FICTION "Outer" by Hollis Joel Henry "Eyes of the Crocodile" by Malena Salazar Maciá, translated by Toshiya Kamei "Mandorla" by Cooper Shrivastava "The Host" by Neal Asher "Jigsaw Children" by Grace Chan "Generation Gap" by Thoraiya Dyer
NON-FICTION "Jules Verne and a Journey Through Genre" by Carrie Sessarego "Nanobots and Braincases: A Conversation with Tochi Onyebuchi" by Arley Sorg "Faith in Vision: A Conversation with Ken Liu" by Arley Sorg
Neil Clarke is best known as the editor and publisher of the Hugo and World Fantasy Award-winning Clarkesworld Magazine. Launched in October 2006, the online magazine has been a finalist for the Hugo Award for Best Semiprozine four times (winning three times), the World Fantasy Award four times (winning once), and the British Fantasy Award once (winning once). Neil is also a ten-time finalist for the Hugo Award for Best Editor Short Form (winning once in 2022), three-time winner of the Chesley Award for Best Art Director, and a recipient of the Kate Wilhelm Solstice Award. In the fifteen years since Clarkesworld Magazine launched, numerous stories that he has published have been nominated for or won the Hugo, Nebula, World Fantasy, Sturgeon, Locus, BSFA, Shirley Jackson, WSFA Small Press, and Stoker Awards.
Eyes of the Crocodile by Malena Salazar Maciá (post-apocalyptic / read February 18, 2021)
Well, I thought there would be an actual crocodile in this story. But nope. Where are the good crocodile stories?
Anyways, this is about a post-apocalyptic civilization that ran into a couple of problems with nanobots. It reads a bit like a pandemic story, only that the cause of the disease are those little mechanical buggers.
I wasn’t sure what this crocodile thing and the rituals were all about. Some mythological thing? I don’t know.* I mean it was easy enough to follow what was happening to the infected people. I just didn’t quite know what to do with all of it. However, there was some nice imagery of a transformed post-pandemic planet.
2.5 stars
It just wasn’t for me. There’s every chance you’ll like this a lot better.
As always, I listened to the podcast. Narrated by Kate Baker. *sighs contently*
*Okay, I asked google:
Looks painful.
The Host by Neal Asher (sci-fi / read February 23, 2021)
A smuggler and killer has an encounter with an alien life-form. One which he barely remembers, but that has left him changed, both physically and mentally. He now possesses unusual physical ruggedness. And empathy. He is no longer a killer. He is still wanted for his crimes though and shortly thereafter is caught by a polity agent. While an AI is probing his mind, it brings up the memory of his encounter and the AIs subsequently facilitate a second meeting with the aliens.
There’s a lot of buildup in this story. Maybe too much. The ending is interesting but felt a little rushed. I wish Asher had spent more time with the latter part of his story.
Jigsaw Children by Grace Chan (sci-fi / read March 02, 2021 to March 03, 2021)
In a Future China traditional conception is outlawed. Children are spliced together from the genomes of several donors and raised in Children's Centers, which are "taking the role of parenting away from amateurs and giving it to professionals."
This story follows Lian, one of the Jigsaw Children, from the age of nine (in 2098) through to her late twenties.
Early on we are witnessing her seeing one of her grandmothers for the last time. Erma was born the old way and dies the old way too (of cancer). But before she goes, she plants the first seeds of doubt in Lian. Are perfectly engineered children really the only logical choice?
There are still advocates for the old ways. But at the same time other countries are starting to follow China's example.
Through encounters with different people, and also a reunion with one of her old friends from the Children's Center, we see how Lian's perspective and also the world's perspective on gene splicing develops over the years.
It's quite remarkable how Grace Chan is able to capture the feeling of decades passing, and lives and places changing in such a short piece. From the time it took me to listen to it (roughly 90 minutes) I'd say this is a novelette-length story, but it feels like a much longer work. And I mean that in the best possible way.
There was one moment when I thought the story would take a totally different turn that would have been interesting. Unfortunately, it didn't quite go there. Nevertheless, this was very good. Definitely recommended.
Like with all the stories in this issue, I listened to the Clarkesworld Magazine Podcast. This story is the only one that wasn’t narrated by Kate Baker. And while I was disappointed about that at first, I have to say Alethea Kontis is doing a really good job as well. The quality of the recording however is not great.
