A cultura que dividíamos estava ativa, efervescente em minhas entranhas e genes, e eu tinha de assumi-la, alimentá-la para que não morresse em mim. Para que pudesse passá-la adiante algum dia. As lições que ela compartilhou, a prova de que a vida dela continuava, agora dentro de mim, em cada movimento e em cada ato meu. Eu era o que tinha sobrado. Se eu não podia estar com a minha mãe, eu seria ela.

