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A Máquina de Fazer Espanhóis
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A Máquina de Fazer Espanhóis

4.15 of 5 stars 4.15  ·  rating details  ·  826 ratings  ·  78 reviews
Esta é a história de quem, no momento mais árido da vida, se surpreende com a manifestação ainda de uma alegria. Uma alegria complexa, até difícil de aceitar, mas que comprova a validade do ser humano até ao seu último segundo. a máquina de fazer espanhóis é uma aventura irónica, trágica e divertida, pela madura idade, que será uma maturidade diferente, um estádio de conhe ...more
Paperback, 312 pages
Published February 1st 2010 by Editora Objectiva (first published 2010)
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Catching Fire by Suzanne CollinsThe Hunger Games by Suzanne CollinsMockingjay by Suzanne CollinsThe Girl with the Dragon Tattoo by Stieg LarssonDivergent by Veronica Roth
Leituras de 2012 - Portugal
165th out of 2,148 books — 198 voters
A Muralha de Gelo by George R.R. MartinA Guerra dos Tronos by George R.R. MartinA Game of Thrones by George R.R. MartinJane Eyre by Charlotte BrontëThe Hunger Games by Suzanne Collins
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(showing 1-30 of 1,726)
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Wanessa
pg 240
sabes que os peixes têm uma memória de segundos. aqueles peixes bonitos que vês dentro dos aquários pequenos, sabes que tem uma memória de uns segundos, três segundos, assim. é por isso que não ficam loucos dentro daqueles aquários sem espaço, porque a cada três segundos estão como num lugar que nunca viram e podem explorar. devíamos ser assim, a cada três segundos ficávamos impressionados com a mais pequena manifestação da vida, porque a mais ridícula coisa na primeira imagem seria uma ex
...more
Carmen
Dec 06, 2012 Carmen rated it 3 of 5 stars
Shelves: 2012
Este livro conquistou-me, como por certo te conquistou a ti quando mo escolheste, pelo primeiro capítulo: lindo, lindo, bem escrito, uma mor daqueles que sonhamos ter quando formos velhinhos. Depois a história desenvolveu e eu fui entristecendo, não sabia ao que ia, e sempre que tomava consciência de que me esperava uma descrição crua da solidão da velhice, parava e começava um outro livro. Faltava-me a coragem, como me falta a capacidade de conviver com a ideia de envelhecer, não eu, mas os meu ...more
Andreia Moreira
“A máquina de fazer espanhóis” é futuro na medida em que nos faz viajar no tempo. Eis que me vi com 82 anos internada no Feliz Idade. Assoma-se-nos como desolador o destino de uma vida longa. É, todavia, muito mais do que definhar e pode encerrar intensas emoções e um imenso sentido de validade, embora pareça resumir-se a uma agoniante espera. Estive entre os velhos. O cheiro a morte pairava sobre todos e a vista para o cemitério segredava-nos: “Falta pouco para seres tu aqui, para sempre”. Ater ...more
Inês
É pretensioso, quase arrogante, que este jovem escritor venha criar as suas próprias regras de escrita desprezando as maiúsculas e as regras convencionais de diálogo. No entanto, talvez tenha sido essa ousadia que me levou a pegar neste livro. A história é sobre a vida na terceira idade dentro de um lar com 93 pessoas. É cómica, angustiante, exagerada num ou noutro parágrafo, mas parece tão real e vivida que nos faz sentir na pele de alguns daqueles personagens.
As 4 estrelas são sobretudo um pré
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Silvia Ribeiro
Mesmo após finalizar a leitura deste livro ainda me deixa incomodada a forma como o autor resolveu inovar ao nível da gramática da língua portuguesa.
Tentei abstrair-me disso e concentrar-me na história deste que foi o minha primeira leitura de Valter Hugo Mãe.
Gostei muito da história deste idoso que após a morte do amor da sua vida se vê enfiado num lar contra sua vontade. É-nos apresentada de forma muito bela aquela que foi a sua vida e com até um certo humor é-nos mostrado que nunca é tarde pa
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Ana
Uma agradável surpresa. É o primeiro livro que leio deste autor e apesar de sempre ter lido criticas extremamente elogiosas, ainda não tinha tido a oportunidade de lê-lo.

