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O Conde d'Abranhos / A Catástrofe
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O Conde d'Abranhos / A Catástrofe

really liked it 4.0  ·  Rating details ·  140 Ratings  ·  10 Reviews
Todos conhecem o grande homem. Eu, conheço o homem. Eu – e V. Ex.ª, de quem ele me dizia, pouco antes de morrer, no momento em que lhe dava a colher de bromureto de potássio: – «Zagalo amigo, ao fim da experiência de oito anos de casamento, a Lulu (porque nos momentos de expansão comigo, era este o nome que ele lhe dava, Sr.ª Condessa – pois que, ordinariamente, aos inferi ...more
Kindle Edition, 153 pages
Published July 7th 2011 by Edições Vercial (first published 1879)
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Andreia
'O Conde d'Abranhos' é um magnifico retrato de um hipotético político. Através da prosa de um narrador muitíssimo parcial e que consegue transformar autênticos sinais de falta de ética e caráter em elogios, conhecemos a vida deste "zé ninguém" até chegar ao ambicionado - por si e seus amigos - "poleiro" político.

Já 'A Catástrofe' é um pequeno conto em que se narra uma também hipotética invasão de Portugal por tropas estrangeiras (indefinidas) e a apatia e fatalismo caraterística do nosso povo..
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Pedro Freitas
Jul 08, 2012 rated it really liked it  ·  review of another edition
De Ironia Brilhante! Tudo o que se poderá dizer sobre as obras de Eça não passarão de ecos repetidos sobre o talento mordaz do autor para a crítica de uma sociedade lisboeta corroída de compadrios e clientelismos. Centrada na figura de Alípio Abranhos, Eça dá-nos um retrato de alguém que sem dúvida poderia reflectir em muitos fanfarrões de peito inchado que via descer o Chiado. A personagem não passa de um alpinista social, vaidoso, pregador de moral e bons costumes, o que não o impede de engrav ...more
Tiago
Nov 11, 2012 rated it really liked it  ·  review of another edition
Shelves: expedit
Intemporal e hilariante!
Sintéticamente e com muitos pormenores (talvez demasiados para o leitor que gosta das surpresas):
A figura de Z.Zagalo como símbolo do povo, da sua ceguez e do seu amor pela personalidade conservadora. O parasitismo de TODA a sociedade.A crítica política através de várias personagens que não Alípio.Segmentos de texto magníficos: pág.50, pág 72 (soirée), páginas 81-83 (o cómico de situação está carregado de simbolismo). a frase "este governo não há-de cair - porque não é um
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Ricardo Moreira
Jan 28, 2018 rated it really liked it  ·  review of another edition
A tradicional ironia de Eça de Queirós e, como sempre me acontece, aquele amargo que me causa verificar que, no final da segunda década do século XXI, Portugal continua estruturalmente igual ao século XIX.
Filipe Arede
Nov 18, 2011 rated it really liked it  ·  review of another edition
O Conde de Abranhos é mais uma obra de Eça de Queirós, numa magnífica narrativa onde a crítica social aos costumes políticos portugueses é o mote para o extenso e delicioso excurso.
Eça, utilizando na pele da figura de Z. Zagalo, secretário pessoal do Conde, bibliografa a vida deste, desde a mais sua tenra idade até à sua ascensão a Ministro do Reino e consequentemente até obter um título nobiliárquico.
Durante a narrativa, apercebemo-nos na incompetência, ignorância e falta de carácter desta pers
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Manuel Lobo
Oct 10, 2015 rated it it was amazing  ·  review of another edition
Shelves: clássicos
A História tem tendência a repetir-se e neste livro de Eça de Queirós do século XIX retrata fielmente o nosso país de hoje.

Um livro fenomenal, mordaz e certeiro nas caricaturas que apresenta.

