario Real

“Foi em ti que comecei a ver a perfeição que nunca busquei. Quando me fechei para o amor, tudo o que eu queria e estava disposta a oferecer era apenas amizade. Já andava cansada da sensação sombria e desconfiada de ter pessoas perto de mim que buscassem algo além da amizade. Já vivia inflamada pelas mágoas; por todas às vezes que tinha que colocar alguém muito especial na FRIENDZONE por não poder corresponder os seus sentimentos na mesma dose, na mesma medida. Esses momentos dilaceravam-me a alma, faziam-me chorar por longos dias e longas noites. Abatia-me o espírito saber que perderia mais um bom amigo por não amá-lo na mesma forma, tudo isso condoía-me o coração”
Oliveira Prazeres

Ana Claudia Antunes
“Mais que um órgão que toca fundo no peito,
Esse sujeito, o coração não é uma couraça
Feita de vidraça,
Mas uma chama que reclama carinho, respeito, amor...
É eterna, é sincera,
Mas quando ama,
vai laceando e lança um laço
Logo ali, bem lá, no compasso,
bem feito,
E se torna de sujeito a suspeito,
e quando sofre se dilacera,
em virtudes de vertigens e descompasso...
e so sossega, sofrego em sacolejos,
no mesmo leito
onde o divino com um traço
de rebeldia
o seu destino entrega.
E ali ele sofre em quimeras. E
com o passar das eras
e das iras
eu diria
ao mesmo tempo que desacelera
ele ganha em sabedoria...”
Ana Claudia Antunes, O Diario Real

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