Este é um pequeno grande livro que aborda um aspecto muito importante nos nossos dias, a velhice e a forma como ela é encarada por quem a sente e por todos os que a rodeiam. Um dos aspectos que mais me surpreendeu e que achei mais interessante, foi o facto do autor contar a história dos últimos anos da vida de alguém contados p
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Marco Caetano
A máquina de fazer espanhóis. Sabem o que é?

Comprei este livro sem nunca ler a sinopse, não fazendo por isso a mínima ideia de qual seria o enredo. Habituei-me, de algum tempo a esta parte a relacionar o nome de Valter Hugo Mãe com a nova vaga de escritores portugueses com qualidade.

Será ainda uma promessa?

Lamento não saber responder. A leitura desta obra contribuiu certamente para ajudar a formular uma opinião, mas para responder a esta questão, revela-se insuficiente. Está fácil de ver que est
...more
Dulce
Este foi o primeiro livro que li do autor, depois de insistentes recomendações, as quais agradeço. Comecei por estranhar um pouco a escrita, mas logo a entranhei. Valter Hugo Mãe tem uma fórmula literária diferente daquelas que eu já havia experienciado, mas que resulta muito bem, numa narrativa fluída que nos prende do princípio ao fim. O tema central deste seu quarto romance é a velhice, sendo que a partir daí há interessantes incursões pela amizade, pelo amor, pela religião, pela família e pe ...more
Larissa Tollstadius
Sensível e amoroso. Mãe, que apesar do sobrenome, é um homem, narra a história de um senhor que passa a morar no asilo após a morte de sua esposa.

Talvez se tivesse lido apenas a sinopse do livro não teria me interessado. Porque eu gostaria de acompanhar as ideias de um homem sênil? Para minha surpresa, muito do senhor Silva há em mim. E o que me consquistou no personagem-narrador é justamente a forma franca como ele se coloca. Como mostra suas maldades e bondades com igual honestidade. Demasiado
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Eloisa Louceiro
Ainda não sei bem como classificá-lo.
Se por um lado acho bastante pretensioso, por outro sei reconhecer as ideias bem desenvolvidas sobre a condição humana.
Guilherme Trindade
Verbose, crass, pointless.
Kelle
Se me perguntarem sobre que trata este livro só poderei responder: a velhice. Assim de forma nua e crua porque é assim que todo o livro está escrito, de forma crua, dolorosa e ao mesmo tempo com alguma sensibilidade em relação a essa época do fim de vida.

Tendo sido o primeiro livro que li deste autor cabe-me realçar o tipo de escrita do autor, sem maiúsculas, sem indicações de discurso directo, passando por cima das regras da boa escrita que todos aprendemos. Este tipo de escrita em nada acresce
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David Pimenta
a máquina de fazer espanhóis foi o primeiro livro que li do autor português Valter Hugo Mãe com algum receio por ter um tipo de escrita diferente do habitual, que em muito me fez lembrar o escritor José Saramago. Valter Hugo Mãe não utiliza maiúsculas e a pontuação não é respeitada devidamente pelo que me custou um pouco a habituar-me ao ritmo do autor num primeiro contacto mas lá acabei por me habituar.
Sinceramente, esperava um pouco mais desta história. Não fiquei triste com o que me foi apres
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Inês Montenegro
Quando me passaram o livro para a mão, disseram-me que se tratava da história de um idoso metido num lar contra a sua vontade, estando ainda em perfeitas condições mentais – o que não ocorria com alguns dos seus colegas. Embora tal fosse um enredo que eu não me importaria nada de ver abordado, desenvolvendo-se as influências que tal situação poderia ter no idoso em questão, cheguei ao fim do livro com a convicção de que não era essa a proposta do autor, nem o tema central do enredo. É verdade qu ...more
Juan Almonacid
- Vértigo de perder el cuerpo y quedarse a merced de la grandeza de los espacios.

- La realidad también se hace de esos momentos fugaces de huir de ella de vez en cuando.

- Permitirse la violencia de perderlo todo.

- Los sueños de viejo son como la memoria de los peces. Duran unos segundos y por unos segundos ya valdrán la pena. La expectativa de que la vida sea un continuo de alegría no se plantea. Todo es fraccionario. Sabemos qué anhelar.

