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Caderno de Memórias Coloniais
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Caderno de Memórias Coloniais

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«O Caderno de Memórias Coloniais relata a história de uma menina a caminho da adolescência, que viveu essa fase da vida no período tumultuoso do final do Império colonial português. O cenário é a cidade de Lourenço Marques, hoje Maputo, espaço no qual se movem as duas personagens em luta: pai e filha.»
Isabela Figueiredo, in «Palavras prévias»

«Nenhum livro restitui, melho
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Paperback, 6 (revista e aumentada), 221 pages
Published July 2015 by Caminho (first published 2009)
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Gláucia Renata
Sep 16, 2018 rated it it was amazing  ·  review of another edition
Filha de um colonizador, Isabela nasceu em Moçambique em 1963 e lá viveu até 1970 quando se mudou para Portugal por conta do processo de descolonização.
O livro me surpreendeu demais por ter me dado conta de como a história (escrita pelos brancos) que nos é trazida chega sempre distorcida e do quanto temos que ter um filtro ao receber as informações. A impressão que tenho é que praticamente tudo que estudamos na escola é pura balela, temos acesso apenas a uma versão dos fatos, não existe a voz do
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Ana
Apr 02, 2018 rated it really liked it  ·  review of another edition
Shelves: 2018
Foi uma leitura desgastante, mas não a trocaria por outra. Admiro ainda mais a autora que já conhecia da obra A gorda. Admiro a sua frontalidade, a sua valentia e a sua vontade de contar a verdade, a sua verdade, mas que acaba por ser a verdade de muitos outros. Tenho consciência de que deve ter sido horrível a luta que travou consigo mesma quando iniciou este projeto que escancara as portas da sua vida e dos seus familiares a quem queira entrar nelas. Por isso, como leitora, tenho apenas que lh ...more
Renata Medeiros
Jan 02, 2019 rated it it was amazing  ·  review of another edition
São as memórias da autora do tempo em que morava em Maputo quando Moçambique ainda era colônia de Portugal e da relação que ela constrói entre Portugal, a então Metrópole, e seu pai, sem romantismo algum. Excelente.
Miguel
Isabela Figueiredo nasceu um ano depois de mim e saiu de Moçambique um ano antes de mim, por isso suponho que a sua memória colonial e a sua relação com essas memórias da infância, são qualquer coisa que me é familiar, com que me posso relacionar. Há um aspecto do livro, contudo, em que não me revejo, que é numa identificação que a autora faz entre essa memória colonial e a figura paterna.

O que mais gostei no livro foi do modo desabrido como a autora se refere à situação que se vivia no Moçambi
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Alexandre Mano
Dec 22, 2018 rated it it was amazing  ·  review of another edition
Shelves: default, flip-2017
Amei a descrição de Lourenço Marques nas memórias coloniais da Isabela. Como ex morador de Luanda, essas memórias me tocaram profundamente e me deixaram com uma saudades absurda de Angola. Infelizmente, nas minhas andanças por África, não pude ir até Maputo. Mas estou ainda com mais vontade de ir buscar a cidade de Isabela e sentir os cheiros, aromas, sabores e ouvir o cantar da língua portuguesa na fala de seus conterrâneos! Salve Moçambique! Salve África!
Alexandre Melo
Oct 08, 2018 rated it it was amazing  ·  review of another edition
Isabela tece uma textura bruta de uma estranha sem pátria, degredo e falta de identidade.

Crescida na colônia sob a forte efígie do pai e a figura morta da mãe, estrangeira que não desejava ser e não entendia bem o status quo dos colonos e locais numa frágil balança que perdeu seu fiel quando o sistema todo desbancou depois da Revolução dos Cravos.

Aí na volta ao país mãe não o sabia, era terra incógnita e os de lá a viam como evidência suja de um passado vergonhoso, Isabela sem lugar tem suas fro
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Bárbara Castro Lima
Jun 17, 2018 rated it really liked it  ·  review of another edition
Shelves: luís
Ouvi muitas recomendações desta autora por causa do livro “A gorda”. O livro não me interessou mas a autora suscitou-me curiosidade. Decidi então ler este livro porque tenho alguma curiosidade sobre o colonialismo.


