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O Retorno
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O Retorno

4.23  ·  Rating details ·  938 ratings  ·  96 reviews
1975 Luanda. A descolonização instiga ódios e guerras. Os brancos debandam e em poucos meses chegam a Portugal mais de meio milhão de pessoas. O processo revolucionário está no seu auge e os retornados são recebidos com desconfiança e hostilidade. Muitos não têm para onde ir nem do que viver. Rui tem quinze anos e é um deles.
1975. Lisboa. Durante mais de um ano, Rui e a fa
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Hardcover, 271 pages
Published October 2013 by Tinta da China Brasil (first published 2011)
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Gustavo Offely
Feb 14, 2019 rated it really liked it
Achei interessante a escolha de um adolescente como narrador. O pensamento binário da adolescência é um contraste perfeito para os problemas complexos dos retornados. Aliás, o narrador – que até vai ajustando como pode a sua perspectiva – só é em ponto pequeno e justificável o que muitos foram e são com muito mais agravo. Nada é simples.

Lembrou-me Salinger na maneira como evita o melodrama com apontamentos humorísticos e pormenores evocativos.
Teresa
May 30, 2015 rated it it was amazing
Shelves: n-portugal, 5e
A única ideia que consigo fixar em relação a o retorno é a do número de estrelas: CINCO, sem qualquer dúvida! Tudo o resto é uma catadupa de pensamentos e sentimentos totalmente desorganizados, e receio que esta review seja o espelho dessa confusão.
Na tentativa de organizar ideias, andei a ler algumas opiniões e (não sei se já vos aconteceu, com um livro que sentiram especial) fiquei triste quando, nalgumas, vi menos do que cinco estrelas. Há uma (a de Salamandrine) que, apesar de tão pequena e
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Pedro Varanda
Mar 26, 2019 rated it really liked it
Adoro estes tão raros momentos, em que sem grandes expectativas descubro uma boa escritora. Não tenho dúvidas em dizer que Dulce Maria Cardoso merece ser lida e que tem qualidade para uma outra projecção no nosso panorama literário. Recomendo.
Célia Loureiro
description

Que sei eu de África, além de que o meu avô é Angolano (do lado dos pretos, não do lado dos brancos que viviam em Angola)? É uma questão delicada, esta. Sempre tive uma perspectiva limpa, moralmente correcta – a esperada dos democratas modernos que reconhecem a supremacia de cada Estado.

Depois de ler este livro, fiquei um bocado abalada nesta minha convicção. Não creio que a autora se tenha proposto a mudar a ideia de um qualquer português que nasceu na metrópole pós-guerra colonial, e que ench
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João Carlos

A narrativa de”O Retorno” começa em 1975, Luanda, Angola, a Revolução dos Cravos, o processo revolucionário está em curso em Portugal Continental e o fim do Império Ultramarino é uma dura realidade, numa descolonização apressada, fruto da instabilidade e da incerteza política, com cerca de trezentos mil portugueses a abandonarem um País, onde se começa a ouvir o eco do tiros e onde a violência cresce de dia para dia, no limiar da guerra civil.
Rui e a sua família são obrigados a um regresso força
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Ana
Mar 03, 2018 rated it really liked it
Shelves: 2018
A primeira coisa que se destaca nesta obra é a sua edição, que sendo de bolso, é lindíssima, de cantos arredondados e com uma qualidade superior, face a outros exemplos de edições de bolso. A outra é a imagem que compõe a sua capa e que, de imediato, nos transporta para vidas empacotadas, embaladas. Vidas que deixam sempre algo para trás, que se veem, de um dia para o outro, obrigadas a caber num punhado de malas, caixotes e sacos.
Estamos em 1975, numa Angola recém-independente. A família de Rui
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Carla
Apr 12, 2014 rated it really liked it
“O Retorno” é um livro que gira em torno da história de uma família (o antes e o depois) confundindo-se com a História de um país que “não era só Portugal”. Impele à reflexão, à demarcação de fronteiras e abismos, ao esquadrinhar de motivações.

