Ana Luísa Amaral


Born
in Lisboa, Portugal
April 05, 1956

Genre


ANA LUÍSA AMARAL nasceu em Lisboa, a 5 de Abril de 1956. Ensina Literatura Inglesa no Departamento de Estudos Anglo-Americanos da Faculdade de Letras do Porto. É doutorada em Literatura Norte-Americana com uma tese sobre Emily Dickinson. Autora de oito livros de poesia e dois livros infantis, está representada em diversas antologias portuguesas e estrangeiras e foi traduzida para várias línguas, como castelhano, inglês, francês, alemão, holandês, russo, búlgaro e croata.

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Ara

3.97 avg rating — 32 ratings — published 2013 — 2 editions
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Escuro

4.13 avg rating — 15 ratings — published 2014 — 2 editions
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“Das mais puras memórias: ou de lumes Ontem à noite e antes de dormir, a mais pura alegria de um céu no meio do sono a escorregar, solene a emoção e a mais pura alegria de um dia entre criança e quase grande e era na aldeia, acordar às seis e meia da manhã, os olhos nas portadas de madeira, o som que elas faziam ao abrir, as portadas num quarto que não era o meu, o cheiro ausente em nome mas era um cheiro entre o mais fresco e a luz a começar era o calor do verão, a mais pura alegria um céu tão cor de sangue que ainda hoje, ainda ontem antes de dormir, as lágrimas me chegam como então, e de repente, o sol como um incêndio largo e o cheiro as cores Mas era estar ali, de pé, e jovem, e a morte era tão longe, e não havia mortos nem o seu desfile, só os vivos, os risos, o cheiro a luz era a vida, e o poder de escolher, ou assim o parecia: a cama e as cascatas frescas dos lençóis macios como estrangeiros chegando a país novo, ou as portadas abertas de madeira e o incêndio do céu Foi isto ontem à noite, este esplendor no escuro e antes de dormir ... Hoje, os jornais nesta manhã sem sol falam de coisas tão brutais e tão acesas, como povos sem nome, sem luz a amanhecer-lhes cor e tempos, de mortos não por vidas que passaram, mas por vidas cortadas a violência de ser em cima desta terra sobre outros mortos mal lembrados ou nem sequer lembrados E eu penso onde ela está, onde ela cabe, essa pura alegria recordada que me tomou o corredor do sono, se deitou a meu lado ontem à noite tomada novamente  tornada movimento, mercadoria bela para cesta de vime muito belo, como belo era o céu daquele dia Onde cabe a alegria recordada em frente do incêndio que vi ontem de noite? onde as cores da alegria? o seu corte tão nítido como se fosse alimentado a átomo explodindo como fazer de tempo? como fingir o tempo? ... E todavia os tempos coabitam E o mesmo corredor dá-lhes espaço e lume”
Ana Luísa Amaral, Escuro



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