Naquela noite, deitada ao lado dela, lembrei de como, quando eu era criança, enfiava meus pés frios entre as pernas de minha mãe para esquentar. De como ela estremecia e sussurrava que sempre iria sofrer para me dar conforto, que era assim que a gente sabia que alguém amava a gente de verdade. Lembrei das botas que ela tinha amaciado para que, quando eu as recebesse, pudesse usar sem me preocupar e sem nenhum incômodo. Agora, mais do que nunca, desejava, desesperada, que existisse um jeito de transferir a dor, desejava que eu pudesse provar para minha mãe o quanto eu a amava, que pudesse
...more

