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Corpo de Baile #2

No Urubuquaquá, no Pinhém

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Este livro faz parte do volume Corpo de baile, dividido por decisão do próprio autor em três livros (os outros são Manuelzão e Miguilim e Noites do sertão). Inclui as novelas 'O recado do morro', que conta a história de uma canção a formar-se, e 'Cara-de-bronze', que refere-se à poesia, além do romance 'A estória de Lélio e Lina'. Prêmio Jabuti de Produção Gráfica (menção honrosa) em 2002.

314 pages, Paperback

First published January 1, 1956

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About the author

João Guimarães Rosa

92 books661 followers
João Guimarães Rosa (27 June 1908 - 19 November 1967) was a Brazilian novelist, considered by many to be one of the greatest Brazilian novelists born in the 20th century. His best-known work is the novel Grande Sertão: Veredas (translated as The Devil to Pay in the Backlands). Some people consider this to be the Brazilian equivalent of Ulysses.

Guimarães Rosa was born in Cordisburgo in the state of Minas Gerais, the first of six children of Florduardo Pinto Rosa (nicknamed "seu Fulô") and D. Francisca Guimarães Rosa ("Chiquitinha").
He was self-taught in many areas and from childhood studied many languages, starting with French before he was seven years old.
Still a child, he moved to his grandparents' house in Belo Horizonte, where he finished primary school. He began his secondary schooling at the Santo Antônio College in São João del Rei, but soon returned to Belo Horizonte, where he graduated. In 1925, at only 16, he applied for what was then called the College of Medicine of Minas Gerais University.
On June 27, 1930, he married Lígia Cabral Penna, a girl of only 16, with whom he had two daughters, Vilma and Agnes. In that same year he graduated and began his medical practice in Itaguara, then in the municipality of Itauna, in Minas Gerais, where he stayed about two years. It is in this town that he had his first contact with elements from the sertão (semi-arid Brazilian outback), which would serve as reference and inspiration in many of his works.
Back in Itaguara, Guimarães Rosa served as a volunteer doctor of the Public Force (Força Pública) in the Constitutionalist Revolution of 1932, heading to the so-called Tunel sector in Passa-Quatro, Minas Gerais, where he came into contact with the future president Juscelino Kubitschek, at that time the chief doctor of the Blood Hospital. Later he became a civil servant through examination. In 1933, he went to Barbacena in the position of Doctor of the 9th Armed Battalion (Official Médico do 9º Batalhão de Infantaria). Most of his life was spent as a Brazilian diplomat in Europe and Latin America. In 1938 he served as assistant-Consul im Hamburg, Germany, wher he met his future second wife, the Righteous Among the Nations Aracy de Carvalho Guimarães Rosa
In 1963, he was chosen by unanimous vote to enter the Academia Brasileira de Letras (Brazilian Academy of Letters) in his second candidacy. After postponing for 4 years, he finally assumed his position only in 1967: just three days before passing away in the city of Rio de Janeiro, victim of a heart attack. His masterpiece is The Devil to Pay in the Backlands. In this novel, Riobaldo, a jagunço is torn between two loves: Diadorim, supposedly another jagunço, and Otacília, an ordinary beauty from the backlands. Following his own existential quest, he contemplates making a deal with Lucifer in order to eliminate Hermogenes, his nemesis. One could say that Sertão (the backlands) represents the whole Universe and the mission of Riobaldo is to pursue its travessia, or crossing, seeking answers for the metaphysical questions faced by mankind. In this sense he is an incarnation of the classical hero in the Brazilian backlands.
Guimaraes Rosa died at the summit of his diplomatic and literary career. He was 59.

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Displaying 1 - 10 of 10 reviews
Profile Image for Carmo.
729 reviews572 followers
March 7, 2022
O Recado do Morro- Um recado que atravessa toda a história através de várias vozes e de diferentes formas, e que o destinatário só se apercebe que lhe é destinado no final da história. O destinatário e eu também. Até ali só percebi ser o relato de uma travessia; geográfica e meticulosamente traçada (qualidade inequívoca de Guimarães Rosa) e em paralelo, uma travessia pelo intimo das personagens, de origem, personalidade e postura tão dispares.

