O ritmo da leitura do livro Um nome inteiro disposto à montaria faz com que o leitor deseje ouvir a própria voz, ao fundo quase é possível ouvir a sanfona que Caetano Romão carrega consigo tanto quanto carrega Teodoro. Abre-se o cenário interiorano a cada poema, e os lugares já não são mais os mesmos, nem se os conhecesse. O nome que monta não cavalga sozinho: mas sim por inteiro.
Já conhecia um punhado desses poemas de outras performances e publicações do Caetano, mas coletados assim na página, com pares muito pertinentes, parecem novos. Caetano segue falando de experiências formativas na relação dele com o seu desejo/prazer, e como isso veio a se materializar em corpos masculinos por meio de fluidos diversos, e como antes do prazer esse processo tem muito de guerra, calvário também. Me faz perguntar porque eu ainda gostaria de homem, mesmo que pudesse escolher não gostar.