Many different flavors in this issue - some of the stand-outs were “Outer”, by Hollis Joel Henry, a story of mutants dealing with the loss of innocence in a hostile world, or the curious “Generation Gap”, by Thoraiya Dyer, going over the long standing conflict between two family clans in a sort of primitive world - that could also be the future - narrated with a very original voice. There’s also “Mandorla”, by Cooper Shrivastava, told from the perspective of an alien plant, which allows the story to play with a different perception of time - loved it.
Jigsaw Children by Grace Chan was pretty good. It is about asking what family is when you are created in a laboratory? A story about having babies that are engineered vs. natural. - 4
All the other stories didn't do much for me. Generation Gap by Thoraiya Dyer was alright.
1 - "Outer" (de Hollis Joel Henry) Avaliação: 5 estrelas
Toosen é um menino que vive em uma praia e tem uma condição peculiar. Ele é filho do filho de um filho nascido em setembro. Os Setembros são criaturas dotadas de poderes mentais devastadores e que possuem uma aparência monstruosa. Sua tia diz a Toosen que ele precisa se tornar forte, pois os humanos são maus e irão persegui-lo até conseguirem matá-lo. Toosen, com sua mente infantil, acredita na bondade das pessoas. Deseja ver o seu lado bom. Anos mais tarde, um grupo de três atiradores se embrenha na floresta próxima ao local onde Toosen fica. Seu objetivo: caçar mais um Setembro. Poderá nosso protagonista sobreviver? E, sobrevivendo, como fica o seu coração em relação à humanidade?
Essa edição da Clarkesworld já inicia em alto nível com uma história de destroçar o coração. O autor consegue nos entregar uma narrativa muito bem construída em terceira pessoa e dividida em três partes que representam o modelo narrativo em três atos. A história é bem tranquila de ser entendida e o autor emulou bem a fala sulista no comecinho. O leitor vai imaginar se tratar de algum tipo de erro ortográfico, o que não é o caso. É realmente a maneira como se fala no sul dos EUA. Mesmo o elemento fantástico é explicado sem precisar cansar o leitor. Tudo contribui para que a história não perca o seu foco e seu grau de emoção. A virada narrativa ao final contribui para a dramaticidade imposta.
É uma linda história sobre a fé na humanidade. Toosen começa como uma criança onde ele discute com sua tia, que também é uma Setembro, e ela tenta passar alguns alertas para ele. Toosen não tem essa capacidade de um adulto de perceber a malícia nas ações das pessoas ou sequer compreender que ele é perseguido por ser diferente. De outro lado, temos os caçadores que estão atrás de uma morte fácil. Atirar em uma criatura monstruosa e não compreendida é fácil. É simplesmente abater alguém que eles não entendem como humano. Aliás, eles buscam em Deus a justificativa por seus atos. É curioso pensar que durante o período colonial, os traficantes de escravos eram perdoados pela Igreja porque os africanos eram vistos como filhos de Cam, amaldiçoados. Escravizar era seguir os atos de Deus que os havia banido. O raciocínio não está tão longe de ser associado ao conto já que o autor é porto-riquenho que foi colônia durante vários séculos durante a Idade Moderna. Até a maneira como os africanos eram representados em livros acadêmicos era monstruosa. Não sei se esse era o objetivo por trás da criação dos Setembros, mas me veio à mente esses questionamentos. Ótima leitura!!
2 - "Eyes of the Crocodile" (de Malena Salazar Macia) Avaliação: 4 estrelas
A Terra se tornou um lugar difícil de se viver. O ser humano tentou prolongar sua vida criando cópias de si mesmo e introduzindo nanorobôs capazes de manipular funções básicas do organismo. O que ele não contava é que os nanorobôs se rebelassem e manipulassem as defesas contra gripe. Mandisa é uma jovem esposa que perdeu seu marido em um ritual de escarificação. Em sua comunidade, os nanorobôs são usados como parte desse processo, marcando os corpos dos indivíduos assim como era feito há séculos atrás. Só que os nanorobôs já se provaram ser incontroláveis. E algumas vezes esse processe de escarificação redunda em morte. Não bastando a morte de seu marido, Chioki, os nanorobôs entraram em seu organismo e agora, em seu próprio ritual, ameaçam sua vida, tendo marcado seus seios com olhos de crocodilo. Mandisa precisará ir até a Árvore para tentar mudar a programação deles, em um mundo infestado por micro-organismos letais.
