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A Máquina de Fazer Espanhóis
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A Máquina de Fazer Espanhóis

4.25  ·  Rating details ·  2,706 ratings  ·  229 reviews
Esta é a história de quem, no momento mais árido da vida, se surpreende com a manifestação ainda de uma alegria. Uma alegria complexa, até difícil de aceitar, mas que comprova a validade do ser humano até ao seu último segundo. "A máquina de fazer espanhóis" é uma aventura irónica, trágica e divertida, pela madura idade, que será uma maturidade diferente, um estádio de con ...more
Paperback, 20ª edição, 318 pages
Published September 2016 by Porto Editora (first published 2010)
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Cristina Gaspar
A minha estreia com o autor não poderia ter sido melhor. A escrita é tão bela que dei por mim imersa na leitura, sem dar conta do que se passava à medida minha volta, completamente absorta na vida destes homens, velhos de corpo, mas enérgicos de espírito, nas angústias, dúvidas e peripécias do dia-a-dia no lar. A narrativa é brutalmente crua e real e fez-me sentir triste e, por vezes, envelhecida. Ao mesmo tempo, são velhos num lar, com todas as suas manias e teimosias de 3a idade, que me fizera ...more
Misael Alves Martins
Reli esta obra-prima. A opinião mantém-se. Que livro, Jesus. Que livro! Amo cada linha deste livro. Uma das melhores coisas que já li. Só não digo que é a melhor leitura deste ano, porque já o foi de 2017, quando o li pela primeira vez.
Wanessa
Oct 02, 2011 rated it it was amazing  ·  review of another edition
Shelves: drama
pg 240
sabes que os peixes têm uma memória de segundos. aqueles peixes bonitos que vês dentro dos aquários pequenos, sabes que tem uma memória de uns segundos, três segundos, assim. é por isso que não ficam loucos dentro daqueles aquários sem espaço, porque a cada três segundos estão como num lugar que nunca viram e podem explorar. devíamos ser assim, a cada três segundos ficávamos impressionados com a mais pequena manifestação da vida, porque a mais ridícula coisa na primeira imagem seria uma ex
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Elsa
Jan 09, 2019 rated it it was amazing  ·  review of another edition
Gostei muito desta obra de Valter Hugo Mãe onde se pode ler sobre assuntos muito pouco tratados em livro; como seja o caso da solidão dos mais velhos que são levados a viver em lares de idosos. O amor na terceira idade. Os filhos que não visitam nem dão notícias. O dinheiro das heranças...
A ideia do narrador foi muito bem cuidada e as personagens são muito bem cuidadas. Há momentos muito divertidos e há momentos bem tristes e alguns para nos deixar a pensar um pouco mais além do que é escrito.
Pa
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Dora Santos Marques
A minha opinião em vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=ySkEy...

A minha primeira experiência com o autor e o livro foi o que esperava. Não me desiludiu, achei a escrita muito boa e a originalidade da história, brilhante.
Srđan Vidrić
Nov 19, 2017 rated it it was amazing  ·  review of another edition
"Mašina za pravljenje Španaca" portugalskog autora Valtera Uga Maia četvrta je po redu (a prva koju sam ja pročitao) knjiga iz Lagunine edicije Prometheus koja ima za cilj da srpskoj čitalačkoj publici predstavi savremeni (angažovani) evropski roman. Projekat je dobro zamišljen i ovo mi verovatno neće biti jedina pročitana knjiga iz te edicije.
Naime, u pitanju je roman čiji je pripovedač i glavni lik ostareli Antonio Žorž da Silva kojeg, nakon smrti supruge Laure, protiv svoje volje smeštaju u s
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Nuno Ferreira
Feb 01, 2019 rated it it was ok
O autor alega que escreveu em minúsculas porque elas simbolizam uma utopia de igualdade. Uma democracia que equipara as palavras na sua grafia e deixa o leitor definir o que deve ou não ser acentuado. Pessoalmente, foi uma leitura difícil. Talvez por estar acostumado à prosa dita “normal”, foi um grande esforço seguir atentamente um livro em que as pausas quase não se sentem.

