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Esteiros
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Esteiros

4.05  ·  Rating details ·  516 ratings  ·  30 reviews
«Para os filhos dos homens que nunca foram meninos escrevi este livro.»
«Esteiros. Minúsculos canais, como dedos de mão espalmada, abertos na margem do Tejo. Dentro das mãos avaras dos telhais, que roubam nateiro às águas e vigores à malta. Mãos de lama, que só o rio afaga;»
Gineto, Gaitinhas, Malesso, Maquineta, tantos outros, são os operários-meninos dos telhais à beira do
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Hardcover, 189 pages
Published 1994 by Editores Reunidos, Lda. (first published 1941)
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Nelson Zagalo
Oct 05, 2018 rated it really liked it  ·  review of another edition
Shelves: literature, portugal
Não é um grande livro, mas é uma grande obra. “Esteiros” foi publicado em 1941, como primeiro e único romance de Soeiro Pereira Gomes, num país em que a produção cultural era um luxo reservado a poucos, criava-se muito pouco e o que se criava focava-se mais na arte pela arte do que na realidade. A isso não era também alheio o facto de se viver sob um regime ditatorial que controlava a elite intelectual e todos os canais de veiculação cultural. Deste modo, se artisticamente podemos apontar várias ...more
Luís C.
Published in 1941, "Esteiros", has characters inspired by reality: Gaitinhas, Guedelhas, Gineto, Maquineta and Sagui, are "the children of men who were never boys", dedication of the author to open the novel. The work, one of the most emblematic of the Portuguese neorealist movement, is written in an accessible but careful language, with simple sentences, privileging the direct discourse to give voice to the oppressed.

The reality of a poor, hopeless country, where more than half the population
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Ana
Mar 01, 2013 rated it really liked it  ·  review of another edition
Shelves: good-books
Este livro foi uma boa surpresa. Gosto sempre quando isso acontece.
Não ficou (ainda pelo menos) a ser um dos meus autores favoritos, mas a escrita de Soeiro Pereira Gomes tem algo de particular e de distintivo. A história tem um ritmo muito próprio, e agradou-me bastante esta forma de escrever.

Para além da escrita, temos aqui uma história muito realista, que retrata as duras condições de miséria e de pobreza em que a maior parte da população portuguesa viveu durante anos a fio. Centrando-se nas
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Rui Alves de Sousa
Retrato da miséria e dos problemas de vida levantados pela pobreza e pelas condições precárias de sobrevivência, "Esteiros" conta a história de um grupo de miúdos que se aventura entre as maiores fantasias aventureiras e as duras condições em que vivem. Com a escrita amargamente bela de Soeiro Pereira Gomes, tomamos contacto com uma realidade portuguesa que nos faz pensar sobre o passado e o presente do país, através do olhar trágico destas crianças. Pode-se dizer que "Esteiros" é a versão aprim ...more
Ricardo Gomes
Nov 13, 2015 rated it really liked it  ·  review of another edition
"Mas a voz afasta-se. Gaitinhas-cantor vai com o Sagui correr os caminhos do mundo à procura do pai. E quando o encontrar, virá então dar liberdade ao Gineto e mandar para a escola aquela malta dos telhais-moços que parecem homens e nunca foram meninos."
Margarida
Sep 07, 2014 rated it it was amazing  ·  review of another edition
O retrato do trabalho infantil nos esteiros do rio Tejo, onde Gaitinhas, Gineto, Coca, Pirica, Malesso, Sagui, Maquineta e Guedelhas sobrevivem. Soeiro Pereira Gomes dedica-lhes este romance: 'Para os filhos dos homens que nunca foram meninos escrevi este livro'.
Lido na adolescência, relido agora. Para não esquecer esses tempos. E o sonho de Gaitinhas. Assim termina este romance: 'Gaitinhas-cantor vai com o Sagui correr os caminhos do mundo, à procura do pai. E, quando o encontrar, virá então da
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O Dia da Liberdade - Silvia Reis
Gosto muito de Soeiro Pereira Gomes. As personagens, em especial os miúdos, a descrição de realidades tão longe mas tão perto de um Portugal que tem que evoluir para também se tornar mais humano. Cada vez que leio Pereira Gomes, penso nos meus avós e em como era uma vida díficil.
Não consigo decidir se gosto mais de Esteiros ou Engrenagem mas aconselho a leitura de ambos.
Ana Dias
Aug 12, 2014 rated it it was amazing  ·  review of another edition
Shelves: mines, inherited
Li esta obra num exemplar muito velhinho que pertencia à minha mãe (que o leu porque era obrigatório na escola). As letras são miudinhas, o papel é amarelo, as folhas estão-se a descolar,... e isso tornou a leitura ainda mais especial.

