Quatro minutos para a meia-noite explora as mentes tenebrosas de Bárbara Morais, Roberta Spindler, Sol Chioro e Vitor Castrillo em histórias de terror que vão te deixar acordado por dias, ou te dar um pesadelo diferente a cada noite.
Um avô racista, misógino e a própria cópia do diabo atormenta a vida de Lara e sua família toda vez que vão visitá-lo na fazenda. O que será que a garota e seus primos vão descobrir ao ganhar um presente do avô? Já Josi, Cássia e Luís estão prontíssimos para gravar um episódio especial do Poltercast no lugar mais assombrado da cidade, mas a hostilidade entre as duas primas pode acabar irritando algo de sobrenatural no Casarão. Celestino e Marcelo, agentes de fiscalização e controle demoníaco, voltam à cidade natal de um deles e vão contra os termos do Conselho de Bruxas para conseguir êxito numa missão. Quando achamos que finalmente tudo pode se acalmar nessa coletânea, conhecemos a história de Tomás, que só queria recomeçar sua vida em um apartamento novo, mas irá se deparar com uma manifestação mortal.
Brazilian young-adult author. Barbara was born and raised in Brasilia and graduated in economics .Her most dashing abilities are passing notes in class, accidentally knocking down random objects and reading as much as one can. She talks about vampires in her podcast Pode Entrar and her first trilogy is Trilogia Anômalos, published by Editora Gutenberg. All three books are out now in portuguese!
---------------- É de Brasília e formada em economia). É uma leitora voraz que adora achar coisa nova -- metade da estante do Goodreads são de livros que chamaram a atenção, mas não necessariamente serão lidos. Adora organizar eventos literário e além de sua vasta experiência em trocar bilhetes em sala de aula, derrubar objetos por acidente e consumir cultura pop, ela fala sobre vampiros no seu podcast, Pode Entrar. Já teve contos publicados em coletâneas, e os trÊs livros da trilogia Anômalos saíram pela Editora Gutenberg.
Trabalho com horror em meus trabalhos com cinema, e há muito sinto falta de encontrar esse tipo de história na literatura que eu consumo, principalmente a brasileira. Por isso, quando soube do lançamento da coletânea "Quatro Minutos para a Meia-noite" me empolguei muito! E, agora que li, não poderia estar mais satisfeito.
As quatro histórias pegam tipos de horror diferentes e se adaptam dentro do estilo de cada escritor. O trabalho que cada um dos autores fazem nessa coletânea é muito massa, e um passo muito interessante para a literatura de horror brasileira. Me diverti demais, principalmente por nenhum dos autores se acanharem ao escreverem sobre body horror e coisas mais explícitas. Isso me deixou muito feliz, de verdade. Vale muito a pena conhecer essa coletânea.
Cheguei nessa coletânea por causa do conto do Vitor, era o que eu estava de olho em ler desde o começo, mas para minha surpresa encontrei 4 contos incríveis e com muita qualidade. As histórias da Bárbara e do Vitor são minhas favoritas, eu terminei a leitura dos dois e fiquei pensando nelas por muitas horas, sentindo a mão coçar na vontade de pegar o kindle novamente e reler os dois contos, mas vamos combinar que isso seria insano demais, então me controlei.
O conto da Bárbara é assustador antes mesmo de ser assustador, o racismo e a misoginia que conduz a história já me deixou apavorado, imagina viver num família assim, com alguém que você é obrigado a respeitar, quando a única vontade é mandar um grande vai se foder? Os personagens desse conto são muito interessantes, eles carregam um silêncio mesmo quando estão falando, todos parecem se omitir de alguma forma, e carregam um segredo antes mesmo de se darem conta de qual é o segredo. É muito incrível, e eu fiquei babando na atmosfera de horror que a autora criou. Já o conto do Vitor, meu deus do céu, que conto do caralho de incrível de bom. Eu comecei a história pensando que tudo parecia óbvio demais e que já imaginava para onde iria, e qual seria o final, mas depois de mais algumas páginas eu já pensava outra coisa, e imaginava que não sabia de verdade qual o rumo a história iria tomar, e para minha surpresa Vitor brinca com nossas emoções, e dá um plot twist totalmente inesperado, pelo menos pra mim que já tinha certa noção do que esperar. É sério, o que parece que é, não é totalmente, mas vocês precisam ler para que essa frase faça sentido. O conto do Sol é muito bom, e eu sou suspeito pra falar porque eu amo a escrita dela, essa mulher é Deus e pronto. O último conto fica por conta da Roberta, e não decepciona nem um pouco, essa mulher escreve bem demais, sério mesmo, uma escrita fluída e direta que conquista qualquer, estou apaixonado.
