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O Mistério da Estrada de Sintra
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O Mistério da Estrada de Sintra

3.70  ·  Rating details ·  1,049 ratings  ·  57 reviews
Nesta Obra, que pode considerar-se o primeiro romance policial português, Eça de Queirós, com a colaboração de Ramalho Ortigão, faz alternar o mistério, o crime, o adultério e a crítica de costumes, numa sucessão de lances folhetinescos que prendem a atenção até ao fim.
Paperback, 286 pages
Published May 2011 by Bertrand Editora 11*17 (first published 1870)
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César Lasso
Romance de juventude de Eça de Queirós, escrito em colaboração com Ramalho Ortigão (cheira-me que posteriormente ambos autores discutiram e deixaram de colaborar, além do facto de que Eça viveu posteriormente no estrangeiro até ao fim dos seus dias).

Trata-se de uma leitura bem entretida, nem que não chegue às alturas literárias que Eça atingiu posteriormente. O autor, que já tinha trabalhado como jornalista e publicado assim algumas crónicas e relatos breves, mostra-se-nos no seu primeiro romanc
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Luís C.
Eça de Queirós youth work written in collaboration with Ramalho Ortigão, The Mystery of Sintra Road was delivered by fragments to Portuguese newspaper Diário de Notícias by July 23 to September 27, 1870.

Sort of hoax intended to mystify readers of the major newspaper in Lisbon at the time, it looks like a soap opera related authentic facts. Two men are led, blindfolded, to the bedside of a corpse by masked assailants; to solve this mysterious case, the protagonists themselves, each investigating
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Jesse
Nov 03, 2016 rated it really liked it  ·  review of another edition
Recommended to Jesse by: Luís C.
Portugal’s first detective novel and my first foray into Portuguese popular literature. The story itself falls more along the lines of nineteenth century melodrama, adventure, and romance genre conventions rather than what we today would consider the hallmarks of mystery and detective fiction; the narrative is a hodgepodge of plot points strung together in a marginally coherent way, but it’s rather fun in its florid emotional sweep and maintains a jaunty pace throughout. Rather than the story it ...more
Nancy Oakes
I had so much fun with this book and I didn't want it to end. It is likely the first ever Portuguese crime novel, appearing first, like so many novels of the time, in installments in a Lisbon newspaper. However, unlike so many feuilleton-style serializations, it appeared daily, and to make it more appealing, the authors had made a deal with the paper's editor/founder to make it appear as though it might be a real, ongoing story. Evidently, people believed it, and the joke was on the readers. It ...more
Carla
Jan 07, 2015 rated it it was ok
Recommended to Carla by: Goodreads
A estrutura deste livro escrito por Eça de Queirós e Ramalho Ortigão, considerado o primeiro romance policial português, está muito bem concebida, pois parte de um crime já consumado e, a partir daí, é que a história vai sendo narrada por personagens com distintos papéis na "trama", o que causa curiosidade ao leitor, dado que os factos vão sendo descritos do fim para o início do enredo em termos cronológicos.

Outra característica inovadora da obra, trata-se de a mesma ter sido escrita e publicada
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Queirosiana
O primeiro livro deste género em Portugal - mistério e suspense, data de 1871. Surge da ideia de Eça e Ramalho de "abanarem" a cidade de Lisboa com um dos Mistérios mais incríveis de sempre. A população acreditou quando leu a primeira carta do Doutor*** no Diário de Notícias, muitos ficaram receosos de andar pelas estradas de Sintra... durante dois meses Lisboa viveu na ânsia de saber mais sobre este mistério que se inicia com um morto deitado num sofá de uma casa desconhecida.

A história cativa-
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Graciosa Reis
Este livro escrito a duas mãos, apresentado de forma inédita, é considerado o primeiro policial português. Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão agitaram a sociedade lisboeta com a divulgação de “um crime” no Diário de Notícias, entre Julho e Setembro de 1870. Através de cartas anónimas publicadas no jornal, os leitores que acreditam na sua veracidade, vão descobrindo o desenrolar da história, do mistério. Só mais tarde os dois autores revelam que se trata de ficção.
Apesar de ser o primeiro romance d
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Isabel Maia
Mar 16, 2014 rated it it was amazing
Shelves: mine, original
Em Julho de 1870, a secção do folhetim do jornal Diário de Notícias começa a publicar uma série de cartas assinadas por pessoas que pedem que as suas identidades sejam ocultadas por razões de privacidade das pessoas mencionadas. Quem conta as primeiras informações é um médico que, seguindo de Sintra para Lisboa a cavalo, é inteceptado com um amigo por um grupo de mascarados que se encontravam junto ao uma carruagem. Os mascarados pedem aos dois que entrem na carruagem e levam-nos até uma casa. N ...more
Natacha Martins
Apr 19, 2015 rated it liked it  ·  review of another edition
Shelves: ebook, 2015
Um regresso aos clássicos portugueses, com este "O Mistério da Estrada de Sintra", escrito a duas mãos por Eça de Queirós e Ramalho Ortigão. Este tem sido, ao longo dos anos, um daqueles livros que de vez em quando me vinha à cabeça como que a relembrar-me de que gostaria de o ler. Foi desta que me veio parar às mãos.