Malena usou muito bem a cultura africana neste conto de ficção científica. Apesar de ser uma história de uma mulher em uma jornada para buscar uma cura, a narrativa fala demais de ancestralidade e identidade. Mesmo em um planeta devastado pelos males causados pelo próprio homem, Mandisa sai em busca de símbolos e sinais que a orientem em seu caminho. Os povos africanos possuem um forte contato com a natureza e os fenômenos que a cercam. Interpretar os sinais, pedir auxílio aos deuses ou até usar o seu próprio corpo como um templo para expressar sua fé fazem parte de uma cultura milenar. A jornada de Mandisa é a jornada que cada um de nós faz em algum momento de nossas vidas, tentando entender o que nos torna diferentes daqueles que nos cercam. O ostracismo de sua comunidade vem por ela ser desviante, diferente, por ela entender que esses olhos de crocodilo não surgiram por acaso. E ela ter desrespeitado as tradições ao abraçar seu marido em seus últimos suspiros de vida foi uma prova de afeto e carinho por ele. As tradições precisam ser seguidas, mas o amor pode estar acima de tudo isso. Mais um ótimo conto!
3 - "Mandorla" (de Cooper Shrivastava) Avaliação: 4 estrelas
Velha Planta é um ser que já vive há tantas gerações que o tempo deixou de ter importância. Ela é o maior vegetal em uma Terra primitiva onde existem vegetais por toda a parte e a vida animal ainda habita os oceanos em formas simples demais para importar. Ela se comunica com outros vegetais através de uma imensa rede que se espalha por todo o planeta. Tudo isso muda quando ela recebe um representante da espécie das Algas, seres que vivem abaixo do oceano e que desejam se aliar às Plantas pelo planeta. Tudo o que as Algas desejam é poder se espalhar por um espaço maior, mas Velha Planta percebe os objetivos delas com preocupação. Algo pode acontecer ao planeta se essa dispersão das Algas acontecer de forma desordenada. Como será a resposta das Plantas?
Este é de fato um conto bem estranho e curioso. A autora nos apresenta a vida em um planeta bastante primitivo. Ao invés de lidarmos com animais pré-históricos, vemos o desenvolvimento das espécies pela perspectiva de um vegetal. E ela consegue captar essa mudança na forma como Velha Planta encara a passagem do tempo. A demarcação do tempo é feita a partir de gerações e vamos nos dando conta aos poucos de como existe uma enorme distância temporal sendo percorrida. São milhares e milhares de anos, mas que para Velha Árvore parecem sopros de ar em um entardecer. Curioso pensar que as Algas é que representam um espírito de impulsividade e mudança. Talvez pelo reino monera possuir uma percepção de vida distinta das plantas. Essa parte não ficou tão clara para mim porque entendia que as algas também teriam uma longa vida pela frente (biólogos, me ajudem, por favor..). Mas, o que a gente percebe nos discursos das duas formas de vida é uma contradição entre a necessidade de equilíbrio e estabilidade da parte das plantas e um impulso de se difundir e sobreviver a uma Terra mais selvagem da parte das algas.
Essa contradição é enxergada a partir das duas visões já que a autora vira o jogo depois. O new weird é empregado de uma forma inteligente e consegue nos trazer uma bela discussão filosófica sobre permanência e mudança, sobre estabilidade e dinamismo. O conto surpreende por sair do lugar comum e nos causar aquela sensação de estranhamento antes de sermos fascinados por algo bastante diferente. O final não é de todo estranho vista a história geológica do planeta, mas surpreende porque a gente meio que não espera isso acontecer. Faz sentido e ao mesmo tempo é inesperado.
