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O Hipnotista by Lars Kepler
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6997115
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Jan 09, 12

Read in August, 2010

Erik Maria Bark, personagem central do livro, é raptado do seu sono pela Dra. Daniella Richards, sob ordens do comissário de polícia Joona Lima, para comparecer de emergência no hospital karolisnka onde se encontra Josef Ek, um jovem de 15 anos, que sobreviveu a um massacre efectuado na sua própria casa.
Esta serie de telefonemas entre Erik, Joona, Daniella e Simone cria uma situação engraçada de mal-entendidos que levam Simone a iniciar nova uma suspeição de traição a si infligida pelo seu marido Erik.
A mãe e irmã mais nova deste jovem, Josef Ek, são encontradas mortas a seu lado o pai foi encontrado morto no ginásio da escola, Joona Lima quer convencer Erik Maria Bank a hipnotizar Josef Ek, sob o pretexto de que a irmã mais velha de Josef, Evelin, deve ser encontrada pois sua vida pode estar em perigo, existe um serial killer à solta.
Erik que tinha jurado publicamente nunca mais hipnotizar alguém, acede ao pedido de Joona Lima, e hipnotiza Josef Ek para tentar saber do paradeiro de Evelin, mas o que ficam a saber, Erik e Joona, é mais que o paradeiro da irmã desaparecida, ficam a saber quem foi o autor destes crimes hediondos, tudo isto nos primeiros capítulos do livro.
O autor destes crimes hediondos é Josef Ek, caiem assim nos primeiros capítulos, as teorias que o livro seguiria pelos seus tortuosos caminhos até à descoberta do autor destes crimes, e agora?

Benjamin Bark filho de Erik e Simone é hemofílico e deve por isso seguir uma medicação rigorosa, este facto deixa os pais num estado de pura adrenalina quando ficam a saber do seu rapto. Nesse mesmo dia Josef Ek foge do hospital, cruzam-se ideias, juntam-se frases dispersas e balões de pensamento começam a surgir nas cabeças de Erik, Simone e Joona o raptor poderá ser Josef Ek, este sob hipnose havia ameaçado Erik Maria Bark.
O desenrolar da história iliba Josef do rapto, mas quem poderia raptar Benjamin? Simone em desespero contacta o pai, Kennet, ex-policia e pede a sua ajuda, Erik M. Bark é contra esta ideia e as divergências nas opiniões levam ao afastamento do casal onde Simone culpa Erik do que está a acontecer a Benjamin e à sua família

Na busca de alguém com motivos para ferir de tal forma a sua família, Erik encontra-se com o seu passado, mais precisamente no dia em que jurou não praticar mais a hipnose, seus pensamentos levam-no até ao seu último grupo de trabalho e o que o levou a fazer tal promessa.
Erik e Joona por um lado e Simone e o pai por outro investigam o caso por caminhos diferentes. Simone e Kennet, seu pai, seguem pista referentes a amizades que Benjamin tinha, seu grupo de amigos, suposta namorada e possíveis implicações. Esta investigação atira Kennet para uma cama do hospital alguém tentou assassinar Kennet, quem? Será que foi o autor do rapto? Isto deixa Simone ainda mais confusa, caótica, o que a leva a cometer o adultério, num desses encontros seu amante é assassinado por Josef Ek ela só sobrevive devido a ajuda de Evelin irmã de Josef.
Por seu lado Erik e Joona prosseguem a investigação orientados pelo passado de Erik e do seu último grupo de trabalho em hipnose os suspeitos sucedem-se e vão-se eliminado com o andar da investigação; Sibel, Pierre, Charlotte, Maker, Lydia, e Eva Blau são mentalmente investigados por Erik na procura de quem lhe poderia querer um mal tão grande.
Existem relações entre as duas investigações feitas (Simone/pai e Erik/Joona) que se vão cruzar e revelar ao leitor em pormenores deliciosos. Mas o tempo avança no seu ritmo impassível e tal como nos últimos minutos daquele jogo em que quem procura vencer desespera com o rápido movimento dos ponteiros, Benjamin necessita rapidamente de tomar seus medicamentos, mas para quem está a vencer o movimento dos ponteiros parecem parar no seu próprio tempo.

Não sendo um livro de cortar a respiração a cada página com uma leitura intensa a cada sentença, bem, não é um Stieg Larsson, mas tem créditos Escandinavos, um livro muito fácil de ler onde o propósito principal é passar um bom bocado a ler e nada mais sem arquitecturas interiores profundas, passa uma tangente na sociedade actual e o “abandono” a que deixamos as gerações vindouras, os sistemas burocráticos instalados na sociedade, a fragilidade/quebra das relações humanas.
Passei grande parte do livro a tentar descobrir quem escrevia o quê, sendo uma escrita a duas mãos fiquei intrigado por essa separação os traços são notórios, mas como, ainda, não li nada destes autores não consigo identificar que passagens pertencem a quem… mas fica aqui um bom exercício.
Esta leveza de estrutura do livro é denotada no desenrolar de toda a trama, descrições de crimes horríveis são feitas sem ferir o leitor, uma construção bem-feita do livro.
Espero que seja só o início de uma longa caminhada deste Lars Kepler e que como na vida os próximos livros de adensem de fantasia e estrutura.
P.S. Alexandra é filha de mãe Portuguesa talvez, e sou só eu a pressupor, por esse facto estes nomes (Simone, Lima, Maria, Benjamin, etc..) nos sejam familiares o que ajuda na leitura
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