"O Mistério da Estrada de Sintra" é uma história típica da época, embora esteja longe de ser apenas uma história típica e previsível. É típica por ser uma historia de amores impossí
...more
Margarida
É referido como sendo o primeiro policial da literatura portuguesa, publicado pela primeira vez em cartas anónimas ao Diário de Notícias entre 24 de Julho e 27 de Setembro de 1870. Em 1884 é editado em livro. O intuito de Eça de Queirós e do seu parceiro de escrita Ramalho Ortigão foi "assustar Lisboa" com uma história de assassinato.
Foi escrito sob a forma de cartas anónimas e como as lemos foi como foram publicadas no Diário de Notícias, à medida que iam sendo recebidas pelo editor, assustando
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Sonia Almeida Dias
Eu gosto de Eça de Queirós, e este livro está muito bem construido. A sucessão de cartas que vai desvendando o crime que sabemos que foi cometido logo no inicio do livro vai mantendo o interesse na história, para sabermos finalmente o que se passa ali.
No entanto, a partir de certa altura, a historia descamba num folhetim romanesco que a mim pessoalmente não me apela. Mesmo vendo as coisas com o prisma da época, essa coisinha da mulher que morre/mata de amor, que vive uma existencia de tedio, sem
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Pedro Pinto
Leitura fácil de um romance bem escrito. Simples no seu enredo, acredito que original na sua forma (para a época), contudo demasiado linear no seu desenrolar. Boa leitura de fds, mas por certo existem outros mais estimulantes que este.
Agos
Sep 08, 2013 rated it it was ok  ·  review of another edition
Shelves: portuguese
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Português
Antes de mais gostava de agradecer ao Projeto Adamastor (e a todas as pessoas que fazem parte dele) por estar a converter, com grande qualidade, livros portugueses, para o formato eletrónico ePub. Este foi o primeiro que li, e li-o por esse motivo: por estar disponível e ser gratuito, e por ter uma excelente apresentação, desde a capa à formatação interna. Muito melhor do que a versão existente no Projeto Gutenberg, deste mesmo livro.

Tinha expectativas ele
...more
Mafalda
Jun 30, 2010 rated it really liked it  ·  review of another edition
Eça de Queiróz is one of the most notable portuguese writers, if not the most popular novelist. Up until now, I had only read Os Maias, which is required at most high schools, and everybody will tell you what a pain it is to read Os Maias. Those people obviously have no concept of pain. Real pain is Viagens na Minha Terra, and I like Almeida Garrett, so there. The thing is, his writing is incredibly descriptive and sometimes one does feel as if there hasn't been any story for the last 20 pages, ...more
Cristina Torrão
Jan 14, 2015 rated it really liked it  ·  review of another edition
Eça de Queirós não é de facto apenas o Eça de Os Maias, O Crime do Padre Amaro, ou O Primo Basílio. E, depois de ter lido O Defunto e A Ilustre Casa de Ramires, torno a afirmar: que bom haver Eça por descobrir! Quanto mais dele se lê, mais se constata quão completo ele era, experimentando novos formatos e narrativas. Foi pena ter falecido novo (na idade de cinquenta e quatro), quantas maravilhas literárias teria ainda produzido, se tivesse vivido mais uns vinte anos!

Este projeto, O Mistério da E
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Nights *Words à la Carte*
Feb 09, 2012 rated it really liked it
Este é considerado o primeiro policial português, idealizado pelas mentes excêntricas de Eça de Queirós e Ramalho Ortigão. Foi primariamente publicado nos folhetins do Diário de Notícias em 1870, escrito em forma de cartas anónimas “pela mão” de vários intervenientes da narrativa, e que em muito agitou a sociedade lisboeta que acreditou na veracidade dos relatos aí divulgados.

Assassínio, rapto, mentira e sentimentos tão humanos como o amor, a ciúme e o arrependimento, encontram-se para revelar u
...more
Danielroffle
A estrutura pouco convencional deste livro, composto por cartas de diferentes pessoas que se disputam e contradizem, era bastante comum nos tempos antes do romance se estabelecer como um dos veículos principais da literatura; de facto, como nota Nitsuh Abebe, em exemplos como "Frankenstein" a estrutura torna-se tão complexa que acabamos a ler artigos baseados em relatórios obtidos através de cartas etc. etc. down the rabbit hole, tudo em prol da credibilidade. Mas mesmo assim, para o leitor mode ...more
Sandro Filipe
This review has been hidden because it contains spoilers. To view it, click here.
Ricardo Vitorino
Um bom romance ao estilo do século XIX, mais um bom trabalho de Eça de Queirós. Simples e rápido de ler, com um início bastante entusiasmante. A parte final é menos emocionante, ainda assim sem perder o interesse. A sociedade por esta altura parece que considera pior um adultério do que um assassínio. Mais uma vez se comprova que as mulheres, quando apaixonadas são mais aventureiras do que os homens, principalmente as mulheres casadas. O estilo de escrever agrada-me imenso. Máximo 4 em 5.
Rosa Ramôa
Primeiro policial português com estrutura em forma de cartas...
David Neto
Divertido e interessante romance policial editado primeiramente em modo folhetim. Uma novela epistolar, onde cada um dos intervenientes 'escreve' para contar a sua versão do mistério, elucidando o leitor com cada carta que é dirigida ao Diário de Notícias, jornal onde o romance foi lançado, no espaço de três meses. Uma história de amor desmedido, de viagens da nobreza portuguesa dos meados do séc. XIX, num livro que os autores prefaciam, catorze anos após a sua publicação, como sendo "execrável" ...more
João Filipe
Mar 17, 2018 rated it really liked it  ·  review of another edition

