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Se Eu Fosse Chão
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Quando os hóspedes de um hotel são personagens da história portuguesa em diversas épocas.
«Um hotel é um mundo pequeno feito à imagem do outro maior. Nós garantimos que a escala permaneça justa, sem nada aumentar ou reduzir. Não nos peçam para corrigir o que vai torto ou torcer o que anda certo. Servimos os nossos hóspedes e damos-lhes a importância que merecem, ou que pode ...more
«Um hotel é um mundo pequeno feito à imagem do outro maior. Nós garantimos que a escala permaneça justa, sem nada aumentar ou reduzir. Não nos peçam para corrigir o que vai torto ou torcer o que anda certo. Servimos os nossos hóspedes e damos-lhes a importância que merecem, ou que pode ...more
Paperback, 1, 127 pages
Published
May 2015
by Dom Quixote
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This book started by touching me less than the Author's previous ones, but then, as I plodded through it, it became more interesting. I especially loved the way in which the Author organized the book in function of the number of rooms and floors of the hotel, and the fact that he divides the three floors in function of different epochs (1928, 1956, 2015) and that the group of short stories for each floor always ends up with a short story centred in one of the hotel's employees... In the end, alt
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Os livros fazem-me pensar sobre o que li, sobre os locais onde me levaram, o que senti quando lá cheguei. Penso sobre o que se escreveu e imagino o modo como foi escrito. E, por vezes, leio livros em que o que não se escreve, o que não se diz também conta. Porque me oferece uma viagem diferente, em que participo, à boleia de tantos inícios e possibilidades.
“Se eu fosse chão” é o meu livro preferido do Nuno. Chegada ao fim quis voltar ao início e experimentar todas as novas possibilidades de cada ...more
“Se eu fosse chão” é o meu livro preferido do Nuno. Chegada ao fim quis voltar ao início e experimentar todas as novas possibilidades de cada ...more
"Se eu fosse chão" é uma obra que se lê de uma só vez. É passado no Palace Hotel, onde percorremos os seus quartos e conhecemos alguns dos seus peculiares hóspedes, através de curtas passagens sobre cada um deles. Algumas personagens são interessantes e o texto está muito bem escrito, no entanto, não consigo propriamente deslindar o propósito do livro nem o que ele me trouxe de novo. Foi uma leitura agradável e nada mais do que isso, daí as 3 estrelas. Fiquei, ainda assim, curiosa para ler mais
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Nuno Camarneiro habituou-nos a histórias aparentemente banais, do dia-a-dia, que têm na base da sua vulgaridade a própria condição humana. Este livro não é excepção. Mantém também uma sensação de proximidade com as personagens. São quartos de um hotel, são histórias de gente que por lá passa, pequenos momentos... Entre amores e desamores, desesperos e suicídios, manias e obsessões, fragmentos de vida desenrolam-se sob o nosso olhar atento. Mais do que cada instante descrito a cada pequeno capítu
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Um hotel, 3 andares, 17 quartos por piso, 50 quartos ocupados. 50 mini-histórias de quartos ocupados, 4 mini-histórias de alguns trabalhadores do Hotel.
Os 3 andares dividem-se em três anos, o que leva o leitor a percorrer vagamente a história do país, pequenas histórias de leitura rápida.
As minhas mini-histórias preferidas são Alexandre, ascensorista em 1928 (piso 1), A mulher que sobreviveu em 1956 (piso2) e a da Rita, camareira em 2015 (piso3).
Os 3 andares dividem-se em três anos, o que leva o leitor a percorrer vagamente a história do país, pequenas histórias de leitura rápida.
As minhas mini-histórias preferidas são Alexandre, ascensorista em 1928 (piso 1), A mulher que sobreviveu em 1956 (piso2) e a da Rita, camareira em 2015 (piso3).
É o terceiro livro que eu leio desse escritor. Gosto muito de sua escrita.
Nesse livro, cada capítulo tem 2 páginas e nos apresenta para cada um dos hóspedes de um hotel em Portugal. Ele escolheu 3 momentos no tempo: 1928, 1956 e 2015. E, em cada momento, ele descreve o que acontece em cada quarto e quem são os hóspedes.
Achei interessante, porque eu já me perguntei, ao percorrer corredores de hotéis onde fiquei hospedada, quem ocupava cada quarto por trás daquelas portas fechadas.
Existem históri ...more
Nesse livro, cada capítulo tem 2 páginas e nos apresenta para cada um dos hóspedes de um hotel em Portugal. Ele escolheu 3 momentos no tempo: 1928, 1956 e 2015. E, em cada momento, ele descreve o que acontece em cada quarto e quem são os hóspedes.
Achei interessante, porque eu já me perguntei, ao percorrer corredores de hotéis onde fiquei hospedada, quem ocupava cada quarto por trás daquelas portas fechadas.
