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Flores
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Flores

3.98  ·  Rating details ·  594 ratings  ·  91 reviews
Um homem sofre desmesuradamente com as notícias que lê nos jornais, com todas as tragédias humanas a que assiste. Um dia depara-se com o facto de não se lembrar do seu primeiro beijo, dos jogos de bola nas ruas da aldeia ou de ver uma mulher nua. Outro homem, seu vizinho, passa bem com as desgraças do mundo, mas perde a cabeça quando vê um chapéu pousado no lugar errado. C ...more
Paperback, 275 pages
Published September 23rd 2015 by Companhia das Letras
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Gonçalo S Neves Concordo plenamente, Henrique, defendo este livro a unhas e dentes, conhecedor do trabalho de Afonso Cruz, Flores transporta-nos para lugares…moreConcordo plenamente, Henrique, defendo este livro a unhas e dentes, conhecedor do trabalho de Afonso Cruz, Flores transporta-nos para lugares inóspitos e personagens, de seu nome e hábitos, estranhas, retratando detalhes e episódios mais estranhos ainda, nunca esquecendo a influência desses episódios na vida de uma personagem que reconhece ter encontrado nessa estranheza algo extremamente afectivo. Um livro de episódios paralelos e nostálgicos. Achei ainda que Flores é, de uma forma tão discreta e subtil, um manual de críticas à constituição e aos direitos actuais, tornando-se ainda mais delicioso. Novamente Afonso Cruz a mostrar-nos que a literatura consegue ser autentica sem, no entanto, ser concordante. (less)

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Carmo
Oct 12, 2015 rated it really liked it
Shelves: portugal, bib-l
"Nenhum homem é uma ilha" afirmou John Donne. Neste livro de Afonso Cruz o Sr. Ulme é um homem sem memórias, uma ilha ancorada num mar de rostos desconhecidos, procurando agarrar em cada estranho um fio que o ligue ao passado e lhe devolva as memórias. Esta necessidade intrínseca do ser humano, de se relacionar e criar laços com os que o rodeiam precisa do suporte das memórias para se identificar e gerir as emoções e reações com os outros.
A partir daqui temos o nosso protagonista empenhado em re
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Paulo Galindro
Oct 16, 2015 rated it it was amazing
Os livros de Afonso Cruz têm um problema. Um enorme problema. Tenho o hábito de dobrar as pontas das páginas que de alguma forma me tocam profundamente. Faço isto quando não tenho um lápis à mão. No caso dos livros do AC, isto é problemático, porque regra geral acabo com com um livro totalmente reformatado, com um dos cantos dobrado. Um conselho de quem aprecia muito o trabalho deste autor tão especial: não dobrem os cantos às páginas que vos são especiais... Dobrem aquelas que considerem "norma ...more
Isaura Pereira
Jul 27, 2016 rated it really liked it
A minha admiração por Afonso Cruz começou com o livro Os Livros que Devoraram o Meu Pai. Fiquei rendida à sua escrita, à sua criatividade e à sua incrível capacidade de contar histórias de uma forma sublime. Vislumbrei este livro na biblioteca e não hesitei.

É um livro muito bonito sobre amizade, a capacidade de perdoar. Um livro sobre a Verdade. A verdade que dizemos a nós próprios e aos outros. Uma história em que a noção de "cuidar do outro" ganha um novo sentido para mim.

Não é um livro que
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Célia Loureiro
Fiquei confusa. Não que a história não seja clara, que a narração não seja coesa… Mas é o estilo, se é que lhe posso chamar assim. Um desfile tão incongruente de personagens estranhas que atira o livro para o limbo entre o misticismo de um autor sul-americano e a contemporaneidade de um José Luís Peixoto. A insistência do autor em que todos sejam esquisitos, em que abram a boca por três páginas de monólogo, cai-me mal: não me é palpável. Isto é: cada personagem que surge, vem com o propósito de ...more
Susana
Jan 21, 2018 rated it it was amazing
E quando eu pensava que não fosse possível, este homem deixou-me outra vez sem palavras...
A Miuda Geek
Dec 27, 2015 rated it it was amazing
Shelves: 2016
Mais um livro daquele eu já considero um dos meus autores preferidos.
Como sempre o ponto de partida de Afonso Cruz é a vida, o dia a dia, o rame-rame de todos os dias abrilhantado por personagens únicas, e com situações muto invulgares, que ao mesmo tempo não parecem demasiado ilógicas ou impossíveis. Leio os livros dele sempre com a certeza de ir encontrar estes elementos.

