João Pinto Coelho


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João Pinto Coelho

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in Londres, The United Kingdom
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April 2015

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João Pinto Coelho nasceu em Londres em 1967. Licenciou-se em Arquitetura em 1992 e viveu a maior parte da sua vida em Lisboa. Passou diversas temporadas nos Estados Unidos, onde chegou a trabalhar num teatro profissional perto de Nova Iorque e dos cenários que evoca neste romance. Em 2009 e 2011 integrou duas ações do Conselho da Europa que tiveram lugar em Auschwitz (Oswiécim), na Polónia, trabalhando de perto com diversos investigadores sobre o Holocausto. No mesmo período, concebeu e implementou o projeto Auschwitz in 1st Person/A Letter to Meir Berkovich, que juntou jovens portugueses e polacos e que o levou uma vez mais à Polónia, às ruas de Oswiécim e aos campos de concentração e extermínio. A esse propósito tem realizado diversas int ...more

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João Pinto Coelho Olá, Noémia, como está?
Não me parece que a Dom Quixote imponha esta ou aquela ortografia aos seus autores. No meu caso tratou-se realmente de uma…more
Olá, Noémia, como está?
Não me parece que a Dom Quixote imponha esta ou aquela ortografia aos seus autores. No meu caso tratou-se realmente de uma decisão pessoal. Acontece que sou professor e, até pelas responsabilidades que tenho para com os meus alunos, estou obrigado a seguir as regras do novo acordo. Uma vez que não me sinto capaz de escrever segundo duas ortografias -uma enquanto professor, outra como autor-, foi essa a minha opção.
Respondendo à sua pergunta, sei que estão a trabalhar nesse sentido, mas desconheço quando estará disponível uma edição em inglês. Aviso-a mal saiba, está bem? Muito obrigado pelo seu interesse e tudo de bom para si.
João(less)
João Pinto Coelho Olá, Ana. Desculpe o atraso com que lhe respondo - passados dois anos de Goodreads, ainda me movo mal por aqui. Obrigado pela sua simpatia; e, sim, o…moreOlá, Ana. Desculpe o atraso com que lhe respondo - passados dois anos de Goodreads, ainda me movo mal por aqui. Obrigado pela sua simpatia; e, sim, o novo livro também será publicado em formato digital. A partir de 21 de novembro, mais dia, menos dia, deverá estar disponível. Um abraço e espero que goste(less)
Average rating: 4.29 · 796 ratings · 217 reviews · 3 distinct worksSimilar authors
Perguntem a Sarah Gross

4.39 avg rating — 592 ratings — published 2015 — 6 editions
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Os Loucos da Rua Mazur

3.99 avg rating — 204 ratings — published 2017 — 4 editions
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Os loucos da rua Mazur

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Perguntem a Sarah Gross by João Pinto Coelho
"Incrível e extremamente real. Vivi ao lado das personagens em cada palavra que li."
João Coelho rated a book it was amazing
Se Isto é um Homem by Primo Levi
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Levi ensinou-me que as histórias do Holocausto terminam sempre com perguntas. E, sim, é bárbaro escrever Poesia depois de Auschwitz; mas vejam: é possível! Costumo pegar neste excerto e dizer ao mundo o quanto gostava de ter sido eu a escrevê-lo:

“E v
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João Coelho and 15 other people liked joana's review of Perguntem a Sarah Gross:
Perguntem a Sarah Gross by João Pinto Coelho
"aaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh tão tão tão bom"
Os Loucos da Rua Mazur by João Pinto Coelho
"«Em choque», escrevi eu quando acabei de o ler.
Volto aqui para mais uma ou outra coisa.
Alguns saberão o quanto gostei da Sarah Gross. E esses saberão o que significa para mim dizer que este novo livro do João Pinto Coelho é tão extraordinariamente..." Read more of this review »
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Se Isto é um Homem by Primo Levi
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Levi ensinou-me que as histórias do Holocausto terminam sempre com perguntas. E, sim, é bárbaro escrever Poesia depois de Auschwitz; mas vejam: é possível! Costumo pegar neste excerto e dizer ao mundo o quanto gostava de ter sido eu a escrevê-lo:

“E v
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João Coelho rated a book it was amazing
Se Isto é um Homem by Primo Levi
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Levi ensinou-me que as histórias do Holocausto terminam sempre com perguntas. E, sim, é bárbaro escrever Poesia depois de Auschwitz; mas vejam: é possível! Costumo pegar neste excerto e dizer ao mundo o quanto gostava de ter sido eu a escrevê-lo:

“E v
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Auschwitz by Deborah Dwork
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“- A memória de um homem tem as suas cicatrizes, meu amigo - sussurrou Wlodek, olhando o vazio. - Há que aprender a viver com elas.”
João Pinto Coelho, Perguntem a Sarah Gross

“«Mudar regulamentos não é difícil; transformar alguns hábitos por ecreto também se consegue. O pior são as resistências e o desgaste que provocam, ao fim de tantos anos. Se os atores não se renovam, tudo se torna mais complicado.”
João Pinto Coelho, Perguntem a Sarah Gross

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Maria  Sampaio Os Loucos da Rua Mazur - João Pinto Coelho

