Goodreads helps you keep track of books you want to read.
Start by marking “Invocação ao meu corpo” as Want to Read:
Invocação ao meu corpo
Enlarge cover
Rate this book
Clear rating
Open Preview

Invocação ao meu corpo

4.17  ·  Rating details ·  18 Ratings  ·  1 Review
Paperback, 354 pages
Published May 1994 by Bertrand (first published 1969)
More Details... edit details

Friend Reviews

To see what your friends thought of this book, please sign up.

Reader Q&A

To ask other readers questions about Invocação ao meu corpo, please sign up.

Be the first to ask a question about Invocação ao meu corpo

This book is not yet featured on Listopia. Add this book to your favorite list »

Community Reviews

(showing 1-48)
Rating details
Sort: Default
|
Filter
Cloud
Jul 03, 2013 rated it it was amazing
Shelves: owned-books
" (...) o absoluto de mim não tem limitação."
Marco
rated it liked it
Feb 07, 2017
Ana Filipa
rated it really liked it
Sep 15, 2012
João Biscaia
rated it it was amazing
Aug 07, 2017
Mara Quinta
rated it it was amazing
Jan 11, 2014
Diogo Correia
rated it liked it
Jun 02, 2014
Sara
rated it really liked it
Dec 13, 2008
Maria Araújo
rated it really liked it
Sep 05, 2012
JTorcato
rated it liked it
Jan 23, 2014
Jose Barbosa
rated it liked it
Jan 22, 2014
Sergio Leone
rated it it was amazing
Sep 26, 2017
Valter
rated it really liked it
Feb 09, 2013
Pedro Oliveira
rated it it was amazing
Feb 25, 2017
Ana Almeida
rated it really liked it
Feb 01, 2016
Ruben
rated it really liked it
Apr 28, 2016
Nocas Benesch
rated it really liked it
Dec 05, 2017
Joana Oliveira
rated it it was amazing
Feb 09, 2013
Sofia
rated it it was amazing
Jul 23, 2015
J
marked it as to-read
Oct 10, 2010
Rafaela
marked it as to-read
Apr 23, 2012
Tiago
is currently reading it
Aug 03, 2012
Diana  Carvalho
marked it as to-read
Aug 06, 2012
Luís
marked it as to-read
Aug 19, 2012
Elói Barros
is currently reading it
Dec 05, 2012
Pedro Rodrigues
marked it as to-read
Mar 07, 2013
Joana Ribeiro
marked it as to-read
Mar 13, 2013
Ana Da fonte
marked it as to-read
Jul 03, 2013
Maria João
marked it as to-read
Sep 15, 2013
Milena M.
marked it as to-read
Nov 17, 2013
ana.rodrigues
marked it as to-read
Dec 30, 2013
Maria Duarte
marked it as to-read
Feb 16, 2014
Manuel
is currently reading it
Apr 29, 2014
Aleida Salazar
marked it as to-read
May 11, 2014
Inês Margarido
marked it as to-read
Sep 20, 2014
Maggiezum
marked it as to-read
Jan 05, 2015
Daniela
marked it as to-read
Jan 18, 2015
Rosa Ramôa
marked it as to-read
Jan 30, 2015
Sara
marked it as to-read
Apr 06, 2015
Catarina
marked it as to-read
Jul 09, 2015
Inês Miranda
marked it as to-read
Jul 30, 2015
Christian H
marked it as to-read
Jan 14, 2016
Luís C.
marked it as to-read
Jan 18, 2016
Marlene Monteiro
marked it as to-read
Jan 19, 2016
Lorena
marked it as to-read
Feb 15, 2016
Sara Preto
marked it as to-read
Feb 26, 2016
Beatriz
marked it as to-read
Mar 02, 2016
Filipe Saraiva
marked it as to-read
Mar 31, 2016
There are no discussion topics on this book yet. Be the first to start one »
560047
VERGÍLIO FERREIRA nasceu em Gouveia, a 28 de Janeiro de 1916. Seminarista no Fundão, licenciou-se depois em Filologia Clássica na Universidade de Coimbra e foi prof. liceal em Faro, Bragança, Évora e Lisboa (desde 1959). Ficcionista e pensador, estreou-se com o romance O Caminho Fica Longe (1943) e o ensaio Sobre o Humanismo de Eça de Queirós (1943). Escritor dos mais representativos das letras po ...more
More about Vergílio Ferreira...
“Regresso a mim, ao meu corpo distinto e classificável onde todo o milagre aconteceu. E pergunto-me, suspenso, como foi possível, como é que uma breve semente abriu assim até essa Voz, até ao silêncio donde essa Voz falou. Frente ao grande sono dos homens que o esqueceram, na atenção inexorável ao sem limite de mim, a minha vigília arde como um fogo assassino. É um fogo alto e poderoso. Lume breve na minha intimidade, na brevidade de um pequeno ser, eu, anónimo e avulso, ocasional e frágil – eu.” 3 likes
“Pela noite fechada de silêncio, escrevo. É uma noite de Inverno, limpa, definitiva, uma evidência brilha na sua linearidade, no diagrama das estrelas… Olho-a, ouço-a. Todas as vozes obscuras, como bichos nocturnos, sobem ao limite do meu espanto, da minha vigília. (…)
Um homem novo recria-se-me na transparência do seu ser. Sinto-o leve e lúcido, instantâneo e incandescente, por entre cinzas que o fogo deixou. (…) o homem primordial que em mim sobe tem a face atónita de uma primeira interrogação. E não é isso uma imagem, uma figuração com que procuremos, contra um hábito endurecido, abrir os olhos a um novo modo de ver. (…) Sou eu só, diante de mim e da noite, irredutível e inútil na minha lucidez.
E no entanto, nenhuma desculpa me tranquiliza o remorso da urgência de um mundo a repovoar. É um remorso que se agrava à certeza de que os outros se reconhecem na mesma urgência e vazio. (…)
A invenção de um novo mundo não é uma invenção de ninguém. Não está na nossa mão criá-lo; está só, quando muito, ajudar no seu parto. E todavia – sabemo-lo bem – é em nós que ele se gera; mas tão longe de onde estamos, que só já quando irrevogável o sabemos. Um mundo acontece na escolha interminável de nós. Assim pois, testemunhas apenas à superfície desse acto de criação, (…), nós cumprimos sempre as ordens que ninguém deu e não as pudemos pois discutir. (…) A última justificação de todas as justificações escapa sempre ao homem e dela chega apenas até ele o seu eco pluralizado. (…)
E todo o problema do mundo de hoje está aí. Regresso a mim, ao meu corpo distinto e classificável onde todo o milagre aconteceu. E pergunto-me, suspenso, como foi possível, como é que uma breve semente abriu assim até essa Voz, até ao silêncio donde essa Voz falou. Frente ao grande sono dos homens que o esqueceram, na atenção inexorável ao sem limite de mim, a minha vigília arde como um fogo assassino. É um fogo alto e poderoso. Lume breve na minha intimidade, na brevidade de um pequeno ser, eu, anónimo e avulso, ocasional e frágil – eu. E todavia, esse lume vibra de vigor, brilha único e intenso contra o assalto da noite. Trago em mim a força monstruosa de interrogar, mais força que a força de uma pergunta. (…) o que eu trago em mim é o anúncio do fim do mundo, ou mais longe, e decerto, o da sua recriação.”
2 likes
More quotes…