No Urubuquaquá, no Pinhém- Foi uma das histórias mais complicadas de ler e entender que já li deste autor. Narrada em diversos ritmos, por vezes quase, ou mesmo teatral, numa profusão de vozes e na costumeira linguagem que nenhum dicionário ajudaria a decifrar. Há que ler e reler e agarrar o significado no contexto da frase. Se tal for possível...
Abreviando, Cara-de-Bronze, o proprietário da fazenda Urubuquaquá é um homem que vive recluso no seu quarto e envia vaqueiros a ver mundo em substituição dos seus olhos, mas não pode ser qualquer um, tem que ser alguém que saiba ver mais que um olhar ligeiro, tem que ser alguém que abarque a poesia das coisas. No final não sabemos se o viajante está a contar para o Cara-de-Bronze, ou para ele próprio.

A História de Lélio e Lina- Ou uma apredizagem de amor e carinho, da forma mais pura e bonita que se possa imaginar. O mundo precisa de mais histórias como esta.
Profile Image for Monique Gerke.
311 reviews31 followers
April 9, 2019
Foi um começo difícil. Tanto nos dois contos, quanto no romance. Eu que só conheço o português, me aventurar pelo “guimaranês” foi um desafio, que exigiu uma atenção redobrada e muita concentração. E isso que não é o meu primeiro livro dele. Mas eu sempre esqueço dessa dificuldade inicial, pq no final só lembro das belezas da leitura rsrs
Com ‘No Urubuquaquá, no Piquém’ não foi diferente, mas aí eu fui pegando o ritmo, e a leitura foi fluindo, “os gerais” foram ficando mais próximos, as veredas, familiares, e quando eu dei por mim, já estava até falando miudinho, ocê sabe? p’ra não carecer de ficar pra trás.
As três estórias são muito boas. Gosto dessa realidade criada, onde tudo é tão intenso. Tão diferente. Tão único. Gosto do ambiente. Dos personagens. Da paisagem. E por fim, do deslumbramento que me causa toda vez que leio as palavras inventadas: bonitinhamente. Vê se eu posso com isso?
Ou com esse trecho: “o amor era isso — lãodalalão — um sino e seu badaladal.” Pag. 245
É isto. Amo forte, daquelas coisas que a gente ama sem saber explicar muito bem o porquê.
.
Outra mineirinha disse em um poema “Quem entender a linguagem entende Deus/ cujo filho é Verbo. Morre quem entender.” Olha. Vou dizer mais nada, fora que Rosa estava no caminho.


Ps: Percebi que no romance ‘A estória de Lélio e Lina‘ teve uma referência direta ao Miguilim (uma das estórias do primeiro livro do Corpo de baile), será que perdi mais coisa pelo caminho?
Ps1: Ler o artigo do Paulo Rónai no prefácio: mas assusta do que incentiva, viu.
Profile Image for Iago.
39 reviews1 follower
October 16, 2023
Impossível não se fascinar com as sutilezas da prosa de Guimarães Rosa, esse artífice da palavra. Fui muito impactado pelas nuances das três estórias que compõem este segundo volume de Corpo de Baile. Dentre elas, foi muito especial o conto "Cara-de-bronze", experimental, elíptico, no qual o modo em que se busca o tempo perdido nos surpreende, conferindo grande beleza à narrativa. As indagações sobre o amor em "A estória de Lélio e Lina" e a progressiva enunciação dos mistérios em "O recado do morro" possuem igualmente as marcas do gênio de Guimarães Rosa.

Certamente, um dos melhores livros que li na minha vida.
Profile Image for Helena.
6 reviews3 followers
November 14, 2025
como pode: cada livro do guimarães rosa ter todas coisas que existem…
Profile Image for Caio Silva.
38 reviews1 follower
February 23, 2019
Como sempre, Rosa consegue nos mostrar uma visão à partir de uma "terceira margem do rio". Tudo o que não é acaba sendo e o que é acaba não sendo. Rancière, certa vez, sobre "Primeiras Estórias" falou algo como "é o momento em que o 'acontece' está sempre próximo do 'não acontece'". Talvez o mesmo valha para os contos/poemas de "No Urubuquaquá, no Pinhém".