Mais do que um livro que se insere na temática da II Guerra Mundial, mais do que um romance de amor, de ciúme e de traição que tem o antissemitismo como pano de fundo, esta obra de João Pinto Coelho, que ganhou, com toda a justiça, o Prémio Leya 2017, fica certamente como um marco na literatura portuguesa, pela mestria na abordagem de acontecimentos tão trágicos como incómodos quer para os cristãos em particular quer, de um modo geral, para qualquer pessoa que preze os direitos humanos e o valor universal da dignidade da vida.
Em nota do autor, ficamos a saber que a história do livro, embora ficcionada, se baseia nos acontecimentos históricos ocorridos no dia 10 de julho de 1941, na pequena cidade de Jedwabne, no nordeste da Polónia, onde “um grupo de cidadãos, na sua maioria cristãos, reuniram à força os seus vizinhos judeus na praça principal e, num festim de violência, conduziram-nos até um celeiro próximo que incendiaram, queimando vivas centenas de pessoas, incluindo muitas crianças.”
A delicadeza do tema não assustou João Pinto Coelho que, já no seu primeiro romance, “Perguntem a Sarah Gross”, se tinha ocupado do holocausto. Embora a questão dos perpetradores esteja presente em ambos, é no segundo que mais me parece evidente. São pessoas comuns, como qualquer um de nós, que estão na origem desse mal radical, universal, que transforma qualquer ser humano em carrasco do outro. Falo na primeira pessoa do plural, exatamente porque penso que ninguém se pode autoexcluir à priori, na ilusão de uma superioridade moral, que apenas no confronto com circunstâncias extremas e muito particulares pode ser comprovada. Aqui, é a comunidade cristã, vizinha secular, da judaica que, num “ápice”, (o tempo medido tragicamente) comete os crimes mais hediondos, contra esta última, com a qual diariamente convivia.
Este é um espantoso romance, magistralmente escrito a dois tempos, (o passado, da guerra, e o presente) em espaços geograficamente tão diversos, como a Polónia, a Rússia, a Itália e a França, com recursos estilísticos pouco comuns na nossa literatura recente, um domínio perfeito da língua portuguesa, da ironia e da poética, que me fizeram, frequentemente, voltar atrás e reler, pelo puro prazer da leitura. Tudo é extremamente cuidado e burilado. A vívida caracterização das personagens dá-nos uma paleta colorida de vultos humanos, recortados em luzes e sombras, que não se limita aos três principais: um judeu cego, um cristão e a filha de uma cigana considerada bruxa.
Os sentimentos e as emoções são traduzidos sobriamente, numa linguagem poética, de inegável beleza, particularmente quando tocam o amor. Quase se sente um certo pudor na sua transmissão. A bonita amizade que une Yankel, judeu, Erik, cristão, e a cigana Shionka, que perdeu a voz na infância, parece indissolúvel, desde que travam conhecimento, ainda meninos, mas à medida que o tempo passa naquela cidadezinha perdida no nordeste da Polónia ocupada, surgem o amor e, com ele, a rivalidade, o ciúme, a traição e a mentira. Até àquele dia fatídico em que homens vulgares, normalmente insuspeitos, honrados, “tidos por pacatos”, frequentadores da igreja perdem toda a humanidade e se transformam em bestas.
É para essa realidade, de tal forma excessiva que se torna quase inenarrável, que João Pinto Coelho encaminha progressivamente o leitor. A narrativa, já de si cinematográfica, desde o início, adquire um ritmo acelerado, deixa-nos suspensos do momento seguinte. João Pinto Coelho tem essa proficiência, essa capacidade de nos surpreender sendo, não obstante, enigmático. Vai tecendo a filigrana da história numa tensão em crescendo até ao clímax do drama, quando todos os judeus são encaminhados para o manicómio, onde se consumará toda a loucura.
Furtando-se à arrogância intelectual, não formula juízos de valor. Não precisa. Os factos excedem tudo o que se poderia esperar. São descritos com crueza, sem apelo nem agravo, sem sobrecarga de adjetivos num capítulo. O pathos lhe basta. Porque o sabe criar de forma exímia. Podemos transbordar em lágrimas, ser forçados a parar, pela intensidade da emoção, mas voltamos pouco depois com a mesma ânsia de tudo ler até ao fim. Porque existem exceções entre a maior desumanidade: o padre Kazimierz e as irmãs franciscanas de um mosteiro polaco.
No final, são os laços de amizade entre os três sobreviventes que perduram até à contemporaneidade em Paris e é o amor que surge como esperança e redenção, ainda que à beira do fim dos seus dias.

Inevitavelmente, pelo menos para mim, fui levada a “recordar” a histórica “matança da Páscoa”, que ocorreu em Lisboa, em Abril de 1506. Segundo Garcia de Resende e conforme reportado por Damião de Góis uma multidão de cristãos, instigada por frades dominicanos, torturou, massacrou e queimou vivos, em fogueiras improvisadas no Rossio, mais de quatro mil judeus. Seguiu-se a Inquisição que duraria de 1580 a 1821 em Portugal.
O antissemitismo, a crendice, o ódio mais irracional não têm, infelizmente, idade nem localização geográfica delimitada. O ser humano é capaz do melhor e do pior. É essa humanidade extrema, esse “humano, demasiado humano”, que João Pinto Coelho foi capaz mostrar numa obra maior.


2018-01-16

Maria Teresa Sampaio


Sandra Ribeiro Obrigada pelo convite João!


Lucy Qhuay Obrigada pelo convite. Boas leituras! :)


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