Essa coletânea é uma maravilha, muito gostosa de ler, espero não ter dado spoilers, porque a melhor coisa de ler esses contos é não saber de nada que vai acontecer. Sério, leiam, vale muito a pena. E a Página 7 pode contar comigo pra tudo, inclusive pode até me convidar para escrever algo numa futura coletânea, haha.
Os quatro contos dessa coletânea são superenvolventes e aterrorizantes na medida certa pra mim — dá calafrio, mas consegui dormir depois de ler, hahahaha. Recomendo DEMAIS!
Gostei bastante de Quatro minutos para a meia-noite! O conto da Bárbara e o da Sol foram meus dois favoritos – eu gosto muito de histórias de irmãos e primos lidando com o sobrenatural e tendo que superar seus problemas pessoais pra isso. É uma leitura meio pesada em alguns momentos, mas todos os contos têm aviso de gatilho no começo, pra te preparar, então dá pra ir tranquilo.
Demorei um pouquinho pra terminar de ler porque geralmente leio de noite e eu não estava conseguindo ler esse livro sem sentir medo. Daí fui postergando e lendo só quando tá de dia. Não esperava que fosse me dar tanto medo assim, mas deu. São quatro histórias muito boas. As minhas preferidas foram Episódio 50: O Casarão da Rua Tornato, de Sol Chioro e Drosophila, de Roberta Spindler. Gosto muito de como a Sol sempre explora bem as relações familiares e o carinho que existe ali, mesmo que hajam alguns desentendimentos. E a última história foi bem rapidinha de se ler, mas não menos interessante. Fiquei esperançosa de acompanhar Tomás procurando outro rumo na vida dele. Mas tinha algo muito estranho acontecendo ali... Adorei o final.
Eu particularmente gosto bastante de ler antologias de contos, principalmente para conhecer a escrita de algum nacional que ainda não tive a oportunidade de ler. Mas confesso que na maioria das antologias que leio sempre tem aquela diferença de qualidade entre os contos e "Quatro Minutos para a meia-noite" foi a primeira antologia que gostei de TODOS os contos. Tive meus favoritos? Tive sim, mas os quatro contos tem uma qualidade incrível, desde a escrita até o enredo. E achar isso em antologias é muito difícil (pelo menos eu não encontro).
Já conhecia a escrita de Vitor, Sol e Bárbara, minha novidade foi a Roberta. Esse quarteto foi uma ótima escolha da Página 7. Bárbara se deu muito bem escrevendo terror (ela é autora da distopia Anômalos), Vitor é aclamação e não esperava menos, Sol também é incrível e Roberta mesmo com um conto menor me fez roer as unhas.
Se você, como eu, gosta de antologias e está procurando autores nacionais diferentes para conhecer dentro do gênero, você tem que ler "quatro minutos para a meia-noite"!
Gosto de antologias pois me permitem conhecer novos autores e posso dizer que a escrita dos quatro não deixam nada a desejar. O conteúdo das histórias, porém, não foram todas que me agradaram.
O Horror da Fazenda São Lázaro: 3/5. As descrições da Barbara são MUITO “visíveis”, e as cenas são bastante gráficas. Não achei a história em si assustadora, apenas gore. Pra quem gosta do estilo, é excelente.
Sal: 5/5. O Vitor criou todo um backstory para seus personagens de uma forma sucinta e bem feita, como um conto exige. Usou um elemento sobrenatural que foge do comum e tem um desfecho muito bom.
O Casarão da Rua Tornato: 4.5/5. Teria sido o melhor conto, na minha opinião, não fosse a briga entre Josi e Cássia ter se resolvido de modo tão fácil. Foi um pedido de desculpas bem insosso e uma explicação bem esfarrapada. O lado sobrenatural, no entanto, foi impecável.
Drosophila: 2/5. A narrativa é muito boa, bem “visual” também, mas não me fez sentir nada.
Fiquei agradavelmente surpreso com os contos dessa coletânea! Estava esperando algo no meio termo entre o soft terror e o terror terror, mas as temáticas e o estilo narrativo de cada autor me surpreendeu bastante.