Dulce Maria Cardoso escreve de forma sublime.
Nádia Rodrigues
Aug 01, 2015 rated it it was amazing
Foi para mim uma inesperada revelação. Dulce Maria Cardoso deu-me a oportunidade de conhecer uma realidade, a dos retornados, que até ali me tinha sido incutida como privilegiada. Por fim, alguém que pôs o dedo na ferida e ousou contar a história destas pessoas, sem filtros suaves.
Miguel
Nov 27, 2011 rated it really liked it
Shelves: guerra_colonial
Um retrato do que foi a situação de muitos retornados das ex-colónias, no anos entre o 25 de Abril e as independências do novos países africanos de expressão portuguesa. Mas se o tema é interessante, e o retrato da época é quase perfeito, o livro destaca-se sobretudo pela excelente qualidade da narrativa, pela coerência da voz do narrador, pela capacidade da escrita de nos trazer para dentro da personagem que narra a sua história, ao ponto de ficarmos completamente absorvidos por ela. Tenho urge ...more
Rita
Sep 18, 2015 rated it really liked it  ·  review of another edition
Durante toda a minha vida ouvi os meus familiares dizerem “Como é que te lembras dessas coisas todas?”. A resposta é esta: “Era muito miuda, tinha uma idade que me permitia decorar sem julgar. Portanto, pude congelar tudo.”

“Li” pela primeira vez em audiobook e não foi nada fácil! A narração humana ficou a cargo de Maria José Alegre. Embora com um timbre de voz suave acho que faltou entusiasmo e por vezes o tom embalou-me nos braços do Morfeu. A “leitura” através de audiobook acaba por ser mais r
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Célia | Estante de Livros
A vontade de ler este livro surgiu por dois motivos: em primeiro lugar, o reconhecimento de que tem sido alvo, não só em Portugal, como também lá por fora; em segundo lugar, porque li o conto desta autora que integra a coleção do DN (opinião para breve) e fiquei curiosa por mais. O livro estava disponível na biblioteca e, portanto, decidi lê-lo.

O contexto deste livro é o pós-25 de Abril e os milhares de pessoas que vieram/regressaram das ex-colónias portuguesas para Portugal. “O Retorno” inicia-
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Ruzica
Jul 24, 2016 rated it really liked it  ·  review of another edition
Shelves: read-in-2016
Magnificent writer with magnificent stories to tell. If there were more books translated from Portuguese to my language or English, I would read them because I'm already a fan.

There's nothing like stumbling upon a flawless prose; it's like a river and you keep swimming through it. And keep getting more and more emotionally involved without even noticing. Caring for characters and stealing every free moment of your time to get back to them means you're dealing with an extraordinary writer who kno
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Inês
Jan 10, 2013 rated it really liked it
Um livro sobre o tema que, nos dias de hoje, obceca os portugueses, 40 anos depois. Finalmente fala-se abertamente de uma ferida mal cicatrizada que foi tabu e palco de medos, como se falar sobre ela fosse reabri-la. Finalmente deita-se cá para fora tudo o que se tentou esquecer, o que se empurrou para um canto da memória, como se, evitando, pudéssemos fingir que nunca existiu.
Dulce Maria Cardoso expôs sem paninhos quente o drama dos países (colonizadores e colonizados) e das suas gentes. Numa l
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Filipe Martins
Apr 15, 2019 rated it it was amazing  ·  review of another edition
Shelves: portuguese, favorites
Lembrei-me do Lobo Antunes pela maneira como os diálogos são introduzidos, pelas repetições de ideias que nos vao martelando. E, já agora, do Salinger, pela sofreguidão de ter um adolescente a falar de tudo, ao mesmo tempo.
Sandra Neves
Nov 09, 2013 rated it it was amazing
"Mas na metrópole há cerejas.
Cerejas grandes e luzidias que as raparigas põem nas orelhas a fazer de brincos."

