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História do Ateísmo em Portugal
Ao longo de uma história com mais de 800 anos, a presença e a participação de deus na realidade quotidiana portuguesa sempre foi uma constante. Umas vezes seguindo directivas do catolicismo romano, outras vezes adoptando supersticiosidades com antecedências pagãs, Portugal sempre acreditou naquilo a que se convencionou chamar de «sobrenatural» ou «transcendente». Apresentando-se como filosofia que nega a existência do divino, o ateísmo quebra a unanimidade prevalecente e propõe como alternativa uma vivência sem deus.
A presente obra analisa o percurso dessa tendência ateísta em Portugal, dando a conhecer personalidades, ideologias e movimentos que contribuíram activamente para erodir o «conceito de deus», apontando ainda os condicionalismos que conseguiram refrear – e manter numa quarentena de vários séculos – a natural apetência do ser humano para questionar e duvidar.
A presente obra analisa o percurso dessa tendência ateísta em Portugal, dando a conhecer personalidades, ideologias e movimentos que contribuíram activamente para erodir o «conceito de deus», apontando ainda os condicionalismos que conseguiram refrear – e manter numa quarentena de vários séculos – a natural apetência do ser humano para questionar e duvidar.
383 pages, Paperback
First published January 1, 2010
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Community Reviews
Displaying 1 - 3 of 3 reviews
April 2, 2014
Em primeiro lugar, quero expressar o meu profundo agradecimento ao autor (e à editora) pela determinação e coragem que ambos demonstraram ao decidir dar à estampa uma obra sobre um assunto tão negligenciado no nosso país.
Quando peguei neste livro pela primeira vez, fi-lo com uma sensação de incredulidade: como diabo teria o autor conseguido preencher 350+ páginas acerca da história do ateísmo no mui católico Portugal? Decerto que a história do ateísmo português, strictu sensu, não poderia ocupar mais do que duas dúzias de páginas?!
A leitura deu-me a resposta para este aparente enigma. Página após página, a obra de Luís Rodrigues descreve os inúmeros e sucessivos factores políticos, sociais e culturais que impediram as filosofias ateístas de atingirem em Portugal a mesma expressão que alcançaram noutros países Europeus. A história do ateísmo em Portugal é pois essencialmente a história de uma «idéia falhada», de uma semente que não conseguiu vingar na terra ressequida pela Água Benta.
Luís Rodrigues tem o grande mérito de analisar de forma abrangente, inteligente e original o processo histórico que fez do nosso país um filho da religião, que ainda hoje se alimenta no seio sobrenaturalista/fatalista/messiânico que o viu nascer.
Quando peguei neste livro pela primeira vez, fi-lo com uma sensação de incredulidade: como diabo teria o autor conseguido preencher 350+ páginas acerca da história do ateísmo no mui católico Portugal? Decerto que a história do ateísmo português, strictu sensu, não poderia ocupar mais do que duas dúzias de páginas?!
A leitura deu-me a resposta para este aparente enigma. Página após página, a obra de Luís Rodrigues descreve os inúmeros e sucessivos factores políticos, sociais e culturais que impediram as filosofias ateístas de atingirem em Portugal a mesma expressão que alcançaram noutros países Europeus. A história do ateísmo em Portugal é pois essencialmente a história de uma «idéia falhada», de uma semente que não conseguiu vingar na terra ressequida pela Água Benta.
Luís Rodrigues tem o grande mérito de analisar de forma abrangente, inteligente e original o processo histórico que fez do nosso país um filho da religião, que ainda hoje se alimenta no seio sobrenaturalista/fatalista/messiânico que o viu nascer.
November 11, 2016
Um livro interessante, com algumas ideias e perspectivas interessantes sobre o ateísmo em Portugal. Entretanto, o livro poderia ficar mais no tema do que enveredar pelos caminhos da história que nada tem a ver com a religiosidade.
June 18, 2025
As primeiras 2/3 desse livro foram bastante interessantes, mas depois da chegada ao século XX, não foi nada interessante nem novo. Evidentemente, a supressão de pensamento livre pela igreja evitou que as pessoas saíram da fechadura da catolicismo, ainda menos pensassem na pergunta da existência de deus.
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