As histórias são ricas e bem elaboradas, em todas eu me peguei com o coração batendo forte e suando frio. Não posso deixar de comentar que todas as histórias tem um apelo visual incrível, muito fácil e incrível imaginar bem detalhadamente o que tá escrito nas páginas.
Minha formação em Cinema também não ficou de lado, consegui bem ver tudo como histórias que podem se transformar em ótimos curtas de terror. As narrativas dessa coletânea são tenebrosas, mas na medida certa. E todas tem um pouquinho da brasilidade (o que muitos autores do gênero pecam ao escrever terror), achei isso bem agradável.
Fiquei surpreso e muito satisfeito de ter lido essas histórias, é uma coletânea que quem gosta desse tipo de temática com certeza não pode perder.
Meu conto favorito foi “Episódio 50: o casarão da Rua Tornato”, quando o conto acabou eu queria saber mais sobre a história, não ia reclamar de um livro se aprofundando mais nessa história...
Destaque também para essa capa linda da Lily que é incrível e faz coisas lindas demais!!!
Uma boa antologia de contos de terror. Apesar de curtinha, as histórias são bem escritas, transitando entre variados estilos do gênero, embora o foco principal seja o público "young adult".
Destaco, além da qualidade do material apresentado, a diversidade de personagens que nos são apresentados.
Acredito que por serem contos não relacionados um com o outro, eles merecem uma nota individual. Então é por essa parte que irei começar.
O horror da fazenda São Lázaro: 5. Sal: 4,5. O Casarão da Rua Tornato: 5. Drosophila: 3.
O conto da Bárbara é assustador por misturar a realidade com a ficção, por tratar do racismo e do machismo por parte de seu avô que, em todos os momentos nos fazem indagar como caralhos alguém pode ser dessa maneira.
É um daqueles contos que você não consegue respirar enquanto está lendo, virando as páginas assim que os olhos batem na última letra porque você NECESSITA saber o que está acontecendo.
Foi, sem dúvidas, o meu favorito.
E sendo bem sincera, o conto do Vitor só não recebeu cinco estrelas porque consegui prever o final por ter prestado atenção nas entrelinhas. — Não dizendo que a escrita foi óbvia, longe disso, mas foi um caminho que eu, como uma pseudo autora que tem como hobby escrever histórias de terror, também teria seguido.
Também foi o conto que me deixou com um gostinho de saber o antes, como o casal se conheceu, e o depois; os próximos passos. Foi uma leitura interessante.
Minha parte favorita, com toda certeza, foi a escolha de aswang. Até fui gritar com uma amiga sobre isso, porque são poucas as pessoas que os conhecem/falam sobre e o ver sendo a escolha de monstro no conto me deixou MUITO feliz.
Agora... O que falar sobre o casarão da Rua Tornato? Nossa. Sinto que se eu me prolongar muito irei a encher de elogios. Se o conto da Bárbara não tivesse essa mistura de realidade e ficção, com toda certeza o conto de Sol teria tomado o pódio. Foi simplesmente incrível, consegui visualizar os mínimos detalhes com muita facilidade e... Nossa.
Eu tenho tantas perguntas, tanta curiosidade. De todos, eu super aceitaria uma continuação desse conto. Ele foi devidamente finalizado, com aquele gostinho de quero mais, mas ao mesmo tempo deixou tantas indicações que!!!! Nossa. Simplesmente. Wow.
Já sobre o conto que menos gostei... Não sei se é porque foi uma temática que não me faz esboçar qualquer reação — mas que com toda certeza se fossem aranhas minha fobia simplesmente iria me fazer surtar — ou se foi porque achei um pouco corrido, além de bem fácil de supor o que iria acontecer.
Longe de fazer qualquer crítica a escrita da Roberta, até porque ela é incrível, nos fazendo entender os sentimentos do personagem com a maior facilidade, quase que os sentindo. Porém, infelizmente, a temática não me prendeu, mas me rendeu uma boa curiosidade sobre as duas últimas personagens citadas.
Honestamente, esse livro simplesmente me pegou de maneira que não pensei duas vezes antes de virar a madrugada para o ler. Foi uma leitura rápida, principalmente por ter me prendido e, lembrando que ainda estou tentando me adaptar a e-books, ainda não me encantaram o suficiente para investir em um Kindle, e estou a meses em uma ressaca literária que não me deixa finalizar nenhum livro... Fico muito feliz de ter decidido minha maratona de leitura nessa quarentena com esses contos.
Tenho nenhum arrependimento dessa leitura, apenas de ter demorado tanto para conseguir adquirir o livro.