Há primeiras frases definidoras de um génio.
Esta é uma delas.
Dulce Maria Cardoso, nome jovem mas já consagrado da literatura portuguesa, merece, em definitivo, todos os epítetos que lhe têm vindo a ser concedidos pela crítica. Portuguesa e internacional.
Eu nunca a tinha lido. E, uma vez iniciado o percurso, com o seu "Retorno" não pararei.
A escrita é leve, fluída, escorreita, harmoniosa.
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Susana Patricia (Patxi)
Mar 10, 2012 rated it really liked it
Fui novamente a Luanda nas palavras deste livro. Senti e de alguma forma dei por mim a ouvir as minhas próprias palavras em algumas das frases deste livro.
Senti e sinto que desperdiço energia por ambicionar querer ajudar quem não quer ser ajudado.
Neste livro, senti o cheiro da pasta de abacate no cabelo, também o fiz um dia e notei diferença, estive no Bairro da Prenda e consegui ver mesmo o chulo à porta do musseque, estive na Barra do Kwanza, no Mussulo, até a estrada da Samba faço-a sempre q
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Melissa
Mar 12, 2012 rated it it was amazing
Faltam-me 10 páginas para o fim e palavras para descrever o que este livro me fez sentir. É uma viagem linda e emotiva ao passado recente deste país que me naturalizou e passa-se tudo a três ou quatro quilómetros daqui de casa.

O melhor livro lido em coisa de dois anos.

A autora leu Saramago muito bem, o que não quer dizer que vão detestar o livro se não gostarem de Saramago. Dêem uma hipótese.

Estou orgulhosa disto como estive do Sangue do Meu Sangue e curiosíssima para conhecer os outros livro
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Margarida
Jun 29, 2014 rated it it was amazing
devorado em três dias. um tema delicado e que me diz muito. como milhares de famílias, a minha também deixou tudo em Benguela e regressou em 1975. eu nem dois anos tinha nessa altura. contudo, não foi para um hotel ou pensão, mas regressou à aldeia dos avós maternos, na Beira Alta. as dificuldades foram muitas e o rótulo de 'retornados', pejorativo, demorou anos a ser afastado.
Cátia Santos
Jul 02, 2017 rated it liked it
Não conhecia a autora. Sem dúvida que escreve bem e o tema é apelativo.
No entanto, a certa altura, senti a história muito repetitiva e sem sal...
Henrique Vogado
Feb 19, 2013 rated it it was amazing  ·  review of another edition
Shelves: fiction
Como vejo regularmente a série "Depois do Adeus" comprei este livro para conhecer um período da história recente de Portugal que ainda foi pouco falado e permanece com muitas cicatrizes. E ao ler percebi porquê. Foi de facto um período muito vivido, muito forte para todos os quantos viveram a época.
O livro retrata muito bem muitos tipos de "retornados", os seus medos e as diversas maneiras de olhar para o futuro e o passado. O relato é muito visual. Achei excelente o estilo da escrita que reflet
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Fátima
Jul 26, 2012 rated it it was amazing
Que agradável surpresa! Muito bom livro e que bom descobrir mais alguém que escreve muito bem! Ainda por cima a temática sobre os retornados e o seu regresso a Portugal no pós 25 de Abril, está muito bem apresentada, de uma forma quase pedagógica. Os menos jovens reconhecerão certamente o contexto e os mais jovens poderao aprender algo sobre um acontecimento marcante da nossa história. Muitos de nós, mesmo não sendo retornados, reconhecerão episódios do livro como semelhantes a outros que presen ...more
Salamandrine
May 13, 2014 rated it it was amazing  ·  review of another edition
o livro que faz sair do metro e ficar sentada na estação, porque não pode ser interrompido.
e que nos deixa como um saco vazio, angustiados, depois de o fechar.
David Pimenta
Sep 04, 2014 rated it really liked it
Crítica completa no Espalha Factos: http://bit.ly/YSHygW

O Retorno , publicado pela Tinta da China, coloca Dulce Maria Cardoso como uma escritora a ser colocada no panteão dos maiores, segundo João Bonifácio do Público. E não posso deixar de concordar. É com esta obra que a escritora começa a ser mais comentada nos meios de comunicação social e pelo público ao trazer um assunto nunca antes tocado de forma tão direta: os retornados.

É 1975, chegam a Portugal centenas de retornados graças à indepen
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Colin
Aug 09, 2018 rated it it was amazing
O Retorno é um história sobre os últimos dias da colónia português em Angola. Vemos a história pelos olhos dum adolescente. Logo no inicio da historia, a sua família está em casa em Angola, preparando para a viagem para Portugal, mas há uma problema e o pai é detido pelas novas autoridades. O rapaz, a irmã e a mãe continuam a viaja para a nova vida em Europa.

