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Tanta Gente, Mariana
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Uma mulher, Mariana, descobre que vai morrer. Só, no seu quarto, passa em revista toda a sua vida. Desde o falecimento prematuro da mãe ao carinho extremo e triste do pai. Entre alegrias e tristezas esta é uma análise implacável da solidão dos tempos modernos em que, mesmo rodeados pelos outros, nos fechamos em nós.
Livro de bolso, 144 pages
Published
2011
by Leya - Bis
(first published March 14th 1959)
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Showing 1-30
Para terminar a minha leitura deste livro tão bonito...
1. Da Wikipedia
"Apesar da notória qualidade e profundidade da sua obra e da sua escrita (entre o cómico e o grotesco, num registo ora trágico, ora ironicamente perverso), Maria Judite de Carvalho permanece ainda desconhecida do grande público."
2. Além da novela que dá o título ao livro, perdi-me de encanto com os sete contos seguintes. São histórias de gente condenada à solidão, ao desespero da falta de amor - dado e recebido -, que encaram ...more
1. Da Wikipedia
"Apesar da notória qualidade e profundidade da sua obra e da sua escrita (entre o cómico e o grotesco, num registo ora trágico, ora ironicamente perverso), Maria Judite de Carvalho permanece ainda desconhecida do grande público."
2. Além da novela que dá o título ao livro, perdi-me de encanto com os sete contos seguintes. São histórias de gente condenada à solidão, ao desespero da falta de amor - dado e recebido -, que encaram ...more

Maria Judite de Carvalho (1921 – 1998)
O escritor Urbano Tavares Rodrigues (1923 – 2013) que foi casado com a Maria Judite de Carvalho (1921 – 1998) escreveu:
”Maria Judite de Carvalho foi a escritora da solidão e do silêncio das “palavras poupadas”. Fez, nas suas novelas e contos, o retrato irónico e desencantado da pequena burguesia lisboeta, das frustrações e desistências das mulheres e dos velhos, de toda uma sociedade lentamente envenenada pela moral hipócrita do fascismo português. Aliando ...more
Aug 31, 2018
Cristina Gaspar
rated it
it was amazing
·
review of another edition
Shelves:
lerosnossos,
library-book
Sinto que este livro me vai acompanhar por muito e muito tempo. Fala da vida de uma forma triste, solitária, vazia, por vezes desesperada. Faz-nos questionar se estamos mesmo vivos ou se vivemos?! Adorei a escrita simples e melancólica, depressiva em contos curtos mas pungentes! Um retrato de vidas que poderiam ser as nossas ou as do nosso lado...
Tanta gente, Mariana - 5*
A vida e o sonho - 4*
A avó Cândida - 5*
A mãe - 5*
A menina Arminda - 5*
Noite de Natal - 4.5*
Desencontro - 4*
O passeio no Doming ...more
Tanta gente, Mariana - 5*
A vida e o sonho - 4*
A avó Cândida - 5*
A mãe - 5*
A menina Arminda - 5*
Noite de Natal - 4.5*
Desencontro - 4*
O passeio no Doming ...more
Viver a vida parece, à partida, uma tarefa que está impregnada em qualquer animal de tal forma que ele a executa sem se aperceber disso. Quiçá poderá ser assim para aqueles irracionais mas aqueloutros a quem alguém dotou de massa cinzenta para reflectir, questionam tal dádiva e o seu propósito, sempre que se transmuta de algo sólido para coisa liquefeita, que foge entre os dedos das mãos, para se entranhar na terra, sem cerimónia fúnebre prévia.
Fruto desses pensamentos que teimam em ruminar no p ...more
Fruto desses pensamentos que teimam em ruminar no p ...more
Doloroso, repleto de solidão e desesperança.
Adorei!
Recomendo vivamente!
NOTA - 09/10
Opinião completa em:
http://osabordosmeuslivros.blogspot.p...
Adorei!
Recomendo vivamente!
NOTA - 09/10
Opinião completa em:
http://osabordosmeuslivros.blogspot.p...