É efetivamente um livro triste, que relata histórias de miseráveis crianças que trabalham de sol a sol e não vão à escola, mas uma tristeza que é preciso ser divulgada e não esquecida.

Como disse anteriormente, esta era uma leitura obrigatória no tempo dos meus pai
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Ana
Apr 07, 2010 rated it it was amazing  ·  review of another edition
Recommends it for: everyone!
Shelves: classics, portuguese
This book is very special to me. I stumbled upon this book when I was a little girl, maybe 7 or 8 years old. I can perfectly remember the book, which was in a very bad shape, poor little thing. A lot of pages were missing. Yet, I liked it so much that I would read it anyway. A few years later I decided to finally buy the book and read the whole story. Obviously, I loved it. And until today I still love this book. It tells the heart-breaking story of little boys who were so poor they had to work ...more
Ines
Aug 06, 2009 rated it it was amazing  ·  review of another edition
Um dos mais belos livros livros para ler e reler, para abrir de vez em quando, ao acaso, e aprender sempre.
Joao Baptista
Oct 23, 2016 rated it it was amazing  ·  review of another edition
Esteiros, de Soeiro Pereira Gomes

Publicado em 1941, “Esteiros” é uma das obras mais marcantes do chamado neo-realismo português, que li com imenso gosto.
O romance traça um quadro impressivo da vida ribeirinha na zona de Alhandra, por volta dos anos 40, designadamente do trabalho infantil e juvenil nos esteiros («minúsculos canais, como dedos de mão espalmada, abertos na margem do Tejo. Dedos das mãos avaras dos telhais, que roubam nateiro às águas e vigores à malta. Mãos de lama, que só o rio af
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Isabel Ferreira
Jan 21, 2018 rated it it was amazing  ·  review of another edition
Leitura obrigatória. Um grande clássico da literatura portuguesa e um retrato muito realista das vivências da época.
Maria
Mar 01, 2012 rated it it was amazing  ·  review of another edition
Grande livro (embora tão pequenino em tamanho)!

A vida era assim para tanta gente...
Sónia
Jan 09, 2019 rated it really liked it  ·  review of another edition
3.5 / 3.75
Este livro foi-me recomendado no ano passado, numa conversa fantástica sobre literatura e cultura (obrigada sr. Jorge!). Na altura, li o último parágrafo do livro, coisa que nunca faço, mas fiquei intrigada. E realmente ainda bem que fiquei, porque este livro mereceu a minha devida atenção e é um livro fácil de ler. Mostra a todas as pessoas o quão difícil podia ser a vida de simples miúdos que eram submetidos a trabalhos duros, quando os conseguiam arranjar, e a maneira de como é qu
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Gonçalo
"Esteiros. Minúsculos canais, como dedos de mão espalmada, abertos na margem do Tejo. Dedos das mãos avaras dos telhais que roubam nateiro às águas e vigores à malta. Mãos de lama que só o rio afaga"

"Ruas apinhadas de gente, barracas atochadas de bugigangas. E o povo a passear desejos... E os feirantes a aguardar esperanças..."
(Capítulo III)

"Festejavam a noite que lhes trazia, nas dobras do manto negro, repouso e esquecimento. Noite que era o seu dia."
(Capítulo V)
R.B.
Oct 24, 2016 rated it really liked it  ·  review of another edition
A história dos filhos dos homens que nunca foram meninos, ou o livro escrito para os filhos dos homens que nunca foram meninos, como o autor se refere à obra. Lendo o livro depressa se percebe o ciclo que faz com que os filhos dos homens que nunca foram meninos, no Portugal da década de 40, são também eles homens que nunca foram meninos.

