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Contes libertins
Le talent de Sade conteur ne s'est pas seulement exprimé dans Les Crimes de l'amour, mais aussi dans une cinquantaine de nouvelles, d'historiettes et de fabliaux méticuleusement recensés par un "catalogue raisonné" que le Divin Marquis établit durant son incarcération à la Bastille, de 1786 à 1788. Cette part de son oeuvre dessine un continent méconnu, qui est la face officielle, mais non moins licencieuse, d'un débauché soucieux de son image d'"homme de lettres". Occultés par la réputation scandaleuse de leur auteur et la fascination exercée par sa production clandestine, ces contes dévoilent une autre écriture : variée et nerveuse, entrelaçant gravité et plaisanterie, elle témoigne d'une grande maîtrise de la concision. De ces recueils mixtes, que Sade n'eut pas le temps de publier, le présent volume cherche pour la première fois à donner une idée. L'homme de lettres s'y révèle libertin... mais autrement.
- GenresShort Stories
346 pages, Mass Market Paperback
First published January 1, 1997
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Community Reviews
Displaying 1 - 5 of 5 reviews
December 1, 2014
Criativa, ousada, muito bem humorada, livre de qualquer tipo de molde, à frente de seu tempo. Tudo isso recende à escrita de Sade, mas não a define, ou limita de maneira alguma. Gostei muito, especialmente do último conto, "Augustine de Villeblanche, ou o estratagema do amor". Há algo de Shakespeare nesse conto, um Shakespeare meio "upside down", imprimindo leveza e bom humor onde antes haveria tragédia. Uma delícia de conto. Não consegui deixar de ler sem imaginar tudo como se fosse em uma peça teatral. A caracterização dos personagens, o figurino, cenários, desenvolvimento, timing, dramaticidade, arrebatamento, paixão, uma boa história, está tudo lá. Tenho certeza de que, se houvesse uma adaptação para o teatro, ou mesmo para o cinema, o sucesso faria parte da receita. Se é que não estou mal informada e tal adaptação já existe. O fato é que, sim, Sade acaba de entrar para a minha lista de autores favoritos.
May 26, 2023
Eu não sei o que eu esperava, mas era mais.
March 2, 2014
Porquê ler Marquês de Sade? Digamos que... estava destinado :) Quem me conhece bem sabe que eu tenho um gostos que, de vez em quando, são assim um bocadinho... estranhos, no mínimo. O Marquês há muito que estava na minha lista de desejadas leituras, e o Desafio Literário 12 Meses, 12 Clássicos, deu-me a oportunidade (leia-se desculpa) perfeita para conseguir ler algo do autor. Não fiquei decepcionada. De facto, não me lembro de me rir tanto a ler um livro como estes Contos Libertinos.
Como bom escritor da sua época, Marquês de Sade (de seu verdadeiro nome Donatien Alphonse François de Sade) descascava forte e feio no clero. Passagens como "a mulher dele era uma moreninha, de vinte e oito anos, olhar leviano e nádegas roliças, a qual parecia constituir em todos os aspectos lauto banquete para um monge." e "(...) é uma mulher encantadora, uma criatura que vos arrebatará assim que a escutardes... é, enfim, o que denominamos um banquete de padre, e vós sabeis que essas pessoas sendo meus melhores clientes, não lhes dou o que tenho de pior..." são uma constante nestes contos. À luz de agora, eu pelo menos ri-me como não me ria há muito com a leitura de um livro, mas a verdade é que a sua posição não é tão incomum quanto isso, ao olharmos para trás.
É certo e sabido que o Marquês de Sade usava e abusava da sua escrita para criticar a sociedade, opondo-se à religião, política e filosofia, entrando por mundos onde o sadismo, o grotesco e a violência imperavam. Apesar de nestes contos termos mais propriamente uma liberdade sexual do que algo grotesco e violento, consegue-se perceber pelas palavras do autor que há ali algo muito mais. Basta uma rápida leitura da história da sua vida (metade preso, metade em orgias) e tem-se uma leve ideia do génio do homem que escreve estas obras. Não há como negar o seu fino sentido de humor apurado, que tantas dores de cabeça trouxe à França.
Recomendo este livro apenas a quem tenha verdadeira curiosidade pelo autor, e não por apenas "é giro, do nome dele veio a palavra sadismo". Algumas ideias deste escritor poderão até chocar os leitores mais incautos, portanto, aventurem-se pela mente de Sade... por vossa conta e risco.
Gostaria de vos deixar aqui um dos contos que mais gostei deste Contos Libertinos. Entre "O Talião" e "O corno de si próprio, ou a reconciliação imprevista", os pontos altos deste livro, deixo-vos aqui "O Talião", pois é curto, mordaz e extremamente divertido. Acedam a http://eu-e-o-bam.blogspot.pt/2014/04... e lá encontrarão o conto.
Como bom escritor da sua época, Marquês de Sade (de seu verdadeiro nome Donatien Alphonse François de Sade) descascava forte e feio no clero. Passagens como "a mulher dele era uma moreninha, de vinte e oito anos, olhar leviano e nádegas roliças, a qual parecia constituir em todos os aspectos lauto banquete para um monge." e "(...) é uma mulher encantadora, uma criatura que vos arrebatará assim que a escutardes... é, enfim, o que denominamos um banquete de padre, e vós sabeis que essas pessoas sendo meus melhores clientes, não lhes dou o que tenho de pior..." são uma constante nestes contos. À luz de agora, eu pelo menos ri-me como não me ria há muito com a leitura de um livro, mas a verdade é que a sua posição não é tão incomum quanto isso, ao olharmos para trás.
É certo e sabido que o Marquês de Sade usava e abusava da sua escrita para criticar a sociedade, opondo-se à religião, política e filosofia, entrando por mundos onde o sadismo, o grotesco e a violência imperavam. Apesar de nestes contos termos mais propriamente uma liberdade sexual do que algo grotesco e violento, consegue-se perceber pelas palavras do autor que há ali algo muito mais. Basta uma rápida leitura da história da sua vida (metade preso, metade em orgias) e tem-se uma leve ideia do génio do homem que escreve estas obras. Não há como negar o seu fino sentido de humor apurado, que tantas dores de cabeça trouxe à França.
Recomendo este livro apenas a quem tenha verdadeira curiosidade pelo autor, e não por apenas "é giro, do nome dele veio a palavra sadismo". Algumas ideias deste escritor poderão até chocar os leitores mais incautos, portanto, aventurem-se pela mente de Sade... por vossa conta e risco.
Gostaria de vos deixar aqui um dos contos que mais gostei deste Contos Libertinos. Entre "O Talião" e "O corno de si próprio, ou a reconciliação imprevista", os pontos altos deste livro, deixo-vos aqui "O Talião", pois é curto, mordaz e extremamente divertido. Acedam a http://eu-e-o-bam.blogspot.pt/2014/04... e lá encontrarão o conto.
November 25, 2013
Li alguns dos contos. Cheios de humor setecentista e libertino tão próprio do Sr. Donatien!
Gostei especialmente daquele sobre a mulher púdica que era na verdade prostituta e daquele em que o padre catequizava o rapazito.
Gostei especialmente daquele sobre a mulher púdica que era na verdade prostituta e daquele em que o padre catequizava o rapazito.
May 14, 2015
Coisas do Himeneu! Diferente do que estava à espera, sem grandes perversões (talvez na época). Ainda assim são uns contos com humor.
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