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Os Armários Vazios
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Os Armários Vazios

3.84  ·  Rating details ·  32 ratings  ·  5 reviews
O grande romance de Maria Judite de Carvalho, obra central da literatura portuguesa da renovação de meados do século XX, volta aos temas de preferência da autora: a solidão da mulher na cidade. A vida moderna que prende as personagens de Maria Judite de Carvalho ao inferno de viverem sós no meio da multidão.Ficção
Paperback, 152 pages
Published 2011 by Ulisseia (first published 1966)
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Teresa
Jul 02, 2018 rated it really liked it
Shelves: n-portugal, 4e
Não se pode gostar das mulheres d'Os Armários Vazios. Amam os homens com loucura e por eles se anulam; deixam-se seduzir pelos amantes das amigas. São traídas e perdoam. Sonham com a independência, recusam o destino das mães e casam sem amor, só por dinheiro. São velhas amargas, que não aceitam a decadência física e se mascaram com ridículas "tintas". São sonhadoras e morrem suspirando por um amor perdido e impossível.
Dora, Manuela, Lisa, Ana, Júlia. Mulheres complicadas e bizarras.

Não se pode g
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Felisberto
Mar 10, 2013 rated it liked it
Esta é uma leitura escondida nas estantes da literatura portuguesa. Como refere Augustina Bessa-Luís, Maria Judite de Carvalho é uma “flor discreta” da literatura portuguesa.

Antes de mais, este livro pode ser sujeito a interpretações múltiplas. Esta é um livro que nos revela um mundo, um espaço-tempo “sem idade e sem solução”. Tudo é luto, é desluto e é solidão. Para mim, este é o epicentro da narrativa. Pode-se atentar mais para a ideia de amor quanto mais volátil de acordo com cada personagem,
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Rosa Ramôa
Jan 01, 2015 rated it really liked it
(Viver e não perceber)

As portas que batem
nas casas que esperam.
Os olhos que passam
sem verem quem está.
O talvez um dia
Aos que desesperam.
O seguir em frente.
O não se me dá.

O fechar os olhos
a quem nos olhou.
O não querer ouvir
quem nos quer dizer.
O não reparar
que nada ficou.
Seguir sempre em frente
E nem perceber.
Camila Vilela De Holanda
É um livro com passagens muito bonitas, sem dúvida. Passagens estas sobre as quais deveríamos refletir talvez com muito mais cuidado, mas que muitas vezes nos colocamos em modo automático ao encará-las e simplesmente seguimos; e aqui me incluo. Não sei se por não querer me ver naquelas peles, me senti tão sufocada e claustrofóbica. Mas o caso é que me vi, fechei os olhos e fiquei sem ar. Alteridade? É possível que seja o caso. Então o tempo - talvez o grande personagem desta obra em todas as sua ...more
Juliana Senra
Aug 31, 2018 rated it really liked it
Acho que esperava alguma lição de moral para estas mulheres, alguma censura, alguma indireta feminista. Agora percebi que ficou melhor assim este livro, que mostra as vontades reais de mulheres que podiam ter existido, irremediáveis, pressionadas para a solidão, repetindo um ciclo cultural de papéis bem definidos, de alienação, de dependência do seu homem, porque na verdade o querem. Ainda que queiramos que o querer das próximas gerações tenha um horizonte maior.
Esteva
rated it really liked it
Nov 19, 2015
Bárbara
rated it it was amazing
Jun 20, 2018
ewa
rated it liked it
Dec 28, 2009
Joana
rated it it was amazing
Apr 17, 2018
Eva
rated it really liked it
May 11, 2015
José Manuel
rated it it was ok
Jun 02, 2017
Alexandre Andrade
rated it really liked it
Dec 30, 2014
Sónia Moreira cabeça
rated it really liked it
May 30, 2016
Fernanda
rated it really liked it
Jun 06, 2018
Cerca
rated it it was amazing
Aug 06, 2017
Catarina
rated it really liked it
May 31, 2013
Ana Lourenço
rated it really liked it
Jan 14, 2014
Samanta
rated it liked it
Dec 31, 2015
Joana Faria
rated it liked it
Nov 14, 2016
Alexandra Reyes
rated it it was amazing
Nov 21, 2017
Ana
rated it really liked it
Oct 10, 2015
Patricia
rated it liked it
Mar 07, 2013
Maria
rated it it was amazing
Feb 07, 2018
Nuno Pereira
rated it really liked it
Aug 31, 2017
Bojidara
rated it it was amazing
Aug 11, 2018
Rute Coelho
rated it really liked it
Aug 22, 2018
Diana  Saraiva de Carvalho
rated it really liked it
Dec 29, 2015
Dagerman
rated it really liked it
Apr 07, 2015
Ricardo
rated it really liked it
Jul 17, 2018
Filipa Cruz
rated it really liked it
Dec 15, 2018
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MARIA JUDITE DE CARVALHO nasceu em Lisboa a 18 de Setembro de 1921. Estreou-se com o livro de contos Tanta Gente, Mariana (1959) e foi galardoada com o Prémio Camilo Castelo Branco pela colectânea As Palavras Poupadas (1961). Além de contos, publicou romances e crónicas, cultivando também o jornalismo. Na sua obra reflecte-se o dramatismo da solidão do mundo urbano, onde há muita gente e pouca alm ...more