Este livro retrata uma série de situações, maus uma vez da vid de todos os dias, com um ponto central de um idoso que perdeu
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Victor Eustáquio
Oct 04, 2015 rated it really liked it
4 e não 5 estrelas, porque é imperdoável que Afonso Cruz, especialmente Afonso Cruz, comece e acabe mal um livro que soube construir de forma tão inteligente
Ana
Feb 27, 2016 rated it really liked it
Muitos dos nossos gestos mais épicos são tentativas infantis e vãs de contrariar o deprimente fado que Deus assobia e que é a nossa vida. Se não te importas, deixa-me remar contra a corrente.
Em Flores , Afonso Cruz conta-nos a história de dois homens, dos quais um, o Sr. Manuel Ulme, é um homem sem passado, que perdeu a memória (e as memórias) em consequência de um aneurisma, e cuja janela de futuro é muito estreita; o outro, vizinho do Sr. Ulme e o narrador da história, é um homem sem pres
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Silvéria
Jun 15, 2017 rated it really liked it
Digo sempre isto, mas não posso deixar de me repetir: Afonso Cruz não é para todas as sensibilidades (um pouco à semelhança do valter hugo mãe).
Nem sei bem dizer o que esperava de um livro com o título "Flores", mas não era nada do que encontrei página após página. Na verdade, nem consigo resumir esta história por muito que vos quisesse dar spoilers. Só lendo.
Como não gostar de Afonso Cruz?
Maria João (A Biblioteca da João)
8,5 de 10*

Aqui está um livro para saborear, sem pressas, para podermos absorver toda a mensagem nele contida.

Fui à apresentação do livro no passado dia 30 de Setembro, apresentação que ficou a cargo de José Eduardo Agualusa. Na altura, José Eduardo disse uma coisa que retive e que me faz agora todo o sentido, disse que alguém que escreve da forma como Afonso Cruz escreve, só pode ser uma pessoa muito especial. E é verdade, alguém que escreve desta forma, tem que ter um dom. As páginas 79 e 80 sã
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Sofia
Sep 27, 2015 rated it it was ok
Até me sinto mal, no meio de tantas estrelas, em fazer uma avaliação menos boa... Mas a verdade é que não gostei nada deste livro de Afonso Cruz. Adorei todos os livros sem excepção, até este. Pensemos assim: há sempre um esquisito que não gosta de chocolate (eu).
A meu ver, o livro é uma série de monólogos de personagens estereotipadas - o tipo de meia idade que começa a ganhar barriga e se divorcia, a esposa ignorada, o marido incapaz de uma palavra amorosa para a esposa e que a trata abaixo d
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Márcia Balsas
Oct 11, 2015 rated it it was amazing
Shelves: 2015
Perfeito!
"Entremos mais dentro na espessura."
Bárbara
Sep 19, 2017 rated it it was amazing
Shelves: my-bookshelf
Afonso Cruz é o escritor que transforma cada frase num poema e cada ação num encanto. Mais um livro maravilhoso sobre as relações humanas e o sentido da vida.

