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Romancero gitano y Llanto por Ignacio Sánchez Mejías
El Romancero Gitano de Federico García Lorca es, sin duda alguna, el libro de poemas más popular del siglo XX en castellano. Lorca maneja el idioma con habilidad sorprendente, con una "facilidad difícil" para literaturizar la realidad, conviertiéndola en narrativa poé la muerte de Antonio Camborio a manos de sus cuatro primos, la persecución de las tribus gitanas por la Guardia Civil, los pechos de dura plata de Soledad Montoya, el erotismo presente de La casada infiel, son algunos de los motivos y los temas que perviven en la memoria popular.
- GenresPoetry
112 pages, Paperback
First published January 1, 2008
About the author
Federico García Lorca
1,556 books3,291 followersBorn in Fuente Vaqueros, Granada, Spain, June 5 1898; died near Granada, August 19 1936, García Lorca is one of Spain's most deeply appreciated and highly revered poets and dramatists. His murder by the Nationalists at the start of the Spanish civil war brought sudden international fame, accompanied by an excess of political rhetoric which led a later generation to question his merits; after the inevitable slump, his reputation has recovered (largely with a shift in interest to the less obvious works). He must now be bracketed with Machado as one of the two greatest poets Spain has produced in the 20th century, and he is certainly Spain's greatest dramatist since the Golden Age.
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Community Reviews
Displaying 1 - 4 of 4 reviews
June 9, 2019
Não menosprezando o espírito do lírico Apolo, começo esta reflexão com três histórias: era uma vez um menino que, enfeitiçado pela harpa, consumia algum do seu tempo a tentar manchar páginas brancas com a escura tinta da sua caneta, comandada pelos seus pensamentos; era uma vez esse mesmo menino que, incongruente, não lia nada em verso, comprometendo-se a alterar esse facto; era uma vez várias almas líricas que lhe abriram as portas do Olimpo das Palavras Versadas.
Gravadas em azulejos trabalhados, essas histórias foram cimentadas por um momento de um passado recente: a visita à Granada de Lorca, onde conheci alguns dos seus versos. Ao saber da edição portuguesa deste clássico, soube que o teria de desvirginar e a oportunidade foi-me garantida por uma dessas almas líricas. Assumi então o papel de trolha da vida e decidi deitar mãos à obra na árdua tarefa de assentar os azulejos na parede da vida.
Lorca é um pintor audaz, usando as palavras como aguarelas, fazendo da caneta seu pincel. A sua musa? A Natureza e tudo o que nos rodeia, sem cair num naturalismo per si. Quiçá alimentado pelo seu compatriota Dalí, sorveu também um pouco do surrealismo que lhe garantem as sinestesias necessárias para concretizar a sua profecia num tríptico que assenta num tripé díspar mas tremendamente tradicional sobre morte, amor, sexo e sofrimento.
Esboça-se a cultura cigana, com referências simbólicas aos cavalos nómadas, selvagens mas dóceis, à cor verde, da terra e da esperança, e aos números, tão enredados que estão nas artes místicas; dá-se uma primeira de mão, com três romances embrenháveis (dos quais destaco “Thamar y Amnón”; termina-se com uma camada de óleo perene, ao sabor da cantiga sobre a morte de um toureiro pela cornada destímida, resultando em “La sangre derramda”.
Paradoxalmente, a declamação introspectiva destas letras, num castelhano ao qual queria regressar há muito, tornou-se num vírus revitalizante, com alta taxa de replicação. Agradecendo a inoculação, a curiosidade adensou-se e a promessa terá de ser continuamente concretizada sob o lema tão relacionado com esta minoria desprezada: “O céu é o meu tecto, a terra a minha pátria…”.
"Um poeta tem de ser professor nos cinco sentidos corporais. Os cinco sentidos corporais, por esta ordem: vista, tacto, ouvido, olfacto e gosto. Para poder ser dono das mais belas imagens, tem de abrir portas de comunicação em todos eles e com muita frequência há-de sobrepor as suas sensações e ainda disfarçar as suas naturezas."
Gravadas em azulejos trabalhados, essas histórias foram cimentadas por um momento de um passado recente: a visita à Granada de Lorca, onde conheci alguns dos seus versos. Ao saber da edição portuguesa deste clássico, soube que o teria de desvirginar e a oportunidade foi-me garantida por uma dessas almas líricas. Assumi então o papel de trolha da vida e decidi deitar mãos à obra na árdua tarefa de assentar os azulejos na parede da vida.
Lorca é um pintor audaz, usando as palavras como aguarelas, fazendo da caneta seu pincel. A sua musa? A Natureza e tudo o que nos rodeia, sem cair num naturalismo per si. Quiçá alimentado pelo seu compatriota Dalí, sorveu também um pouco do surrealismo que lhe garantem as sinestesias necessárias para concretizar a sua profecia num tríptico que assenta num tripé díspar mas tremendamente tradicional sobre morte, amor, sexo e sofrimento.
Esboça-se a cultura cigana, com referências simbólicas aos cavalos nómadas, selvagens mas dóceis, à cor verde, da terra e da esperança, e aos números, tão enredados que estão nas artes místicas; dá-se uma primeira de mão, com três romances embrenháveis (dos quais destaco “Thamar y Amnón”; termina-se com uma camada de óleo perene, ao sabor da cantiga sobre a morte de um toureiro pela cornada destímida, resultando em “La sangre derramda”.
Paradoxalmente, a declamação introspectiva destas letras, num castelhano ao qual queria regressar há muito, tornou-se num vírus revitalizante, com alta taxa de replicação. Agradecendo a inoculação, a curiosidade adensou-se e a promessa terá de ser continuamente concretizada sob o lema tão relacionado com esta minoria desprezada: “O céu é o meu tecto, a terra a minha pátria…”.
"Um poeta tem de ser professor nos cinco sentidos corporais. Os cinco sentidos corporais, por esta ordem: vista, tacto, ouvido, olfacto e gosto. Para poder ser dono das mais belas imagens, tem de abrir portas de comunicação em todos eles e com muita frequência há-de sobrepor as suas sensações e ainda disfarçar as suas naturezas."
May 25, 2026
Esto es, sin duda, uno de los mejores libros de poemas del siglo XX. Lorca fue el poeta que escribió sobre la persecución del pueblo gitano por la Guardia Civil, sin miedo ninguno. Siempre será el mejor de los mejores.
September 29, 2021
Qué precioso eres, Federico. Cuánto te quiero.
November 8, 2021
"Pero yo ya no soy yo,
Ni mi casa es ya mi casa.
Compadre, quiero morir
Decentemente en mi cama."
Ni mi casa es ya mi casa.
Compadre, quiero morir
Decentemente en mi cama."
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