Existem históri ...more
Nunca tinha lido nada do autor e parece-me que este não é o livro certo para uma primeira apresentação. Gostei da maneira de escrever do Nuno, mas as pequenas histórias, na sua grande maioria, não me deixaram satisfeita, não por serem curtas, mas por deixarem demasiado a adivinhar, como se fossem páginas arrancadas de um livro maior ou contos inacabados (houve apenas umas poucas que achei bem conseguidas). E porque as histórias nunca se cruzam (algo que estava à espera que acontecesse, uma vez q
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Reconheço ter precisado de um tempinho para "entrar", tanto mais que vou lendo várias coisas, e esta leitura exige uma grande contenção enquanto leitora - concentração máxima, máxima absorção... e bora mudar de quarto! Cada micro conto - novo espaço, novas vidas de passagem.
Progressivamente fiquei presa... O Nuno escreve bem, dá o peso certo à frase, não há desperdícios narrativos.
Mesmo passado em três épocas, gosto da ideia que o espaço é assim um bocadinho "Grand Budapest Hotel" meets "Hotel A ...more
Progressivamente fiquei presa... O Nuno escreve bem, dá o peso certo à frase, não há desperdícios narrativos.
Mesmo passado em três épocas, gosto da ideia que o espaço é assim um bocadinho "Grand Budapest Hotel" meets "Hotel A ...more
Que saudades daquela vez que li "No meu peito não cabem pássaros". Era isso que eu esperava encontrar aqui neste "Se eu fosse chão". Mas isso é quase impossível, bem sei....
É como encontrar, por acaso, num país estrangeiro uma pessoa conhecida e depois voltar a esse mesmo país passado vários anos, ir ao local onde se deu o encontro, e esperar vê-la lá sem combinar nada previamente.
Digo que é quase impossível porque sem borges, sem pessoa e sem kafka, como acontece "No meu peito não cabem pássa ...more
É como encontrar, por acaso, num país estrangeiro uma pessoa conhecida e depois voltar a esse mesmo país passado vários anos, ir ao local onde se deu o encontro, e esperar vê-la lá sem combinar nada previamente.
Digo que é quase impossível porque sem borges, sem pessoa e sem kafka, como acontece "No meu peito não cabem pássa ...more
Cada quarto do Hotel Palace conta uma história, duas páginas, uma, duas personagens; em 1928, o professor António de Oliveira está no quarto 102, prestes a tomar uma grande decisão; em 1956, no quarto 204, Alison e Elizabeth vivem o seu amor; em 2015, João de Deus pensa em 'quinar' no quarto 307.
Micro-histórias que se lêem num fechar de olhos, divertidas, comoventes, sarcásticas, solitárias; a vida como ela é.
É o terceiro livro de Nuno Camarneiro que leio.
Micro-histórias que se lêem num fechar de olhos, divertidas, comoventes, sarcásticas, solitárias; a vida como ela é.
É o terceiro livro de Nuno Camarneiro que leio.
Quando a expectativa com um autor é alta, como a minha era depois dos livros anteriores do Nuno Camaerneiro, a coisa tem tendência a não correr tão bem.
Sendo que à partida não sou fã de histórias breves e isso não ajuda também, este livro acabou por ser uma pequena desilusão.
O estilo de escrita está lá todo e gosto mesmo muito! O problema é o resto.
Venha o próximo Nuno. Rápido!
Sendo que à partida não sou fã de histórias breves e isso não ajuda também, este livro acabou por ser uma pequena desilusão.
O estilo de escrita está lá todo e gosto mesmo muito! O problema é o resto.
Venha o próximo Nuno. Rápido!
Este é um Livro de Contos e que realmente nos faz pensar que há tanta coisa que se passa e tanta coisa que se desconhece atrás da porta de cada quarto de hotel, achei interessante a divisão das histórias pelas três diferentes épocas, sempre o mesmo hotel, mas as histórias foram ficando diferentes, mas muito similares. Leitura rápida, muito leve e agradável.
Para mim, cada pequeno capítulo é, na realidade, um ponto de partida para muitas histórias possíveis. Se os quartos são a pequena parte da história das personagens que o autor nos fornece, então o hotel não é mais do que aquilo que nós criamos, na nossa imaginação, relativamente ao futuro e passado das personagens em questão. Gostei bastante.
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Nuno Camarneiro nasceu em 1977. Natural da Figueira da Foz, licenciou-se em Engenharia Física pela Universidade de Coimbra, onde se dedicou à investigação durante alguns anos.
Foi membro do GEFAC (Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra) e do grupo musical Diabo a Sete, tendo ainda integrado a companhia teatral Bonifrates. Trabalhou no CERN (Organização Europeia para a Investigação N ...more
Foi membro do GEFAC (Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra) e do grupo musical Diabo a Sete, tendo ainda integrado a companhia teatral Bonifrates. Trabalhou no CERN (Organização Europeia para a Investigação N ...more
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