"Entremos mais dentro na espessura"
Ema
Oct 17, 2015 rated it really liked it
Shelves: in-my-shelves
Gostei bastante. É um livro triste sobre personagens que têm muito a aprender sobre si e sobre os que as rodeiam, e que lentamente se transforma num livro de esperança e sorrisos modestos. Apenas achei muito chatas as partes de uma certa personagem (Margarida), que poderiam ser encurtadas e resumidas. A melhor personagem é a criança da história, curiosamente não tem nome de flor, mas ficava-lhe muito bem. É talvez a personagem mais inteligente e empática. E eu, que não ligo nada a flores, passei ...more
Fábio
May 14, 2018 rated it it was amazing
- Onde é que eu errei? - perguntava ao senhor Ulme.
- Detalhes - traduziu a Beatriz.
- Detalhes?
- Pedaços de torrada, chapéus na cama, detalhes, o cavalheiro não vê a paisagem, está muito próximo das coisas, perde a cena completa.


Belíssimo livro.
Gonçalo S Neves
Oct 12, 2015 rated it it was amazing
Detalhes, essencialmente detalhes no seu sentido denotativo; algo que só alguém com um coração tão grande como o do Afonso lembra. Episódios e monólogos improváveis a mostrarem ter um valor estranhamente afectivo.
Detalhes, essencialmente detalhes...
Ludgero Cardoso
Oct 31, 2015 rated it it was ok
"Flores" foi uma desilusão. Terminei-o com a sensação que nada ficou. Não passou de um livro com citações bonitas e uma história engraçada que se perdeu. Sem uma conclusão, sem um objetivo.
Cátia Santos
Aug 18, 2017 rated it liked it
Três estrelas pequeninas, mesmo pequeninas, para um livro de Afonso Cruz! O autor que escreveu um dos livros que guardarei para sempre no meu coração, não me conseguiu cativar com este "Flores". Já li vários livros de Afonso Cruz e parte daquilo que o caracteriza está cá! Mas uma história não tem de ser apenas metáforas e frases bonitas... e neste livro, pouco mais foi conseguido. :(
Maria
Oct 27, 2015 rated it really liked it
Shelves: portuguese
«Creio que o guarda-chuva é uma excelente invenção. Repare: não é um objecto que evita a chuva individualmente. Não gosto dela, mas não acabo com ela, não a destruo. O guarda-chuva é uma filosofia que usamos no quotidiano. A água continua a cair nos campos, apenas evito que me estrague o penteado. É um objecto bondoso, que não magoa ninguém.»
Não há muita coisa assim.

Tenho que confessar que não gosto muito de guarda-chuvas. Têm boas intenções, mas o nosso relacionamento tem sido difícil. Somos de
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Natacha Cunha
Sep 09, 2015 rated it it was amazing
Há livros que nos deixam sem palavras: tão magistrais que nos fazem sentir pequeninos, deixando um enorme vazio à sua passagem. Flores, de Afonso Cruz, é um deles.
A cada momento, a cada capítulo, a cada frase, a escrita de Afonso Cruz toca-nos profundamente - desconcertante, afectiva, autêntica. Há poucos autores assim, que nos fazem ler uma passagem, parar, pensar, reler e voltar a reler.

Flores é um livro que fala essencialmente de memórias. Da importância de tê-las, mas também de criá-las. D
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carpe librorum :)
"Entremos um pouco mais dentro da espessura". Estamos perante um livro tipicamente "afonsino", pois claro. Não sei se terei entrado suficientemente dentro da espessura da coisa, sei que fluiu, que houve partes estranhas e outras mais normais, com as costumadas pérolas de forma e conteúdo, das quais guardarei os "risórios de Santorini" e "eintnôsanchaineuénxisgone".
As flores são um mote bastante polivalente, aqui explorado com toda a simbologia e significados possíveis e imaginados.
Adriano Abreu
de que realmente somos feitos? estaremos apenas reduzidos à matéria física? Todos encaramos a vida com olhos diferentes e criamos memórias distintas. serão estas experiências vividas aquilo que nos definem?

a identidade constrói-se com as memórias que possuímos. sim, somos de tal forma frágeis que sem elas uma parte de nós desaparece. morre. estarmos inconscientes de quem somos deve ser o pior castigo. somos a mais simples, intocável tábua rasa. os outros são o espelho de nós próprios, consoante
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João Duarte
Dec 27, 2015 rated it really liked it
A última obra de Afonso Cruz é razoavelmente diferente do que já li deste autor até aqui. Se antes me habituei a livros com uma escrita etérea, quase pueril, a escrita de "Flores" tem uma aparência mais "séria". Foi como deixar de andar sobre algodão, e passar a andar sobre terra batida.