Um retrato de uma sociedade pobre (de espírito sobretudo) e de uma política podre no final do séc XIX que poderia ser muito bem a de hoje, se substituirmos os cavalos pelos automóveis... A mesma ambição desmedida, a mesma mesquinhez, os mesmos mexericos/intriga o mesmo "olhar pela nossa vidinha" enquanto o p
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Pedro
Quanto mais leio, cada vez gosto mais do Eça.

O Conde d'Abranhos é um excelente exemplo da escrita profundamente irónica e crítica da sua sociedade de que Eça era mestre. Esta biografia fictícia é-nos apresentada como sendo escrita pelo secretário do Conde, que nutre claramente uma grande admiração pelo mesmo. Em grande parte das passagens é possível sentir a subtil ironia, e entender que Eça quer dizer precisamente o contrário do que está escrito. Aconselho.

A Catástrofe fala do período das invas
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João Coelho
Mar 08, 2014 rated it it was amazing  ·  review of another edition
Accurate and entertaining description of mid-1800 portuguese bourgeoise society, particularly focused on politics. Priceless ironic tone throughout the entire book. Strikingly similar to the current general perception of how these businesses work. Also of notice are the similarities to other 19th century society descriptions, particularly the soirées of Dostoevsky (the gambler, the idiot). The final part "A Catástrofe" is a superb short story that is very much accurate today.
Mady
Aug 15, 2010 marked it as wishlist  ·  review of another edition
A TC empresta.
Luís Garcia
O obra-prima da ironia em português
Rita Nobre
rated it it was amazing
Dec 18, 2012
Mariana
rated it liked it
Feb 07, 2008
Joao
rated it liked it
Sep 29, 2012
H Morgado
rated it really liked it
Jan 10, 2014
Eric Levi
rated it it was ok
Nov 02, 2016
Miguel
rated it really liked it
Jul 17, 2014
Leonor
rated it really liked it
Jan 20, 2013
Nelson Ribeiro
rated it liked it
Jun 14, 2015
Tiago Aires
rated it really liked it
Jun 12, 2015
Paulo Meleiro
rated it really liked it
Jan 04, 2015
Helena Ferreira
rated it really liked it
Jul 20, 2015
José Machado
rated it really liked it
Apr 13, 2013
Maria
rated it it was amazing
Jun 29, 2011
Gonçalo Santos
rated it liked it
Nov 14, 2013
Luís Corujo
rated it really liked it
Jul 01, 2012
Helena
rated it really liked it
Feb 01, 2014
Mmd
rated it really liked it
Apr 27, 2012
Bárbara
rated it really liked it
May 16, 2016
Sónia Prata
rated it really liked it
Dec 28, 2017
Rui
rated it really liked it
May 20, 2012
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724 followers
José María Eça de Queirós was a novelist committed to social reform who introduced Naturalism and Realism to Portugal. He is often considered to be the greatest Portuguese novelist, certainly the leading 19th-century Portuguese novelist whose fame was international. The son of a prominent magistrate, Eça de Queiroz spent his early years with relatives and was sent to boarding school at the age of ...more
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“Tomemos um exemplo: o eleitor que não quer votar com o Governo. Ei-lo, aí, junto da urna da oposição, com o seu voto hostil na mão, inchado do seu direito. Se, para o obrigar a votar com o Governo o empurrarem às coronhadas e às cacetadas, o homem volta-se, puxa de uma pistola – e aí temos a guerra civil. Para que esta brutalidade obsoleta? Não o espanquem, mas, pelo contrário, acompanhem-no ao café ou à taberna, conforme estejamos no campo ou na cidade, paguem-lhe bebidas generosamente, perguntem-lhe pelos pequerruchos, metamlhe uma placa de cinco tos-tões na mão e levem-no pelo braço, de cigarro na boca, trauteando o Hino, até junto da urna do Governo, vaso do Poder, taça da Felicidade! Tal é a tradição humana, doce, civilizada, hábil, que faz com que se possa tiranizar um País, com o aplauso do cidadão e em nome da Liberdade.” 2 likes
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