Vivemos em tempos estranhos. Vivemos em tempos de revivalismo de várias coisas. Com a intervenção e o governo pafista vivemos tempos de revivalismo de algo que e
...more
Tiago Filipe Gonçalves
Esteiros é a narrativa de um ano (dividido pelas suas estações - Outono, Inverno, Primavera e Verão) na vida de Gaitinhas, Gineto e companhia, garotos que habitam na vila de Alhandra e aos quais foram tirados, precocemente, de tão novos que são, todos os sonhos que tinham ainda para sonhar. Soeiro Pereira Gomes, o autor da obra, fora inspirado pela triste e dura realidade de anónimas crianças que observava através da janela da sua casa, na mesma vila onde a acção decorre, utilizando-as como mode ...more
Vasco Ribeiro
Dec 05, 2014 rated it really liked it  ·  review of another edition
Shelves: read-in-2014
Livro triste que conta a história de meninos operários que misturam as suas traquinices com o dever e a responsabilidade mesmo que cumprido de má vontade. Meninos a crescer mesmo que não tenham direito a isso. Anos 40 do séc XX, o autor mostra neste romance de 1941 as suas preocupações sociais e simpatias pelo comunismo. Até admira o Esdtado Novo deixar publicar o livro.
Há sensibilidae poética e episódios que são comoventes e dramáticos documentos sociais, especialmmente a morte da mãe do gaitin
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Vasco
Oct 08, 2009 rated it it was amazing  ·  review of another edition
Shelves: novels
Mais do que um belo romance, “Os Esteiros” é uma genialidade das artes plásticas. Soeiro Pereira Gomes traça o retrato de uma geração, com o auxílio de letras e palavras, conjugando mais do que um mundo em cada oração: o realismo das descrições, da caracterização dos personagens e do universo; o existencialismo dos sentimentos, das angústias e sonhos do indivíduo, condicionantes da sua perceção do real; o impressionismo, porque no meio da realidade fielmente descrita, o romance foca o elemento p ...more
Gcardoso
Dec 30, 2016 rated it it was amazing  ·  review of another edition
Adorei! Livro obrigatório para quem é de Alhandra devido à beleza como é descrita, sobretudo, a área ribeirinha!
Por vezes muito triste porque retrata a pobreza e a vida dura da época.
Acabada a leitura fiquei imediatamente com saudades do Gineto, Gaitinhas, Maquineta, Guedelhas, Sagui e restantes amigos - "...moços que parecem homens e nunca foram meninos".
Bic
Apr 17, 2016 rated it it was ok  ·  review of another edition
O autor tem limitações. É preconceituoso a compor as personagens. Se burguesas são apresentadas em pinceladas impressionistas grosseiras. Se pobres invocam simpatia, por sãs virtudes.
Foi por isto que o detestei à primeira. É por isso que anda nos programas de Português dos adolescentes. Esquerdóide tirado a fôrma.
Bic
Apr 21, 2016 rated it liked it  ·  review of another edition
Shelves: estante
O autor tem limitações. É preconceituoso a compor as personagens. Se são burguesas são apresentadas em pinceladas impressionistas grosseiras. Se são pobres invocam simpatia, por virtude sã.
Foi por isto que o detestei à primeira. É por isso que anda nos programas de Português dos adolescentes. Esquerdóide tirado a fôrma.
Mimi Fernandes
One of my favourite books!
Carolina
Dec 17, 2012 rated it really liked it  ·  review of another edition
Shelves: 4, portugal
"... moços que parecem homens e nunca foram meninos."
Victor
May 16, 2015 rated it it was amazing  ·  review of another edition
romance neorealista, datado na forma, mas nem por isso desactual na mensagem base da exploração humana.
Cristina
Um bocado complicado de ler na altura, principalmente quando se tem de fazer um trabalho sobre ele para apresentar ao professor de português.
France SM
Mar 26, 2011 rated it it was amazing  ·  review of another edition
Um dos livros que que li na minha infância e mais me marcou.
Hugo Filipe
Tenho a certeza que na altura da publicação foi um livro marcante mas agora acusa demasiado o passar dos anos.
Filipa
rated it it was amazing
May 10, 2009
Jactaxi Cdo
rated it it was amazing
Nov 14, 2018
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Joaquim Soeiro Pereira Gomes nasceu em 1909, em Gestaçô, concelho de Baião, distrito do Porto.

Viveu em Espinho, dos 6 aos 10 anos de idade, onde recebeu a instrução primária e onde passou o Verão nos primeiros anos da sua vida.

Sendo filho de agricultores decidiu estudar na Escola de Regentes Agrícolas de Coimbra, onde tirou o curso de Regente Agrícola, e, quando finalizou os estudos, viajou para A
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