Maria Judite de Carvalho


Born
in Lisboa, Portugal
September 18, 1921

Died
January 18, 1998

Genre


MARIA JUDITE DE CARVALHO nasceu em Lisboa a 18 de Setembro de 1921. Estreou-se com o livro de contos Tanta Gente, Mariana (1959) e foi galardoada com o Prémio Camilo Castelo Branco pela colectânea As Palavras Poupadas (1961). Além de contos, publicou romances e crónicas, cultivando também o jornalismo. Na sua obra reflecte-se o dramatismo da solidão do mundo urbano, onde há muita gente e pouca alma. Publicou Paisagem Sem Barcos (1965), Os Armários Vazios (1966), Flores ao Telefone (1968), Os Idólatras (1969), Tempo das Mercês (1973), A Janela Fingida (1975), O Homem no Arame (1976), Além do Quadro (1983), Seta Despedida (1995), A Flor que Havia na Água Parada (1998) e Havemos de Rir? (1998). Reuniu parte das suas crónicas em Este Tempo (199 ...more

Average rating: 3.99 · 307 ratings · 55 reviews · 25 distinct works
Tanta Gente, Mariana

4.12 avg rating — 101 ratings — published 1959 — 4 editions
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Tanta Gente, Mariana / As P...

4.53 avg rating — 38 ratings2 editions
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Os Armários Vazios

3.84 avg rating — 32 ratings — published 1966 — 5 editions
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Paisagem sem Barcos / Os Ar...

4.65 avg rating — 17 ratings
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Seta Despedida

3.78 avg rating — 23 ratings — published 1995 — 3 editions
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Flores ao Telefone / Os Idó...

4.60 avg rating — 5 ratings
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Ces mots que l'on retient

4.20 avg rating — 5 ratings — published 1961 — 2 editions
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Paisagem Sem Barcos

3.56 avg rating — 9 ratings — published 1963 — 3 editions
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Este Tempo

3.60 avg rating — 5 ratings — published 1991
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Os Idólatras

3.80 avg rating — 5 ratings — published 1969 — 2 editions
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“Mole. E enjoada comigo mesma como se me tivesse provado. Um pedaço de pão que depois de se mastigar durante muito tempo acabasse sabendo mal. Sabendo a mim própria, aos meus próprios sucos. Cuspi-me com desagrado para cima da cama e aqui fiquei líquida e espapaçada. É um estado de espírito entre calmo e desesperado com uma leve ansiedade à mistura. Por vezes sinto medo desta solidão maior do que nunca foi, imensa. Para onde quer que me volte só dou comigo mesma. Mas já me vi bastante e acabo de reparar que nada mais tenho a dizer-me. Nada mais.”
Maria Judite de Carvalho, Tanta Gente, Mariana

“«Creio que vai ser impossível organizar agora, tão tarde, um novo cenário. Estava habituada a este, era cómodo. Nesta altura não sei onde estou nem quem sou. Devo estar esfacelada, deve haver pedaços de mim por todos os cantos.»”
Maria Judite de Carvalho, Paisagem sem Barcos / Os Armários Vazios / O seu Amor por Etel