- ...cada 3 segundos nos quedaríamos impresionados con la
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Natacha Martins
Adiei a leitura deste livro durante alguns meses com medo de que não correspondesse às expectativas. Agora que o li vejo que os receios não tinham qualquer razão de ser. Este livro é tudo aquilo que já se disse acerca dele e muito mais. Gostei mesmo muito! :) E, quando gosto muito enfrento a típica dificuldade de colocar em palavras o porquê de ter gostado... Muitas das coisas de que gostamos, gostamos porque sim, sem necessidade de esmiuçar o porquê. Gostamos e pronto... Neste caso a reacção nã ...more
Dart Vâider da silva
Não acabei sequer a leitura desta "fabulosa" máquina de fazer idiotas, mas não me contenho a vir aqui vomitar.

Dizia Nélson Rodrigues, teatrólogo brasileiro, "toda a unanimidade é burra". Por mais que seja politicamente pouco correcto, a verdade é que nada pode ser mais verdadeiro.

É curiosíssimo como só uma ou duas pessoas aqui conseguiram enxergar duas coisas:

1) Sinceramente não sei mais o que o criador poderia fazer para chamar a atenção para si: não obstante a questão de só escrever em minúscu
...more
Cathy
A máquina de fazer espanhóis tem por base uma história simples: antónio jorge da silva, de 80 anos, está no hospital com laura, sua esposa, que morre repentinamente após uma indisposição. À morte de laura sucede-se o seu internamento num lar da terceira idade. E é nesta casa que o livro acontece; num tom tenso, triste e irónico, mas pontuado por uma extraordinária capacidade de nos fazer sorrir.

É um livro que reflecte sobre a vida e o seu fim. E com ele obriga-nos a pensar sobre a nossa própria
...more
Diana
A descoberta da amizade no fim da vida.

"Sabes que os peixes têm uma memória de segundos. aqueles peixes bonitos que vês dentro dos aquários pequenos, sabes que têm uma memória de uns segundos, três segundos, assim. é por isso que não ficam loucos dentro daqueles aquários sem espaço, porque a cada três segundos estão como num lugar que nunca viram e podem explorar. devíamos ser assim, a cada três segundos ficávamos impressionados com a mais pequena manifestação da vida, porque a mais ridícula coi
...more
Suzel
BMMTG

“(…) o anísio diza-lhe que a melhor das estátuas era sempre a que estava viva e que, ainda assim, conservava o brilho e o esplendor de um tesouro, a mulher corava novamente e desse modo se calavam por um instante, a pensar nessas levezas que não têm sequer dicionário e obrigam uma pessoa a depender da outra pelo lado mais delicado da beleza.(…)”
Pag 251

Um livro triste como é a perda de um amor e o definhar da vida sem quem nos consolou o coração durante muitos anos. Como o sentimento de trai
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Carla
Mar 23, 2014 Carla rated it 4 of 5 stars
Recommended to Carla by: Goodreads
Este livro é de uma ternura e sensibilidade únicas.

Acho impressionante como um autor ainda jovem consegue descrever sentimentos, pensamentos e conversas de pessoas com mais de oitenta anos com uma profundidade e clareza tais que parece que ele próprio está nessa fase da vida.

É crucial sabermos que os "velhos" que estão nos lares da terceira idade têm uma vida interior muito rica e que se pode viver até ao fim da vida, apesar de perdermos o nosso amor e razão para estarmos vivos porque se descobr
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Pequete
Gostei muito de ler este livro, mas se me perguntassem porquê, seria difícil explicar. Gostei da forma como está escrito, apesar de alguns "devia de ser" e afins, que não percebi se foram propositados (por fazerem parte do discurso de um dos personagens) ou não. Tirando isso, achei-o um livro muito bem escrito, mais do que estaria à espera, tratando-se de um autor tão novo. Foi difícil parar de ler, apesar de a história não ser, nem de perto nem de longe, uma história de "suspense" e os temas pr ...more
Catarina
Já algum tempo que não lia um livro em português por prazer e devo dizer que apesar de ao inicío a escrita me ter confudido um pouco (tem que se apanhar o ritmo do livro) esta tornou toda a história e o ambiente muito mais realista.
Sendo alguém que passou vários anos a visitar avós em lares e, um por um, a vê-los partir, este livro tocou-me de uma maneira especial. Para dizer a verdade, tenho medo até que eles se sentissem como a personagem principal, o Silva.
Para além disso, toda a divagação so
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São Palma
Embora não o meu preferido do autor continue a ser "O Filho de Mil Homens", gostei imenso deste romance. Gosto da escrita deste autor, que considero um grande ícone da nossa literatura.
a bene placito
I’m trying to come up with a clever way of translating this Portuguese novel’s title into English, but I guess I’ll just stick to my literal poor excuse for a translation – the spanish making machine.