5 - "Jigsaw Children" (de Grace Chan) Avaliação: 5 estrelas
Lian é uma criança mesclada (a expressão é jigsaw children... aceito sugestões de traduções melhores; essa foi a melhor que me veio à cabeça), ou seja, é um indivíduo feito com pedaços de DNA de vários pais e mães diferentes. Na China do século XXII, a concepção natural está fora de uso e em países estritos como onde Lian mora é proibida e condenada pelo Estado. Por esse motivo, Lian é criada em um Instituto para o Cuidado de Crianças, onde todos aprendem desde cedo especializações e são incentivados a buscar o melhor para si mesmos. A manipulação genética cria crianças melhores, mais robustas, mais inteligentes. Aos doze ou treze anos, meninos e meninas são esterilizados para dissuadir a concepção natural. Quando Lian sai aos dezoito anos, ela precisa lidar com um mundo onde as exigências são muito elevadas e não há espaço para erros. Mas, aos poucos, Lian vai percebendo que uma parte de si está faltando.
Grace Chan me surpreendeu bastante com essa história. O leitor espera que uma história um pouco mais longa seja elaborada com cuidado e consiga nos apresentar suas propostas melhor. Só que a autora consegue elaborar vários e vários temas, dando espaço para discutirmos por horas os caminhos aonde ela quis chegar. A narrativa é bem compassada e se concentra mais na protagonista Lian. O conto é uma espécie de biografia de sua vida onde passamos por vários momentos importantes como a puberdade, a saída do instituto, o seu emprego como geneticista e outros. A autora consegue nos mostrar bem como as experiências de vida da personagem vão moldando progressivamente a sua forma de pensar. É bem interessante compararmos a Lian de 18 anos quando sai do instituto e a Lian mais velha retornando ao lugar em um tour de force.
Apesar de estarmos diante de uma distopia (apesar de os habitantes não pensarem ser uma), o contexto não é tão diferente assim da China atual. Um Estado vigilante, opressor em que o cotidiano é controlado para todos atenderem a uma falsa eficiência. A questão da maternidade é debatida amplamente e, apesar de querermos que nossos filhos e filhas nasçam sem problemas de saúde, não consigo concordar em transformá-los em seres de laboratório. Hoje a medicina está avançada o suficiente para encontrarmos saídas saudáveis para o parto. Uma sociedade como a que Lian vive é estagnada, não tem espaço para a criatividade. Podemos dizer que é piegas afirmar que uma criação amorosa pode ser um diferencial para a tomada de escolhas na vida, mas pedagogos como Henri Wallon já haviam formulado teorias sobre a pedagogia do amor. Carinho e afeto são importantes para nossas formações e o vazio que Lian sente em sua fase adulta é produto direto da falta de contato com sua mãe. Ah, mas elas visitam suas mães durante o Ano Novo, né? Sim, mas parece mais um compromisso do que algo vindo do coração. Belíssima história e a melhor dessa edição.
6 - "Generation Gap" (de Thoraiya Dyer) Avaliação: 4 estrelas
Wipwai é uma Criança da família dos Hapkui, uma família cuja função é serem escavadores. Eles vivem abaixo da colina Greenhill. Nossa protagonista tem uma amizade proibida com Fea, que faz parte da família Kharkeva e vivem nas Planícies das Ostras. Desde pequenas as duas cultivam uma doce e inocente amizade, escondidas de suas Torres, sempre vigilantes e dispostas a matar os membros de outras famílias que ultrapassarem o seu território. Mas, a infância está chegando ao fim. Quando Wipwai e Fea tiverem Crianças, elas assumirão o cargo de Torres e se tornarão as líderes de suas famílias. E com esta mudança, enormes responsabilidades serão colocadas em suas costas. Enquanto Fea é uma pessoa sábia além de sua idade, Wipwai tem muitas dúvidas sobre o que el quer para sua vida.
Thoraiya Dyer foi muito feliz na sua construção de mundo. Mesmo com um estranhamento inicial, rapidamente conseguimos entender a mecânica do mundo com as funções de Criança, Torre, Trabalhador, Sol e Ancião. Cada uma delas representa uma faceta da relação dos indivíduos com sua família. Não só isso, mas ela foi capaz de fornecer individualidades a outras famílias, já que os Kharkeva por serem maiores possuem Instrutores e Contadores de História. Tudo isso em um universo bem reduzido formado pelos ambientes onde as duas famílias vivem. Os acontecimentos se sucedem e vão colocando obstáculos na relação entre as duas. Seja o nascimento de uma Criança, uma enchente, uma seca, a falta de caça. Elementos da natureza que podem ser capazes de colocar uma família contra a outra.