A escrita de Valter Hugo Mãe neste livro tornou-se um pouco cansativa. Adorei o livro A Desumanização, escrito posteriorme
...more
Andreia Moreira
May 13, 2013 rated it it was amazing  ·  review of another edition
“A máquina de fazer espanhóis” é futuro na medida em que nos faz viajar no tempo. Eis que me vi com 82 anos internada no Feliz Idade. Assoma-se-nos como desolador o destino de uma vida longa. É, todavia, muito mais do que definhar e pode encerrar intensas emoções e um imenso sentido de validade, embora pareça resumir-se a uma agoniante espera. Estive entre os velhos. O cheiro a morte pairava sobre todos e a vista para o cemitério segredava-nos: “Falta pouco para seres tu aqui, para sempre”. Ater ...more
Carmen
Sep 01, 2012 rated it liked it  ·  review of another edition
Shelves: 2012
Este livro conquistou-me, como por certo te conquistou a ti quando mo escolheste, pelo primeiro capítulo: lindo, lindo, bem escrito, uma mor daqueles que sonhamos ter quando formos velhinhos. Depois a história desenvolveu e eu fui entristecendo, não sabia ao que ia, e sempre que tomava consciência de que me esperava uma descrição crua da solidão da velhice, parava e começava um outro livro. Faltava-me a coragem, como me falta a capacidade de conviver com a ideia de envelhecer, não eu, mas os meu ...more
Sofia
Jan 05, 2016 rated it liked it  ·  review of another edition
primeiro livro de valter hugo mãe que leio e confesso que gosto da escrita dele. mas irrita-me o facto de não usar maiúsculas. não é tanto a falta de pontuação e o não respeito pela forma convencional do diálogo, basta vermos o texto como uma conversa. mas a ausência de maiúsculas parece um grito de chamada de atenção, imaturo e desnecessário.

Agora que mostrei o meu ponto de vista, podemos falar das coisas boas do livro. A história de um Silva que se vê viúvo ao fim de um casamento de 60 anos e
...more
Ema
Conheci e entendi finalmente a genialidade do autor, quem escreve assim sobre a terceira idade, a perda e a proximidade da morte só pode ser um génio.
Rita
A Máquina de Fazer Espanhóis é uma obra prima!

Valter Hugo Mãe tem uma escrita refinada e apaixonante, conseguimos criar a imagem que o autor descreve mas o que mais me espanta é a forma como consegue tocar o coração do leitor.

É um livro cheio de metáforas onde Valter Hugo Mãe procura entender a vida e os seus pequenos detalhes, como escrever cartas de amor para uma velha que sofre por o marido não a visitar, mas acima de tudo o autor procura entender a morte e a perda.

Opinião completa no blog:
h
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Andrea Phillips
Oct 05, 2018 rated it it was amazing  ·  review of another edition
Shelves: favorites
Um livro muito sutil que fala sobre temas existencias e sociais. Uma historia comovente e atual, uma vez que o mundo hoje esta vendo o renascer do fascism em diversos paises. Gostei demais desse livro.
Ana
May 22, 2012 rated it really liked it  ·  review of another edition
Uma agradável surpresa. É o primeiro livro que leio deste autor e apesar de sempre ter lido criticas extremamente elogiosas, ainda não tinha tido a oportunidade de lê-lo.

Este é um pequeno grande livro que aborda um aspecto muito importante nos nossos dias, a velhice e a forma como ela é encarada por quem a sente e por todos os que a rodeiam. Um dos aspectos que mais me surpreendeu e que achei mais interessante, foi o facto do autor contar a história dos últimos anos da vida de alguém contados p
...more
Rita
Há livros que não gostamos não porque não sejam bons, mas porque não estamos no momento certo para os ler. Acho que foi o que me aconteceu. Quem sabe um dia regresso a est' A máquina de fazer espanhóis e realmente consiga gostar.
Foi uma leitura difícil e um pouco desesperadora. A ausência de maiúsculas enervou-me bastante e a pontuação pouco convencional faz com que a história não flua.
É um livro triste, sobre a velhice, com muito sofrimento, perdas, mágoas e morte. Enfim tudo aquilo que não me
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Inês
Feb 05, 2011 rated it really liked it  ·  review of another edition
É pretensioso, quase arrogante, que este jovem escritor venha criar as suas próprias regras de escrita desprezando as maiúsculas e as regras convencionais de diálogo. No entanto, talvez tenha sido essa ousadia que me levou a pegar neste livro. A história é sobre a vida na terceira idade dentro de um lar com 93 pessoas. É cómica, angustiante, exagerada num ou noutro parágrafo, mas parece tão real e vivida que nos faz sentir na pele de alguns daqueles personagens.
As 4 estrelas são sobretudo um pré
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Larissa Tollstadius
Sensível e amoroso. Mãe, que apesar do sobrenome, é um homem, narra a história de um senhor que passa a morar no asilo após a morte de sua esposa.