No, I did not momentarily develop an aversion to capital letters. If you ever end up reading this novel you’ll quickly find out that capital letters are as rare in it, as are paragraphs and conventional punctuation… Actually, forget that. I think capital letters might be even rarer.

Don’t let it sca
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Vanita
Uma delícia. Um livro cru sobre o fim da vida, num lar de idosos. Um livro sobre a morte e a ausência de afectos na terceira idade. Uma reinvenção da língua portuguesa, nem sempre bem conseguida, mas brilhante o suficiente para nos fazer rir nos momentos mais inesperados. Nunca esquecerei o episódio da mariazinha e das suas pombinhas. Hilariante.
Miguel
É quase ultrajante que VHM queira inovar transgredindo as regras convencionais de escrita. Contudo, a crueza da obra arrepia e arregala-nos os olhos . Através da sua escrita distinta, certos aspectos que consternam os senis são espelhados verosimilmente. Uma história acerca de vidas áridas na terceira-idade, dentro de um lar de idosos.
Joana Marques Alves
Adorei! Foi dos melhores livros que li até hoje! Com descrições muito frias e cruas, eis um retrato fiel da mentalidade de um homem velho, que se sente abandonado por aqueles que ama. Recomendo!!
Mónica
I'll be honest here. I didn't read the ENTIRE book.

I should have, since it was for a school project but the story line and the characters just didn't "click".

Not my type of book.
Natalia
Sencillamente hermoso. Conmovedor y real, una de las más grandes sorpresas del año para mi.
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Valter Hugo Mãe é o nome artístico do escritor português Valter Hugo Lemos. Além de escritor é editor, artista plástico e cantor.
Nasceu em Saurimo, Angola em 1971. Passou a infância em Paços de Ferreira e, actualmente, vive em Vila do Conde.
É licenciado em Direito e pós-graduado em Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea.
Vencedor do Prémio José Saramago no ano de 2007
É autor dos livros de
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More about Valter Hugo Mãe...
O Filho de Mil Homens A Desumanização O Remorso de Baltazar Serapião O Apocalipse dos Trabalhadores O Nosso Reino

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“somos um país de cidadãos não praticantes.” 14 likes
“eu estou bem, dizia-lhe, estou bem. e ele queria saber se estar bem era andar de trombas. eu respondi que o tempo não era linear. preparem-se sofredores do mundo, o tempo não é linear. o tempo vicia-se em ciclos que obedecem a lógicas distintas e que se vão sucedendo uns aos outros repondo o sofredor, e qualquer outro indivíduo, novamente num certo ponto de partida. é fácil de entender. quando queremos que o tempo nos faça fugir de alguma coisa, de um acontecimento, inicialmente contamos os dias, às vezes até as horas, e depois chegam as semanas triunfais e os largos meses e depois os didáticos anos. mas para chegarmos aí temos de sentir o tempo também de outro modo. perdemos alguém, e temos de superar o primeiro inverno a sós, e a primeira primavera e depois o primeiro verão, e o primeiro outono. e dentro disso, é preciso que superemos os nossos aniversário, tudo quanto dá direito a parabéns a você, as datas da relação, o natal, a mudança dos anos, até a época dos morangos, o magusto, as chuvas de molha-tolos, o primeiro passo de um neto, o regresso de um satélite à terra, a queda de mais um avião, as notícias sobre o brasil, enfim, tudo. e também é preciso superar a primeira saída de carro a sós. o primeiro telefonema que não pode ser feito para aquela pessoa. a primeira viagem que fazemos sem a sua companhia. os lençóis que mudamos pela primeira vez. as janelas que abrimos. a sopa que preparamos para comermos sem mais ninguém. o telejornal que já não comentamos. um livro que se lê em absoluto silêncio. o tempo guarda cápsulas indestrutíveis porque, por mais dias que se sucedam, sempre chegamos a um ponto onde voltamos atrás, a um início qualquer, para fazer pela primeira vez alguma coisa que nos vai dilacerar impiedosamente porque nessa cápsula se injeta também a nitidez do quanto amávamos quem perdemos, a nitidez do seu rosto, que por vezes se perde mas ressurge sempre nessas alturas, até o timbre da sua voz, chamando o nosso nome, ou mais cruel ainda, dizendo que nos ama com um riso incrível pelo qual nos havíamos justificado em mil ocasiões no mundo.” 6 likes
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