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Tanta Gente, Mariana / As Palavras Poupadas (Obras de Maria Judite de Carvalho - vol. I)
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A presente coleção reúne a obra completa de Maria Judite de Carvalho, considerada uma das escritoras mais marcantes da literatura portuguesa do século XX. Herdeira do existencialismo e do nouveau roman, a sua voz é intemporal, tratando com mestria e um sentido de humor único temas fundamentais, como a solidão da vida na cidade e a angústia e o desespero espelhados no seu q
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Paperback, 240 pages
Published
May 25th 2018
by MInotauro
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Showing 1-30
Feb 18, 2019
Célia | Estante de Livros
rated it
it was amazing
Shelves:
aut-portugues,
ed-minotauro,
gen-contos-novelas,
local-casa,
orig-comprado,
p-portugal,
ano-2019,
5-stars
Maria Judite de Carvallho foi uma escritora portuguesa cuja obra desconhecia até há bem pouco tempo. Na verdade, só ao ler este primeiro volume das suas “Obras Completas” (a coleção ficará com um total de seis volumes) é que me apercebi que já havia lido um conto de sua autoria, na coletânea Gloria in Excelsis – que foi, por sinal, um dos meus preferidos desse livro. Esta primeira parte de “Obras Completas”, da autora que faleceu em 1998, junta duas coletâneas de contos, as primeiras publicada
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https://www.comunidadeculturaearte.co...
Certos autores, muitas vezes por contingências da época em que viveram – uma linguagem dita à frente do seu tempo, uma temática incompreendida ou não-aceite pela opinião vigente, um desentendimento com a elite literária contemporânea –, acabam por nunca atingir o reconhecimento que lhes é devido ou, obtendo-o ainda em vida, vêm-no depois desvanecer com o passar dos anos, as suas obras progressivamente mais difíceis de encontrar, em edições já esgotadas e n ...more
Certos autores, muitas vezes por contingências da época em que viveram – uma linguagem dita à frente do seu tempo, uma temática incompreendida ou não-aceite pela opinião vigente, um desentendimento com a elite literária contemporânea –, acabam por nunca atingir o reconhecimento que lhes é devido ou, obtendo-o ainda em vida, vêm-no depois desvanecer com o passar dos anos, as suas obras progressivamente mais difíceis de encontrar, em edições já esgotadas e n ...more
Uma escrita surpreendente, simples mas profunda, que nos abala!
Explico-me melhor em vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=_mJy5...
Explico-me melhor em vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=_mJy5...
Que maravilha! Não me ocorrem neste momento outro adjetivo para descrever o que li.
Coisas tão simples que acontecem escritas de forma tão eloquente e com um toque de sarcásmo. Ironias da vida, tragédias, melancolia tudo tão bem “dito”.
Vou querer ler mais.
“O doutor Boaventura precisou de chegar aos cinquenta (...) para compreender que não estava a fazer nada neste mundo, mais ainda, que nunca fizera nada neste mundo. É desta, de resto, uma coisa que acontece a muita gente, se bem que só um núme ...more
Coisas tão simples que acontecem escritas de forma tão eloquente e com um toque de sarcásmo. Ironias da vida, tragédias, melancolia tudo tão bem “dito”.
Vou querer ler mais.
“O doutor Boaventura precisou de chegar aos cinquenta (...) para compreender que não estava a fazer nada neste mundo, mais ainda, que nunca fizera nada neste mundo. É desta, de resto, uma coisa que acontece a muita gente, se bem que só um núme ...more
Opinião completa: https://www.youtube.com/watch?v=G9NeJ...
Uma preciosidade.
"-Estou só, pai. Não é mais nada. Dei porque estava só e isso pareceu-me… Que parvoíce, não é? Estou agora só! E tu então?
Tentei rir a tapar-me, já arrependida da franqueza, mas ele não colaborou e isso salvou-o da raiva que eu havia de lhe ter na manhã seguinte. Não se riu e a sua voz, quando veio, era muito doce, quase triste.
- Também deste por isso – disse brandamente – Também deste por isso. Há gente que vive setenta e oitenta anos, até mais, sem nunca se dar conta. Tu aos q ...more
"-Estou só, pai. Não é mais nada. Dei porque estava só e isso pareceu-me… Que parvoíce, não é? Estou agora só! E tu então?
Tentei rir a tapar-me, já arrependida da franqueza, mas ele não colaborou e isso salvou-o da raiva que eu havia de lhe ter na manhã seguinte. Não se riu e a sua voz, quando veio, era muito doce, quase triste.
- Também deste por isso – disse brandamente – Também deste por isso. Há gente que vive setenta e oitenta anos, até mais, sem nunca se dar conta. Tu aos q ...more
Nestes dois livros está retratada de uma forma exemplar, realista e sóbria, a temática da solidão. Na sua maioria, são mulheres solitárias, oprimidas pela sociedade, e as suas vidas são vivenciadas em espaços interiores (monólogos interiores da alma) e físicos (a casa, especialmente, o quarto).
Existem, também, homens e velhos, personagens frustradas e acomodadas, de sonhos desfeitos, tristes.
Aconselha-se, não só pela forma realista com que a sociedade é descrita, mas também pela actualidade da ...more
Existem, também, homens e velhos, personagens frustradas e acomodadas, de sonhos desfeitos, tristes.
Aconselha-se, não só pela forma realista com que a sociedade é descrita, mas também pela actualidade da ...more
Quem é Mariana? Que voz perturbadora, sólida-solitária-angustiante, é esta a de Mariana?
Maria Judite de Carvalho, cuja obra versa sobretudo na escrita do conto e da novela, diria, é uma lufada de ar fresco, um pouco gélida, na literatura portuguesa. Há sim muitas angústias, há sim morte-sempre a morte a terminar as frases, as últimas linhas dos novelos-, mas também subsiste uma imensa esperança, o amor que, embora trágico, se vai retratando cruamente. As reflexões, os fluxos de consciência, os ...more
Maria Judite de Carvalho, cuja obra versa sobretudo na escrita do conto e da novela, diria, é uma lufada de ar fresco, um pouco gélida, na literatura portuguesa. Há sim muitas angústias, há sim morte-sempre a morte a terminar as frases, as últimas linhas dos novelos-, mas também subsiste uma imensa esperança, o amor que, embora trágico, se vai retratando cruamente. As reflexões, os fluxos de consciência, os ...more
Descobri por acaso a referência e sugestao de leitura da obra de Maria Judite Carvalho, que iria ser reeditada em 6 volumes, saindo o primeiro para a altura da feira do livro de Lisboa. Comprei e devo de dizer que apesar da leitura nao ser facil pela carga emocional das historias, adorei. Recomendo vivamente, pois é leitura que retrata uma parte da historia de Portugal e tb retrata o realismo cru das vivencias de muitos de nós. Ja estou a ler o segundo, nao perderei os retantes.
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MARIA JUDITE DE CARVALHO nasceu em Lisboa a 18 de Setembro de 1921. Estreou-se com o livro de contos Tanta Gente, Mariana (1959) e foi galardoada com o Prémio Camilo Castelo Branco pela colectânea As Palavras Poupadas (1961). Além de contos, publicou romances e crónicas, cultivando também o jornalismo. Na sua obra reflecte-se o dramatismo da solidão do mundo urbano, onde há muita gente e pouca alm
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