Um livro límpido, escrito com um rigor total mas cheio da nostalgia passiva de quem sabe que a vida é um caminho de sofrimento. Uma autora que deveria ser considerada uma Existencialista Portuguesa e a quem deveria ser dada a projecção que merece...
O livro tem duas partes: a novela que dá título à obra, seguida de uma colectânea de contos.
Num como noutro caso, personagens fortes não tanto pelas suas qualidades humanas mas por uma fraqueza muito humana: a incapacidade de ser feliz...
A ler...
Maria ...more
O livro tem duas partes: a novela que dá título à obra, seguida de uma colectânea de contos.
Num como noutro caso, personagens fortes não tanto pelas suas qualidades humanas mas por uma fraqueza muito humana: a incapacidade de ser feliz...
A ler...
Maria ...more
Sinto este livro como necessário e urgente à minha vida. Dir-se-ia o livro que me faltava. O livro certo na altura certa. (E, ao mesmo tempo, transversal a todas as alturas.)
“Uma noite dos meus quinze anos dei comigo a chorar. Não sei já qual foi o caminho que me conduziu às lágrimas, tudo vai tão longe, perdido na fita branca do passado. Só me recordo de que o pai me ouviu e se levantou. Sentou-se ao de leve na borda da minha cama, pôs-se a acariciar-me os cabelos, quis saber o que eu tinha.
- E ...more
“Uma noite dos meus quinze anos dei comigo a chorar. Não sei já qual foi o caminho que me conduziu às lágrimas, tudo vai tão longe, perdido na fita branca do passado. Só me recordo de que o pai me ouviu e se levantou. Sentou-se ao de leve na borda da minha cama, pôs-se a acariciar-me os cabelos, quis saber o que eu tinha.
- E ...more
" Sabemos lá o que seríamos capazes de fazer ou de pensar, se isto ou aquilo se tivesse passado desta ou daquela maneira. " { 15 }
" A vida é uma coisa estranha. " { 16 }
" (...) Para ela o meu marido era um homem que me pertencia de corpo e alma e a minha casa uma espécie de fortaleza inexpugnável donde eu podia lançar pedregulhos ou azeite a ferver sobre os assaltantes eventuais. Não reparava, a pobre Lúcia, que o possessivo é, na maioria dos casos, puramente ornamental. " { 28 }
" Levei anos - q ...more
" A vida é uma coisa estranha. " { 16 }
" (...) Para ela o meu marido era um homem que me pertencia de corpo e alma e a minha casa uma espécie de fortaleza inexpugnável donde eu podia lançar pedregulhos ou azeite a ferver sobre os assaltantes eventuais. Não reparava, a pobre Lúcia, que o possessivo é, na maioria dos casos, puramente ornamental. " { 28 }
" Levei anos - q ...more
Cheguei a este livro através duma entrevista de João Pedro George ao jornal «i», em que recomendava a obra desta autora a quem apreciasse os livros de Teresa Veiga. Recomendação certeira. A novela que dá título à colectânea é soberba. Os restantes contos são um pouco desiguais, e talvez não gozem da mesma precisão ou subtileza, mas nunca são menos do que boa literatura.
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MARIA JUDITE DE CARVALHO nasceu em Lisboa a 18 de Setembro de 1921. Estreou-se com o livro de contos Tanta Gente, Mariana (1959) e foi galardoada com o Prémio Camilo Castelo Branco pela colectânea As Palavras Poupadas (1961). Além de contos, publicou romances e crónicas, cultivando também o jornalismo. Na sua obra reflecte-se o dramatismo da solidão do mundo urbano, onde há muita gente e pouca alm
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“Mole. E enjoada comigo mesma como se me tivesse provado. Um pedaço de pão que depois de se mastigar durante muito tempo acabasse sabendo mal. Sabendo a mim própria, aos meus próprios sucos. Cuspi-me com desagrado para cima da cama e aqui fiquei líquida e espapaçada. É um estado de espírito entre calmo e desesperado com uma leve ansiedade à mistura. Por vezes sinto medo desta solidão maior do que nunca foi, imensa. Para onde quer que me volte só dou comigo mesma. Mas já me vi bastante e acabo de reparar que nada mais tenho a dizer-me. Nada mais.”
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