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The Power of Ideology: Updated Edition

Istvan Meszaros provides a lucid and polemical examination of the power of contemporary ideology. He undertakes a systematic analysis of ideology on a scale not attempted since Lukacs' History and Class Consciousness . The book is the result of many years of research and surveys and integrates a vast amount of material from the fields of Philosophy, Sociology, Political Theory and Political Economy. Firmly based on the classical literature (reaching back to the 18th century), the discussions are brought fully up-to-date with the assessment of contemporary preoccupations on the subject.

572 pages, Paperback

First published September 1, 1989

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About the author

István Mészáros

62 books66 followers
István Mészáros was a Hungarian Marxist philosopher. Described as "one of the foremost political philosophers of the late twentieth and early twenty-first centuries" by Monthly Review, Mészáros wrote mainly about the possibility of a transition from capitalism to socialism.

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Profile Image for Pedro Corrêa.
8 reviews
October 4, 2026
Este livro contém diversas reflexões interessantíssimas do Mészáros, a respeito dos problemas ideológicos postos na sociedade burguesa e nas sociedades onde continua a existência do capital. Há reflexões das formas de transição para a sociedade dos produtores associados, onde o ser humano tomou controle da própria vida e restaurou a si a própria humanidade. Também há reflexões das formas políticas e ideológicas dos movimentos das classes trabalhadoras e as pressões que estão submetidas quando submetidas ao capital, mas que devem ser contrapostas, se quiserem realmente se libertar, por alternativas abrangentes que realmente superem este enquanto perspectiva histórica. Também são importantes as reflexões a respeito dos problemas da estrutura produtiva e as relações sociais herdadas pelo governo revolucionário que sucede à ordem burguesa. Expropriaram-se os expropriadores, mas e agora? Como fica a produção? Como não se deseja o mais completo colapso da sociedade, a produção deve continuar. Mas a forma de se produzir herdada é capital, não deixa de ser capital por ser eliminada a personificação do capital que se encontrava como polo positivo dessa relação social. Aparece aí um complexo problema do estabelecimento de estruturas produtivas e relações de produção que vão superando o capital, que sejam realmente a produção dos produtores associados.

Alguns elementos que penso serem altamente discutíveis é o apreço pelas concepções *organizativas* de Rosa Luxemburgo, que são defendidas de forma que, à luz da experiência histórica das organizações revolucionárias, me parecem extremamente míopes - o fim trágico desta grande revolucionária é mesmo um dos maiores contra-exemplos do resultado de tais concepções organizativas, foi metralhada pelos social-democratas ao deixar de construir uma organização que fosse capaz de enfrentar também no subterrâneo, a sociedade burguesa. A defesa de Mészáros de tais concepções vai tão longe que parece que deseja se juntar (e que outros) se juntem à tragédia. Claro que as reflexões que põe no sentido da construção da sociedade alternativa defendidas por Rosa são importantes, e devem ser valorizada. Mas não posso tolerar as concepções organizativas, ainda muito eivadas das problemáticas da II Internacional, e não restauram, como em Lenin, as concepções de Marx contidas (por exemplo) na "Mensagem da Direção Central à Liga dos Comunistas".

Uma coisa que é importante comentar: esta tradução da Boitempo é uma das coisas mais detestáveis que já fui submetido. Que uma editora como a Boitempo tenha se prestado a deixar passar uma tradução tão estúpida é um fato inacreditável do mercado editorial brasileiro, tendo-se em vista o esmero contido em traduções de outras línguas, como do alemão, para o português, produzidas pela mesma editora. Porque é uma tradução do inglês, talvez, língua tão supostamente difundida e ensinada em nosso país, todo o cuidado editorial é jogado na lata do lixo, e se parece estar disposto a largar a tradução nas mãos de qualquer pateta. Paulo Cezar Castanheira, responsável pela tradução, devia ser impedido de fazer qualquer outra tradução do inglês - ele não traduz, simplesmente transpõe as palavras para o português, de forma que o texto parece completamente alienígena e ininteligível, com diversas passagens eivadas de sérias deformações. Devia ser esse suposto tradutor [Editado pelo Reclame Aqui] em praça pública, suas [Editado pelo Reclame Aqui], as próximas gerações [Editado pelo Reclame Aqui] e as partes espalhadas pelos quatro cantos da Terra. Os responsáveis por traduções como esta têm de ser "escorraçados a pontapés dos seus trípodes pítios, tirados das suas camas na calada da noite, enfiados em carruagens prisionais, jogados em cárceres ou mandados ao exílio, o seu templo é arrasado, a sua boca selada, a sua pena é quebrada, a sua lei rasgada..." (ver 18 Brumário de Luís Bonaparte de Marx).Não contente em ter desfigurado o Beyond Capital ainda somos obrigados a ser submetidos a mais essa presepada - onde, por exemplo "inherited division of labour" vira "divisão do trabalho tradicional[!?]" em vez de divisão do trabalho herdada, e "the cruise missile's Tercom guidance system" vira "o sistema Tercom de orientação do míssil Cruise" (de certo um míssil em homenagem a Tom Cruise) em vez de "o sistema Tercom de navegação dos mísseis de cruzeiro" ou ainda "The leadership of industry is *an attribute of capital*, just as in feudal times the functions of general and judge were attributes of landed property" é metamofoseado em "A liderança da indústria é um *atributo do capital*" [até aqui tudo bem] "assim como na época feudal as funções de general e juiz eram atributos dos proprietários de bens de raiz." em vez de "eram atributos *da propriedade fundiária*" (esse último é um erro ainda mais inacreditável, por se tratar de citação direta do Capital de Marx, que, na época desta tradução, já possuía duas traduções no Brasil). Enfim, realmente triste que algumas das obras mais importantes de Mészáros tenham esse tratamento. Há passagens, muitas pra se citar nessa análise, que aparecem com sentido oposto do original.

De qualquer forma, se não se tem acesso ao Beyond Capital, que é leitura importante, recomendo que se leia, e, se possível, que se leia no original em inglês, pelos problemas mencionados. Talvez exista uma outra tradução pela editora ensaio, mas não tive acesso para ver a qualidade.


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