Alguns temas presentes nesta narrativa são as relações familiares, a amizade, a responsabilidade, a diplomacia. Queria chamar a atenção para o quanto a responsabilidade vai se sobrepondo aos anseios de Wipwai. Pouco a pouco as necessidades de sua família vão tolhendo aquilo que ela deseja para si e para Fea. Em seu coração doce, ela desejava que as duas famílias se unissem. E ela imaginava que se tratasse apenas de uma rivalidade boba que poderia ser resolvida conversando. Mas, os problemas de administrar suas terras vão impondo situações insolúveis que afetam ambas as famílias. Wipwai vai acabar cometendo um erro grave de julgamento, e a virada narrativa vai estar em a protagonista querer tentar tomar a atitude correta. Mas, nem sempre o correto é o melhor para todos, já que alguém acaba sendo prejudicado de alguma forma.
Outer - Hollis Joel Henry *** Caribbean take on mutant persecution. Septembers have various deformities and powers, they are looked down on and attacked, eventually people start hunting them. Toozen grows up full of empathy but ends up hardening, as he's always told he has to.
Eyes Of The Crocodile - Malena Salazar Maciá, trans. Toshiya Kamei *** A woman becomes infected by a wild nanobot plague that causes extreme scarification, evolved from the machines used to document their ritual traditions. Kicked out of her settlement, she journeys to implement a cure. Short but some skin-crawling descriptions of the crocodile scale effects of the virus and nice touches on keeping memory and tradition alive, not just recorded.
Mandorla - Cooper Shrivastava **** Really liked this, told from the perspective of an ancient (millions of years old) plant, watching the development of a smaller, shorter-lived plant society. A gentle, fittingly slow paced story that gives a lot of consideration to the perspectives and differences of the two types and their attitudes to changes both at the local and worldwide level.
The Host - Neil Asher ** After an unexplained experience with an alien intelligence, a murderous smuggler finds himself unable to kill and taken to a new planet to meet "her", a being now able to put thoughts into his head and direct him. Most of the length is buildup to the inevitable meeting and conclusion but the finale felt rushed, skipping through the horror that would be the payoff.
Jigsaw Children - Grace Chan *** Follows Lian, a child born using gene splicing from multiple parents to prevent illness and ensure desirable traits etc, as she grows up in a collective Children's Centre and then works in a genetics lab as an adult. There is a strong throughline to her character, from childlike curiosity to jaded acceptance and eventual questioning. Hits on the expected themes of freedom and progress.
Generation Gap - Thoraiya Dyer **** A family with strictly enforced roles - when a Child is born, the old one becomes Tower etc, through the ranks to Ancient, and the old Ancient must die - survives in conflict with a more numerous but smaller in stature neighbouring family. The setup inherently creates familial conflict (the Child of a cruel Tower will become Tower themselves and react) which contrasts with the inter-family rivalry and the emotional core of each family's Child becoming friends and then having the responsibility of leadership as Tower thrust upon them. Excellently built up and ultimately tragic.
Outer: a sad story about a kid that didn’t fit in and eventually had to learn how to manage that. I liked it, it ended too soon for me. Eyes of the Crocodile: fun, short, hopeful. I liked it! Mandorla: A neat way to communicate the alien nature of a plant in comparison to the humans about it in the context of the story. I really enjoyed how alien the protagonist was, and how effectively this is used to draw parallels to our world. The Host: I remember liking the Neal Asher novels that I’ve read, but this seemed a bit clunky somehow and took me a while to get into. Cool ending though. Jigsaw Children: Despite some odd throwaway lines (gosh, gay couples can adopt in 2050? Progressive!) this was a rather neat little exploration of designer genetics. Generation Gap: I thought it was okay, not much to say about it. Odd world, with odd characters.
For Jigsaw Children by Grace Chan: read 2021 I think genetic editing like described here is a very realistic future. Possibly also one where some diseases has been eliminated and some will be considered unethical not to edit away. However, I think the family as a unit as far too strong and will exist for many years yet. A fine story.
Merged review:
Comment for Generation Gap by Thoraiya Dyer (35 pages)
A fine story. I never figured out what kind of creatures they were? Sentient rabbits? That had solved an overpopulation problem by limiting to strictly one?
Mandorla and Jigsaw Children are the best stories in this edition. I enjoyed the non-fiction articles very much, like the interview: Nanobots and Braincases: A Conversation with Tochi Onyebuchi