No início do livro pensei em desistir porque era só palavrões. Incomoda-me que os autores portugueses praticamente só tenham duas posturas, ou usam linguagem ordinária ou eloquentíssima. Depois comecei a perceber a premissa do livro nomeadamente a crítica subjacente e a descoberta da s
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Clarice Chacon
Jun 01, 2019 rated it it was amazing  ·  review of another edition
Um retrato delicado das memórias da autora e da relação com seu pai.
Elhana
I read this in English. This book is an honest confession of what it's like growing up privileged (white) in Mozambique. It is blatant and at times uncomfortable. She is trying to atone for her father's sins by writing this memoir after his death, but finds that she can't. His father was a racist colonial who loved his daughter and this book is an exploration of that messy, complicated relationship. Highly recommended.
Fernanda
This review has been hidden because it contains spoilers. To view it, click here.
Julia Boechat
Quando Isabela Figueiredo tinha treze anos, ela foi mandada para longe de Moçambique no meio da guerra civil com uma passagem conseguido a custo e suborno e a missão de contar o que estava acontecendo no país. Todos lhe repetiam as histórias que ela devia passar para a frente: as dos portugueses brancos vitimados durante a guerra civil. Outras histórias ela devia calar, as do colonialismo, porque afinal ela cresceu ouvindo que era um "colonialismo benfazejo", que estava civilizando os africanos. ...more
José Moura
Páginas avulso de um diário de uma menina que se fez mulher. Priva connosco os seus pensamentos e emoções da época. Descrições coloridas, quentes e quase cheirosas de quem viveu os últimos anos da presença colonial em Moçambique. A amargura de deixar a terra onde viveu bem como a Família que ficou para trás. O fio condutor da narrativa não tem sempre a mesma textura e, por vezes, encontra-se sincopado criando alguns vazios que não podemos preencher. À dominação dos colonos seguiu-se a insurreiçã ...more
Julia Coppa
Aug 15, 2018 rated it it was amazing  ·  review of another edition
Não foi uma leitura leve, mas também não foi difícil. Na verdade Isabela Figueiredo tem um jeito de te prender, um tipo de escrita que me agrada muito, tudo muito fragmentado mas coeso, como todas as memórias funcionam, acho eu. Se vê do início ao fim que é um livro em eterna construção, não se acha um meio nem um fim, Figueiredo circula de um momento ao outro, com voltas e intervalos rápidos. É instigante e desnorteante, mas te prende. Te faz querer ter estado lá, ter vivido aquilo, ter segurad ...more
GONZA
Jun 24, 2019 rated it liked it
Shelves: posseduto
Meu pobre português provavelmente não me permitiu apreciar completamente este livro, no qual uma mulher adulta conta sobre sua infância em Moçambique. O pai é um colonialista com todas as armadilhas e, portanto, racista, mas ela aceitará isso apenas com o passar do tempo. Um livro que é uma espécie de terapia.

Il mio portoghese scarso, non mi ha probabilmente permesso di apprezzare appieno questo libro, in cui una donna adulta racconta della sua infanzia in Mozambico. Il padre é un colonialista c
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Laura
Feb 04, 2019 rated it really liked it  ·  review of another edition
Esse não é um livro de memórias comum. Aqui temos memórias que são muito mais embaçadas e embaralhadas, junto com um contexto histórico e político muito importante que acaba por contrastar com a infância, além de memórias muito atreladas à figura do pai e o que isso representa. Em alguns momentos a escrita flui e em outros não, por conta da densidade da memória retratada. Achei interessante ler um livro de memórias da época neocolonial aos olhos de uma menina branca.
Mariana Rodrigues
Acho o assunto muito rico e interessante, mas pra mim foi uma experiência difícil. Não pelo tema, mas a escrita da escritora não rolou pra mim. Apesar de ter gostado muito de outros livros sobre o mesmo tema (Guerra Colonial), esse é mais uma ode ao pai da autora do que uma denuncia das atrocidades dos colonizadores portugueses na África. Achei apenas okay.
Aleksander Coronado Braido
Tão simples e tão profundo, o Caderno de Memórias escrito por Isabela Figueiredo, além de descrever a colonização portuguesa na África, nos mostra a visão de um mundo (ainda) desconhecido pelos olhos de uma criança/adolescente. Leitura obrigatória.
Maria Luiza
Sep 27, 2018 rated it it was amazing  ·  review of another edition
Que livro corajoso! Sem palavras, é de estilhaçar o coração; melhor livro de 2018.
Marianne Sallum
Jun 05, 2019 rated it it was amazing  ·  review of another edition
Sensível
Cristina Martin
Oct 14, 2018 rated it it was amazing  ·  review of another edition
Shelves: africa
Triste e contagiante. Uma estória contada

