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Trilogia Casa Grande e Senzala #2

Mansions and the Shanties: The Making of Modern Brazil

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English (translation)Original Portugese

516 pages, Paperback

First published January 1, 1936

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About the author

Gilberto Freyre

98 books88 followers
Gilberto de Mello Freyre (Melo Freire, in the standard orthography; Mello Freyre is archaic and proscribed by law; March 15, 1900 – July 18, 1987) was a Brazilian sociologist, anthropologist, historian, writer and congressman. His best-known work is a sociological treatise named Casa-Grande & Senzala (variously translated, but roughly The Masters and the Slaves, as on a traditional plantation). Two sequels followed, The Mansions and the Shanties: the making of modern Brazil and Order and Progress: Brazil from monarchy to republic. The trilogy is generally considered a classic of modern cultural anthropology and social history, although it is not without its critics.

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1 star
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Displaying 1 - 6 of 6 reviews
Profile Image for Priskah.
657 reviews204 followers
March 15, 2024
5,0 ✨✨✨

( Audiobook)

Um clássico!
Leitura indispensável para se conhecer a formação da cultura brasileira .
Profile Image for Cicero Marra.
362 reviews23 followers
July 17, 2018
É a saga de uma das partes mais importantes da nossa historia: o século XIX, o do dois reinados e da ascensão do mestiço na vida brasileira. Emocionante demais.
Profile Image for Marcela Lins.
17 reviews5 followers
March 16, 2021
Lemos Sobrados e Mucambos como quem lê literatura. Com as necessárias ressalvas (o ranço conservador & o apaziguamento dos conflitos me dão nos nervos), Freyre fornece chaves interessantes para a compreensão de um Brasil que ainda conserva tantos traços da sociedade patriarcal que o fundou.
Profile Image for Nicholas.
82 reviews
February 15, 2023
Na segunda parte da trilogia sobre o modelo patriarcal brasileiro, Freyre trás as mudanças que provocam o declínio do mesmo.
Diferente de Casa-Grande e Senzala, Freyre não é aqui tão direto, ao longo de mais páginas que o primeiro livro acaba muitas vezes alongando e repetindo informações deixando o texto menos fluido, apesar disso permanece sendo uma agradável leitura apesar de exigir mais paciência.

A introdução do Sobrado não indicava somente uma transferência de áreas mais rurais, associadas as Casas Grandes, para regiões urbanas mas em conjunto uma redução do domínio nas mãos de um proprietário ou família. Enquanto a Casa-Grande incorporava inúmeras instalações, familiares, religiosas e produtivas, os Sobrados, apesar de mais luxuosos, não abraçavam tantos aspectos da vida do homem, que agora passaria a ter que se conectar mais com a "rua".
Sobrados aderiram aspectos cada vez mais europeus, com a vinda de arquitetos e dos desejos das mulheres brancas europeias, que agora vinham em maior número e passam a ocupar e participar mais da construção dos interiores das casa, exigindo utensílios e estruturas que as lembrassem suas terras natais.

Quanto a contraparte social, os Mucambos, locais que viviam os mulatos, negros libertos e algum punhado de branco pobre, eram estruturas mais simples que as Senzalas mas onde tais sujeitos eram ditos livres, separados dos terrenos de senhores e brancos ricos, tendo condições precárias e somente em uma coisa tinham vantagem sobre os Sobrados, eram mais adequados ao calor tropical.
Essa separação dos antes senhores e escravos para donos de sobrados e moradores de Mucambos é uma razão declínio patriarcal, tais estruturas não possuem o mesmo controle uma sobre a outra.

Os ainda senhores de engenhos e donos de Casa Grande viam sua influência ser perdida para os territórios urbanos, principalmente no século XIX, muitas das vezes passaram a entregar sua sucessão não para o primogênito mas para genros que possuíam mais conhecimento, vindos da Europa ou mesmo os que bacharéis, que trariam influência na política e dariam sobrevida aos seus negócios.

A nova "relação da casa e da rua" era mais íntima, já não podiam os patriarcas impedir que as influências da rua chegassem em suas casas, pois já não eram sempre tão grande e abrangente locais para se viver. As atividades políticas das câmaras municipais influenciam mais na aparência das regiões e muitos filhos de senhores ou donos de sobrados saem para ir nessas instituições trabalhar, não mais só em residência ou aos aspectos da vida religiosa.

Os mascates, vendedores de porta em porta, viram sua riqueza crescer ao ponto de se tornarem uma pequena burguesia brasileira, vendendo itens que pagavam quantias irrisórias na Europa, por valores astronômicos no Brasil. Seus filhos passam a frequentar universidades europeias e se converterem também em bacharéis que se casariam com filhas de senhores.

O bacharel é a figura que conduzirá a queda do senhoril, uma figura produzida além dos muros das casas e de influência política ainda mais que um clérigo poderiam ter tido.

O trabalho livre se aflorava, uma população livre maior e com população europeia crescente em postos de trabalho no Brasil, deixando apenas os trabalhos de pior qualidade aos negros escravos, como os trabalhos nas minas e colheitas.
A introdução de maquinário agrícola enfrentava objeção por parte dos senhores que achavam um custo adicional desnecessário devido o uso de escravos, existindo tratados que defendiam a necessidade do regime escravo nessa área, sendo impensável sua abolição.

Em resumo essa segunda da trilogia indica o rompimento da hegemonia dos senhores e do núcleo social fechado que representava nas Casa Grandes e Senzalas, passando a ter figuras cada vez mais influentes fora deste terreno e o exterior provocar mais mudanças no interior do que o oposto.
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