O Mistério da Estrada de Sintra. Eça de Queirós, com Ramalho Ortigão. Já houve versões em que Ramalho Ortigão vinha primeiro (1870), assunto que já é algo consensual; pertence ao universo de Eça de Queirós.

Esta obra foi publicada para o público no Diário de Notícias em forma de folhetim, cativando logo muitos entusiastas e que foi um bom contributo para o aumento das vendas deste jornal. Seria interessante recuperar para os dias de hoje estes folhetins. O Mistério da Estrada de Sintra é escrito
...more
julieta
Nov 23, 2017 rated it liked it  ·  review of another edition
Shelves: europa
Tiene cosas simpáticas, especialmente la anécdota de que salió en un periódico como si se tratara de una historia real. O será también eso, de que salió así, un invento? En todo caso parece la versión decimonónica de esa novela de HG Wells que Orson Welles llevó a la radio, haciendo a la gente pensar que se trataba de algo real, y de que la tierra estaba siendo invadida por extraterrestres. Bueno, en este caso, se trata de un asesinato, contado a varias voces, en forma de cartas a un periódico.
L
...more
Diana Oliveira
Apr 01, 2018 rated it really liked it
It has been quite some time since i read something by Eça de Queirós.

I bought this book last year at the annual Lisbon book fair because i liked the title and the synopsis, but didn't think much about it until last week.

I love a good mystery book though and this little book was pretty addicting.

The story is engaging but the mechanism by which it is told is actually what i like the most about it.
This is a tragedy told by many people through letters published in a newspaper where every one tells
...more
Xeroque
It begins very unsettlingly, just like you would expect from a Policial Book. But from the middle onforward it starts slacking around and presenting a romance so far from the main plot that it seems
you going to the moon and back just so everything makes sense. Being an early book from these two authors it shows a little of the social critic they would later be known for, but for the time it was made is really a small critique in social norms of love and romance.
Miguel Nova
Eu não estava à espera de gostar assim tanto do livro, apesar do quanto demorei para o ler tendo em conta o número de páginas.
O conceito usado para contar a história é original e mais importante ainda, resulta, e bem. No entanto, devo dizer que, se isto tivesse sido feito na atualidade, seria difícil de me convencer que a história contada era realidade tendo em conta o nível de descrição e diálogo presente para o ato de contar alguma coisa que tenha acontecido na realidade.
Francesc Figueras
Feb 01, 2018 rated it really liked it  ·  review of another edition
És una Anna Karenina o Madame Bovari de gènere i línea temporal invertides. És a dir, el mort és ell, i aquesta esdevé al primer capítol, per, en to detectivesc i epistolarment, descriure el camí pel qual se n'arribat. La història moral de dissolució del personatge femení (Anna, Emma o Luisa) contraveniment de les regles socials és la mateixa. Ens estalvia a més totes les llargues parts que la novel.la de Tolstoi dedica a la reforma agrària rusa.
Carmen
Jul 02, 2018 rated it it was ok  ·  review of another edition
Ha envejecido fatal.
Hugo Filipe
Diz-se que é uma obra menor, e com razão.
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José María Eça de Queirós was a novelist committed to social reform who introduced Naturalism and Realism to Portugal. He is often considered to be the greatest Portuguese novelist, certainly the leading 19th-century Portuguese novelist whose fame was international. The son of a prominent magistrate, Eça de Queiroz spent his early years with relatives and was sent to boarding school at the age of ...more
“Éramos verdadeiramente os antípodas um do outro, postos na mesma latitude pela estupidez do acaso, e separados logo para sempre por aquelas palavras terríveis que me zuniam nos ouvidos como os prenúncios de uma congestão: «Para o que eu prestar, estou sempre às ordens!»” 1 likes
“De que te serviu o ser, o que fizeste ao sangue, à vontade, aos nervos, ao pensamento, que trouxeste do seio da matéria? Que ideia deixaste, que memória, que piedade? Que foste tu mais do que um corpo belo, desejado e fotografado? Fizeste parte, durante a vida, daquelas insensíveis belezas naturais, que o homem usa e arremessa. Foste como uma camélia, ou como a pena de um pavão. Foste um adorno, não foste um carácter. Nunca tiveste um lugar definido na vida, como não terás um túmulo certo na morte! Adeus, pois, para sempre, oh doce efémera! O teu destino é a dispersão!” 0 likes
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