de uma nova perspectiva.
Paula Ferreira Pinto
Jun 29, 2018 rated it it was amazing
“As pessoas não mudam. Quando as reencontramos, muitos anos depois, percebemos por que nos afastamos”
Sara Barbosa
Jan 30, 2019 rated it it was amazing
O melhor livro sobre a vida colonial. Sem hipocrisia nem falsos moralismos. Era isto, ponto. Bem escrito, ainda para mais. De ler e reler.
Ana Fernandes
Oct 09, 2018 rated it really liked it  ·  review of another edition
Gostei do livro. Mas gostaria de saber quem escreveu a orelha?! Só mesmo os portugueses para achar que colonialismo pode ser brando...
Alejandro
Dec 16, 2018 rated it really liked it  ·  review of another edition
O livro é uma cacetada, uma pedrada que deve ser digerida com muita atenção. Isabela Figueiredo expurga sua relação com o pai, com sua Moçambique, com Portugal, com o colonialismo, com o racismo, consigo mesma.
Misto entre ensaio, crônicas e relatos, a obra tem elementos muito fáceis de serem identificados por nós, brasileiros, mesmo que décadas e idiossincrasias separem os rompimentos de nossas pátrias com Portugal.
Por ser dura, esta obra se torna um exercício de auto-análise do qual é impossíve
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Telmo Fernandes
Jan 22, 2017 rated it it was amazing  ·  review of another edition
Um excelente complemento a "A Gorda", o romance que deu a conhecer a autora. Agora num registo assumidamente autobiográfico, cobre o período da infância em Moçambique, antes da partida para a 'metrópole'. A história do que ainda parece não ter história em Portugal, a memória descarnada do racismo e do abuso de poder, o colonialismo tornado ideologia 'naturalizada', ao ponto de se negar a assumir-se como colonialismo, e a experiência de quem viveu (neste caso, também de quem cresceu) nessa ficção ...more
Vera
Feb 12, 2016 rated it did not like it
Ao ler alguns elogios que recebeu este livro alegrei-me! Pensei que ia aprender algo novo ou reconhecer algum sentimento, bom ou mau. Algo estilo Doris Lessing ou J M Coetzee mas em Português e sobre nós. Mas não. É a história triste de uma rapariga triste em circunstâncias tristes que não sei porque razão acha que todos os que partilharam um mesmo espaço geográfico serão tristes como ela. Triste! Desnecessário! Irrelevante!
Rita
Oct 29, 2015 rated it really liked it  ·  review of another edition
O livro foi-me oferecido pela autora depois de uma entrevista à mesma. É um retrato nu e cru da vida nas colónias portuguesas, neste caso, em Moçambique. Isabela Figueiredo percorre o amor e ódio de forma simples e natural e ajuda-nos a percorrer a realidade moçambicana antes e após a independência do país.
João Pedro
rated it it was amazing
Nov 17, 2017
S.
rated it really liked it
Sep 30, 2017
Ricardo
rated it it was amazing
Oct 21, 2018
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Isabela Figueiredo nasceu em Lourenço Marques, Moçambique, hoje Maputo, em 1963. Após a independência de Moçambique, em 1975, rumou a Portugal, incorporando o contingente de retornados. Foi jornalista no Diário de Notícias e é professora de Português. Estudou Línguas e Literaturas Lusófonas, Sociologia das Religiões e Questões de Género. Publicou os seus primeiros textos no extinto suplemento DN J ...more