Talvez se tivesse lido apenas a sinopse do livro não teria me interessado. Porque eu gostaria de acompanhar as ideias de um homem sênil? Para minha surpresa, muito do senhor Silva há em mim. E o que me consquistou no personagem-narrador é justamente a forma franca como ele se coloca. Como mostra suas maldades e bondades com igual honestidade. Demasiado
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carpe librorum :)
O título e a capa são desconcertantes. Mesmo após a leitura, não compreendi a capa. O mesmo não digo do título, que se adequa de uma forma intrigante.
A forma de escrita sem maiúsculas e sem pontuação a não ser vírgulas e pontos finais dificulta um pouco no início, torna os parágrafos mais pesados, mas depois de algum tempo, entra-se no esquema. Não entendo a opção, mas tudo bem.
A temática é original, pelo menos não me lembro de ler alguma coisa assim. Tem algumas passagens poéticas e filosófica
...more
Marco
«...sabes que os peixes têm uma memória de segundos, aqueles peixes bonitos que vês dentro dos aquários pequenos, sabes que têm uma memória de uns segundos, três segundos, assim, é por isso que não ficam loucos dentro daqueles aquários sem espaço, porque a cada três segundos estão como num lugar que nunca viram e podem explorar, devíamos ser assim, a cada três segundos ficávamos impressionados com a mais pequena manifestação de vida, porque a mais ridícula coisa na primeira imagem seria uma expl ...more
Milly Cohen
May 15, 2019 rated it really liked it  ·  review of another edition
uy si me encantó. no es una lectura fácil pero si tierna, sensible, melancólica, fuerte, real, sobre la vida. el amor. la muerte. los viejitos. y la amistad.y la soledad, canija soledad, y necesaria soledad, que a veces nos ayuda para darnos cuenta que no estamos solos.
Fernando Delfim
Jun 19, 2019 rated it really liked it  ·  review of another edition
“quando eu estiver para morrer não me tragam um padre, não permitam que me toque ou se ponha a rezar ao pé de mim, quando eu morrer quero garantir que não vou para o céu. […] se algum anjo me vier buscar, dizia eu, cortem-lhe as asas, afoguem-no, mas não o deixem escapar comigo por aí acima. Quero ser deitado fora. Metido aí para baixo de terra como ficam as coisas a que ninguém se lembrou de imaginar uma alma. Não autorizo que me levem para o céu. Não autorizo que me levem senão para o fundo po ...more
Guilherme Trindade
Verbose, crass, pointless.
Strasna Mera
Aug 02, 2019 rated it really liked it  ·  review of another edition
Već u prvom kontaktu sa knjigom shvatamo da će ovo biti jedno nesvakidašnje čitanje jer je knjiga pisana isključivo malim slovima. Ali nije to ono što vas uvlači i očarava već tempo kojim se rečenice smenjuju i nadovezuju. Pošto su protagonisti stanovnici jednog staračkog doma Mai uspeva da podražava naraciju starih ljudi koji u pola reči ostaju bez daha, koji vrlo često skliznu sa teme, koji vole da drže predavanja, ali i da se dobro našale. U opseg njihovih interesovanja dolazi ne samo svakodn ...more
José Gomes
Oct 15, 2014 rated it it was amazing  ·  review of another edition
Dizer que "a máquina de fazer espanhóis" é um murro no estômago revela-se insuficiente. Este romance de valter hugo mãe espanca-nos o ser, mostrando a efemeridade do que somos. A reflexão a que somos chamados é-nos apresentada talvez pelo ângulo mais doloroso de todos: o leitor é convidado a seguir um homem de 84 anos, recentemente enviuvado após uma vida de grande amor, que é atirado pelos filhos para um lar.

Um leitor de meia idade -há que assumir quando já gastámos, pelo menos, metade dos créd
...more
Maria
A máquina de fazer espanhóis marca a minha estreia na escrita de valter hugo mãe. Desrespeitando completamente os sinais de pontuação e as maiúsculas no início de cada frase e no nome das personagens em muito me fez lembrar Saramago, mas o que podia ser uma coisa contra em relação á leitura deste livro, tornou-o bastante agradável e especial. Resultou na perfeição.