O livro conta com textos muito estudados, como Cara-de-bronze, em que o vaqueiro Grivo é escolhido pelo fazendeiro seu patrão para ir em busca da poesia. Afinal, o que são os leitores de Rosa, e talvez o próprio poeta, senão vários "Grivo", em busca do "quem das coisas"?

Além disso, há a forma de tentar mostrar o que é tradicionalmente apagado na modernidade, como a sabedoria dos loucos, velhos e crianças. Algo que fica quase claro em "O Recado do Morro", um conto cheio de mistérios facilmente descobertos, porém com um final enigmático que deixa duas possibilidades de escolha (o que vai depender da forma como o leitor trata seus problemas, talvez).

Sobre "A estória de Lélio e Lina", fica até difícil comentar. Possivelmente é a estória que mais me tocou até o momento em todo o "Corpo de Baile". Com toda a sabedoria de Lina e de (quase?) todas as mulheres da estória. Enquanto os homens lutam em suas prisões internas construídas por força maior - não que seja muito diferente das mulheres.

É um livro que com certeza relerei, bem como todo o "Corpo de Baile". Guimarães Rosa é assim: cada releitura transforma-se de tal modo que explode dentro da gente, com um rebrilho de conforto e sossego.
Profile Image for Luciana Grimm.
164 reviews1 follower
February 9, 2025
Adoro Guimarães Rosa, mas esse foi o livro do autor mais difícil que já li (mais até que o Grande Sertão).
Apesar da escrita de Rosa ser difícil de acompanhar, depois que a gente entra no universos dos Gerais, fica difícil sair. A linguagem empregada pelo autor é de uma belezura só.
A história de Lélio e Lina é linda.
O recado do morro apresenta uma linguagem ainda mais difícil que as demais.
Deixe-se levar pelas palavras de Rosa, não é necessário entender tudo, o interessante é se deixar envolver pela linguagem e se transportar para os Gerais.
Profile Image for Ricardo.
260 reviews
February 19, 2023
vol. 2 de corpo de baile com 3 novelas. o recado do morro é a melhor aqui. a inspiração de um homem com transtornos mentais percorre o sertão na boca de outros "loucos", o que gera uma canção popular que muda a vida de um sertanejo. show

a novela cara de bronze é misteriosa e emocionante quando compreendida.
a vontade de lélio de estar sempre recomeçando sua vida em novas paragens na 3ª novela (a história de lélio e lina) é tocante.
Profile Image for Víctor Sampayo.
Author 2 books50 followers
November 26, 2013
Entre paisajes campiranos, bucólicos, descritos con una poesía que además es lenguaje, algo que recuerda un poco a José Lezama Lima, y acaso a un hipotético Faulkner, si acaso el estadounidense hubiese nacido más de 10 mil kilómetros hacia el sur y hubiese crecido entre paisajes tan desérticos y exuberantes como los sertones brasileños, pero no, Joao Guimarães Rosa conforma tres novelas cortas en Urubuquaquá (que emergiera a la luz originalmente en 1956 con el nombre de Corpo de Baile) que anteceden a la compleja y deslumbrante Gran Sertón: Veredas, y que yo, incapaz de aprehender con palabras, ya no digamos con el simple vistazo de un lector común, caigo en la tentación de querer emparentar con los textos de otros autores, demostrando con ello una tendencia hacia la facilonería de una comprensión análoga que me tranquilice, cosa que jamás ocurrirá con Guimarães Rosa, pues apenas uno cree que ha descubierto el secreto de su estilo, exuberante como la más lujuriosa construcción barroca, él saca de la chistera una nueva imagen, aún más inesperada que la anterior, y además, entonada a la manera de las canciones...

Aquí mi reseña completa.
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