Fiquei muito impressionado pelo segundo capítulo. É escrito como um discurso pela directora dum hotel em que a família de retornados fica q
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Kharen
May 30, 2016 rated it it was amazing  ·  review of another edition
Las cosas que se mueren no se deben tocar

Un libro peligroso pues te sacará lágrimas cuando menos lo esperes, en el metro, en la cafetería; y sin embargo es un libro para dormir con el, para caminar, para distraerse con otras lecturas esperando que este libro no se acabe, pero se acabó y me dejó pensando en varios temas diferentes.

Cuenta la historia de Rui, un adolescente que vive la guerra civil previa a la independencia de Angola y la expulsión de los colonos hacia Portugal, entonces Rui es un
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Mady
Mar 14, 2012 rated it really liked it
Recommends it for: Alexandra, Diogo
Recommended to Mady by: Flor, Patricia
Shelves: portuguese, borrowed, 2012
It's been a long time since I last read a book from a new (for me) Portuguese writer. This came highly recommended, so unsurprisingly I really enjoyed it!

This is about the return in 1975 of Portuguese people (this was allowed mostly only to the "white" ones) to Portugal mainland when the former African colonies were on the verge to become independent. Back then the population in Portugal increased about 10% in a very short period of time and many of these had been born in Africa or did not have
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Patrícia
Jun 18, 2014 rated it it was amazing
Shelves: romance
Sinceramente até considero irrelevante e quase insultuoso dizer que gostei deste livro. Não gostei. Não gostei do conteúdo. Não gostei do nó na garganta que me acompanhou ao longo desta leitura. Pela primeira vez ponderei parar de ler um livro pela simples razão de que a leitura me estava a incomodar. Em vez disso optei por ler compulsivamente para ver se o incómodo se atenuava. Não aconteceu. Acho que cada vez que olhar para este livro vou sentir vergonha e orgulho em proporções quase iguais. P ...more
Inês Montenegro
O enredo é bastante simples: acompanhamos Rui e a família desde o momento em que são forçados a deixar a casa que sempre conheceram, sob condições nada invejáveis e ao mesmo tempo com alguma sorte – haviam conseguido sair de lá vivos, algo de que muitos não se poderiam gabar. A história continua com os dias passados num hotel sobrelotado de antigos colonos, enquanto o país se restabelecia e os ex-colonos, ainda abananados pelos horrores vividos, os bens de uma vida perdidos, e a discriminações d ...more
Graciosa Reis
Jan 11, 2019 rated it really liked it
É o primeiro contacto que tenho com a escrita de Dulce Maria Cardoso e posso afirmar que me surpreendeu pela positiva. Num estilo muito próprio e tão expressivo que pode criar no leitor menos atento, a ideia de repetição.
Também gostei de ter colocado a narração na voz de um adolescente, o que lhe deu total liberdade para dizer as coisas cruamente, pelo seu nome, sem receios. O livro apresenta uma temática complexa e pouco abordada na nossa literatura, o que o torna ainda mais interessante.
O Re
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Dulce Maria Cardoso nasceu em Trás- os - Montes, em 1964, na mesma cama onde haviam nascido a mãe e a avó. Tem pena de não se lembrar da viagem no Vera Cruz para Angola. Da infância guarda a sombra generosa de uma mangueira que existia no quintal, o mar e o espaço que lhe moldou a alma. Regressou a Portugal na ponte aérea de 1975. Licenciou-se em Direito pela Faculdade de Direito de Lisboa, escrev ...more
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“Não há nada por que nos rirmos mas se nos rirmos não estamos sozinhos. A maneira de a directora falar não dá vontade de rir, se não estivéssemos nesta situação não nos teríamos começado a rir. Tempos conturbados. Não conseguimos parar de nos rir, as gargalhadas pegam-se umas às outras, rimo-nos, alto, mais alto, não me lembro de termos rido tanto e tão alto. São tempos conturbados, se nos rirmos não estamos sozinhos e talvez consigamos adormecer.” 5 likes
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