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Instantâneos: fragmentos da memória
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Instantâneos: fragmentos da memória

really liked it 4.0  ·  Rating details ·  9 Ratings  ·  3 Reviews
Uma coletânea de pequenos contos, captando instantes fugazes no tempo, pequenas situações da vida diária, recordações da infância e hesitações da velhice, quase que evocando as fotografias instantâneas que se tiram e fixam aquela expressão inesperada de felicidade ou aquele momento especial de emoção! Contado num tom quase pessoal, intimista, narrado muitas vezes na primei ...more
ebook, 96 pages
Published February 17th 2014 by INDEX ebooks
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João Roque
Mar 13, 2014 rated it really liked it
Shelves: contos
Ler um primeiro livro de um autor que conhecemos pessoalmente e de quem somos particular amigo, nem sempre é fácil.
A situação piora quando o autor, neste caso a autora, Margarida Leitão, nos privilegia com frequentes consultas sobre um texto ou outro, sobre uma história ainda de contornos não completamente definidos e nos pede uma opinião concreta e sincera.
Quando sentimos que contribuímos, de uma forma indirecta, é certo, para o aparecimento dessa obra, pois demos à autora o “empurrão” decisivo
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Miguel
Feb 17, 2014 rated it it was amazing
Shelves: contos
Quarenta e duas pequenas histórias, algumas delas com endereço, onde se cruza a minúcia da memória com o voo livre da ficção. O tom é sensível e luminoso, a escrita absolutamente irrepreensível.
Eduardo de Souza Caxa
Apr 12, 2016 rated it it was amazing
A Margarida escreve maravilhosamente - não há outra forma de dizê-lo!

Crônicas cativantes... os contos dedicados aos amigos... - como consegue tanta inspiração? Que força estranha é essa que a leva cantar desse jeito tão bom?

E pra mim, brasileiro, o "sotaque" de Portugal deixa a leitura ainda mais atraente. Mais além: a obra consquistou leitores no Brasil, Portugal, Espanha, França, EUA, Alemanha, Argentina, Reino Unido, Turquia, México, Itália, Suíça, Romênia, Tailândia, Hungria, Eslovênia, Can
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Tânia Tanocas
rated it liked it
Oct 31, 2014
Moureco
rated it liked it
Mar 04, 2014
Patrícia
rated it liked it
Nov 24, 2016
João
rated it really liked it
Feb 11, 2014
Pedro Xavier
rated it it was amazing
Aug 08, 2014
Marco
rated it really liked it
Mar 26, 2014
Lídia
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Feb 17, 2014
Vanda
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Feb 17, 2014
Fernando Sousa
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Apr 06, 2014
Guida Pinto Ricardo
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Jul 15, 2014
Ana Lúcia
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Jul 16, 2014
Manuela Gonzaga
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Jul 18, 2014
Cleiton
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Dec 02, 2014
Sara Barbosa
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Dec 07, 2017
João Ferreira
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Aug 28, 2018
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Margarida Leitão nasceu em Angola, cresceu entre a cidade de Viseu e a aldeia da avó; aos dezoito anos mudou-se para Lisboa. Atualmente, partilha um apartamento na margem sul com três gatas e uma tartaruga. Participou em duas edições do "Pixel – concurso de pequenas histórias lgbt", cuja coletânea foi publicada pela INDEX ebooks. Ganhou o gosto e começou a escrever contos. Foi pedindo títulos a am ...more
“A rapariga tinha uma mancha roxa na face esquerda. Começava na pálpebra, descia pela maçã do rosto e terminava num pingo de cor junto ao queixo. Era como se Deus tivesse brincado com o tubo de guache e, a dado momento, tivesse carregado com um pouquinho mais de força, derramando um feixe de cor na pele alva.
O rapaz tinha seis dedos na mão direita. Junto ao dedo mindinho, existia, mais pequeno, um outro. Talvez Deus se tivesse entusiasmado a brincar no barro e tivesse resolvido moldar um dedo extra à sua criação.
Ele deslizou a mão de seis dedos pela face esquerda dela, como um dedilhar suavíssimo nas teclas de um piano, tocando uma melodia quase inaudível, ou a espuma que sobeja numa onda rasteira e deixa um beijo tímido na areia.
Ela fechou os olhos e esperou. Com a ponta dos dedos, ele desenhou a ternura naquela tela violácea, num coração cheio de amor e numa flor cujo caule terminava no canto dos lábios.
Observo-os da janela, entre tragos de uma bebida. Protegiam-se da intempérie debaixo do toldo do bar. Antes de terem aparecido para se abrigarem da chuva, o anoitecer caía negro, chuvoso e triste.
Naquele momento, como um fio de cor que escorrega por uma lata de tinta, de entre os seis dedos do rapaz que amavam a mancha roxa da rapariga, o amor explodiu num sorriso cor-de-rosa que coloriu os lábios dela e fez cintilar os olhos azuis dele.”
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