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Os Armários Vazios
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O grande romance de Maria Judite de Carvalho, obra central da literatura portuguesa da renovação de meados do século XX, volta aos temas de preferência da autora: a solidão da mulher na cidade. A vida moderna que prende as personagens de Maria Judite de Carvalho ao inferno de viverem sós no meio da multidão.Ficção
Paperback, 152 pages
Published
2011
by Ulisseia
(first published 1966)
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Não se pode gostar das mulheres d'Os Armários Vazios. Amam os homens com loucura e por eles se anulam; deixam-se seduzir pelos amantes das amigas. São traídas e perdoam. Sonham com a independência, recusam o destino das mães e casam sem amor, só por dinheiro. São velhas amargas, que não aceitam a decadência física e se mascaram com ridículas "tintas". São sonhadoras e morrem suspirando por um amor perdido e impossível.
Dora, Manuela, Lisa, Ana, Júlia. Mulheres complicadas e bizarras.
Não se pode g ...more
Dora, Manuela, Lisa, Ana, Júlia. Mulheres complicadas e bizarras.
Não se pode g ...more
Esta é uma leitura escondida nas estantes da literatura portuguesa. Como refere Augustina Bessa-Luís, Maria Judite de Carvalho é uma “flor discreta” da literatura portuguesa.
Antes de mais, este livro pode ser sujeito a interpretações múltiplas. Esta é um livro que nos revela um mundo, um espaço-tempo “sem idade e sem solução”. Tudo é luto, é desluto e é solidão. Para mim, este é o epicentro da narrativa. Pode-se atentar mais para a ideia de amor quanto mais volátil de acordo com cada personagem, ...more
Antes de mais, este livro pode ser sujeito a interpretações múltiplas. Esta é um livro que nos revela um mundo, um espaço-tempo “sem idade e sem solução”. Tudo é luto, é desluto e é solidão. Para mim, este é o epicentro da narrativa. Pode-se atentar mais para a ideia de amor quanto mais volátil de acordo com cada personagem, ...more
(Viver e não perceber)
As portas que batem
nas casas que esperam.
Os olhos que passam
sem verem quem está.
O talvez um dia
Aos que desesperam.
O seguir em frente.
O não se me dá.
O fechar os olhos
a quem nos olhou.
O não querer ouvir
quem nos quer dizer.
O não reparar
que nada ficou.
Seguir sempre em frente
E nem perceber.
As portas que batem
nas casas que esperam.
Os olhos que passam
sem verem quem está.
O talvez um dia
Aos que desesperam.
O seguir em frente.
O não se me dá.
O fechar os olhos
a quem nos olhou.
O não querer ouvir
quem nos quer dizer.
O não reparar
que nada ficou.
Seguir sempre em frente
E nem perceber.
É um livro com passagens muito bonitas, sem dúvida. Passagens estas sobre as quais deveríamos refletir talvez com muito mais cuidado, mas que muitas vezes nos colocamos em modo automático ao encará-las e simplesmente seguimos; e aqui me incluo. Não sei se por não querer me ver naquelas peles, me senti tão sufocada e claustrofóbica. Mas o caso é que me vi, fechei os olhos e fiquei sem ar. Alteridade? É possível que seja o caso. Então o tempo - talvez o grande personagem desta obra em todas as sua
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Acho que esperava alguma lição de moral para estas mulheres, alguma censura, alguma indireta feminista. Agora percebi que ficou melhor assim este livro, que mostra as vontades reais de mulheres que podiam ter existido, irremediáveis, pressionadas para a solidão, repetindo um ciclo cultural de papéis bem definidos, de alienação, de dependência do seu homem, porque na verdade o querem. Ainda que queiramos que o querer das próximas gerações tenha um horizonte maior.
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MARIA JUDITE DE CARVALHO nasceu em Lisboa a 18 de Setembro de 1921. Estreou-se com o livro de contos Tanta Gente, Mariana (1959) e foi galardoada com o Prémio Camilo Castelo Branco pela colectânea As Palavras Poupadas (1961). Além de contos, publicou romances e crónicas, cultivando também o jornalismo. Na sua obra reflecte-se o dramatismo da solidão do mundo urbano, onde há muita gente e pouca alm
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