O livro conta a história de alguns dos 93 utentes de um lar, o lar da feliz idade, protagonizados por António Silva, um velhote de 84
...more
Felipe
Não é o caso de uma derrapagem completa mas minha relação com Valter Hugo Mãe, que começou nos melhores termos possíveis (A Desumanização), parece estar se esgarçando pouco a pouco. Se O Filho de Mil Homens não chegou ao nível do primeiro contato e os Contos de Cães e Maus Lobos foram ainda mais abaixo, A máquina de fazer espanhóis talvez seja o momento em que menos me conectei com o português até agora [me faltam vários, eu sei]. Não consigo apontar uma razão particularmente boa para isso, mas ...more
Silvia Ribeiro
Aug 20, 2014 rated it really liked it  ·  review of another edition
Mesmo após finalizar a leitura deste livro ainda me deixa incomodada a forma como o autor resolveu inovar ao nível da gramática da língua portuguesa.
Tentei abstrair-me disso e concentrar-me na história deste que foi o minha primeira leitura de Valter Hugo Mãe.
Gostei muito da história deste idoso que após a morte do amor da sua vida se vê enfiado num lar contra sua vontade. É-nos apresentada de forma muito bela aquela que foi a sua vida e com até um certo humor é-nos mostrado que nunca é tarde pa
...more
Pequete
Apr 01, 2014 rated it really liked it  ·  review of another edition
Shelves: mae
Gostei muito de ler este livro, mas se me perguntassem porquê, seria difícil explicar. Gostei da forma como está escrito, apesar de alguns "devia de ser" e afins, que não percebi se foram propositados (por fazerem parte do discurso de um dos personagens) ou não. Tirando isso, achei-o um livro muito bem escrito, mais do que estaria à espera, tratando-se de um autor tão novo. Foi difícil parar de ler, apesar de a história não ser, nem de perto nem de longe, uma história de "suspense" e os temas pr ...more
Mara Quinta
Nov 20, 2016 rated it really liked it  ·  review of another edition
Este livro debruça-se sobre um tema que me toca muito. O envelhecimento e a forma como continuamos a viver quando a nossa companheira de uma vida, neste caso, morre. Se por um lado temos que "aprender" a viver com essa ausência e com o vazio que nos fica, por outro lado abrimos os olhos, ainda que quase à força, para os outros que estão à nossa volta e que também podem ser família mesmo sem laços de sangue.
Gostei de algumas reflexões e da escrita fluída, embora algumas vezes tenha achado cansati
...more
Laryssa Borges
Dec 28, 2017 rated it it was amazing  ·  review of another edition
“Se algum anjo vier me buscar, dizia eu, cortem-lhe as asas, afoguem-no, mas não o deixem escapar comigo por aí acima. Quero ser deitado fora. Metido aí por baixo de terra como ficam as coisas que ninguém se lembrou de imaginar uma alma. Não autorizo que me levem para o céu. Não autorizo que me levem senão para o fundo porco da terra onde os bichos me comam e me poupem, para sempre, do incômodo de estar consciente da injustiça que é existir”.
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valter hugo mãe é o nome artístico do escritor português Valter Hugo Lemos. Além de escritor é editor, artista plástico e cantor.
Nasceu em Saurimo, Angola em 1971. Passou a infância em Paços de Ferreira e, actualmente, vive em Vila do Conde.
É licenciado em Direito e pós-graduado em Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea.
Vencedor do Prémio José Saramago no ano de 2007
É autor dos livros de
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“somos um país de cidadãos não praticantes.” 33 likes
“eu estou bem, dizia-lhe, estou bem. e ele queria saber se estar bem era andar de trombas. eu respondi que o tempo não era linear. preparem-se sofredores do mundo, o tempo não é linear. o tempo vicia-se em ciclos que obedecem a lógicas distintas e que se vão sucedendo uns aos outros repondo o sofredor, e qualquer outro indivíduo, novamente num certo ponto de partida. é fácil de entender. quando queremos que o tempo nos faça fugir de alguma coisa, de um acontecimento, inicialmente contamos os dias, às vezes até as horas, e depois chegam as semanas triunfais e os largos meses e depois os didáticos anos. mas para chegarmos aí temos de sentir o tempo também de outro modo. perdemos alguém, e temos de superar o primeiro inverno a sós, e a primeira primavera e depois o primeiro verão, e o primeiro outono. e dentro disso, é preciso que superemos os nossos aniversário, tudo quanto dá direito a parabéns a você, as datas da relação, o natal, a mudança dos anos, até a época dos morangos, o magusto, as chuvas de molha-tolos, o primeiro passo de um neto, o regresso de um satélite à terra, a queda de mais um avião, as notícias sobre o brasil, enfim, tudo. e também é preciso superar a primeira saída de carro a sós. o primeiro telefonema que não pode ser feito para aquela pessoa. a primeira viagem que fazemos sem a sua companhia. os lençóis que mudamos pela primeira vez. as janelas que abrimos. a sopa que preparamos para comermos sem mais ninguém. o telejornal que já não comentamos. um livro que se lê em absoluto silêncio. o tempo guarda cápsulas indestrutíveis porque, por mais dias que se sucedam, sempre chegamos a um ponto onde voltamos atrás, a um início qualquer, para fazer pela primeira vez alguma coisa que nos vai dilacerar impiedosamente porque nessa cápsula se injeta também a nitidez do quanto amávamos quem perdemos, a nitidez do seu rosto, que por vezes se perde mas ressurge sempre nessas alturas, até o timbre da sua voz, chamando o nosso nome, ou mais cruel ainda, dizendo que nos ama com um riso incrível pelo qual nos havíamos justificado em mil ocasiões no mundo.” 22 likes
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