Neste livro, deparamo-nos com a personagem do sr. Ulme, velho e refém de uma total falta de memória do seu passado, e com o nunca nomeado protagonista da história, mais jovem mas totalmente à toa na sua vida pres
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Os devaneios da Tim
Jan 22, 2016 rated it really liked it
Shelves: leituras-2016
Uma caixinha de surpresas é assim que caracterizo a minha leitura. Uma história simples com pequenos detalhes que fazem dele uma boa leitura. Não esperem por palavras caras, pois não as vão ter. Não esperem por uma história de amor, ela pode lá estar mas não é nada demais. Esperem por uma história de redescobertas e de aprendizagem.

Ide ao blogue - http://devaneiosdatim.blogspot.pt/201...
Carla
Sep 19, 2015 rated it really liked it
Recommends it for: José Pinto e Sandra Ferreira
Este é o primeiro livro que leio do escritor Afonso Cruz, o qual, confesso a minha ignorância, não conhecia. Uma das inúmeras vantagens do Goodreads e dos amigos que fazemos é permitir-nos alargar os nossos horizontes literários.

Gostei muito da escrita do livro: simples, mas não simplista, clara, transparente, fluída e emotiva.

O livro é muito atual, pois revi-me a mim e aos outros nas personagens e nos acontecimentos.

Duas personagens principais, dois homens que vivem no mesmo prédio, o narrador,
...more
Raquel
Jul 14, 2017 rated it it was amazing
Viver da memória ou viver sem memória, dois caminhos que parecem levar a um fim pouco auspicioso, dão o mote para esta reflexão sobre a vida, o presente e a necessidade de agir em lugar de passar ao lado da existência. Afonso Cruz maravilha-nos com a sua escrita fluida, reflexiva e intensa num romance florido qb., sem floreados e com um aroma inesquecível à flor da vida.

http://leiturasmarginais.blogspot.pt/...
Mónica Leirião
Oct 24, 2015 rated it it was amazing
tantos cantos dobrados a marcar páginas com frases bonitas, momentos que me fazem pensar, "detalhes" que fazem deste livro, como da grande maioria dos livros de Afonso Cruz, querer ler muito, ler mais, saborear cada frase.
já com saudades dos personagens e a pensar quantos meses terei de esperar para ler um novo livro dele
Ricardo
Dec 19, 2016 rated it really liked it
- Sabe porque não somos felizes? - perguntou ele.
- Desespero, solidão, medo?
- Não. Por causa da realidade.
...
Sofia Castro
Dec 28, 2015 rated it it was amazing
Sem dúvida alguma, um dos melhores escritores da actualidade. Escreve maravilhosamente bem, Afonso Cruz nasceu pra ser escritor.
Joana Martins
Jul 09, 2017 rated it really liked it
Que livro bonito. Com as angústias de um homem infeliz. Com as lições de um homem que não se reconhece em lado nenhum. Com a conclusão de que se pode entrar sempre mais fundo na espessura das coisas, das pessoas. Altitude, vontade de ir mais longe no que não se conhece.
Gostei tanto que tenho de ler outra vez.
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Escreveu seis livros: A Carne de Deus (Bertrand), Enciclopédia da Estória Universal (Quetzal - Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco 2010), Os Livros Que Devoraram o Meu Pai (Caminho - Prémio Literário Mari
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Não há muita coisa assim.”
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“Porque viver não tem nada a ver com isso que as pessoas fazem todos os dias, viver é precisamente o oposto, é aquilo que não fazemos todos os dias.” 5 likes
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