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Os Pássaros
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Os Pássaros

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4.33  ·  Rating Details ·  3 Ratings  ·  0 Reviews
Librarian Note: Alternate Cover Edition.

«Uma vez questionei a tua mãe acerca do seu sítio favorito no mundo. Havia nela uma certa inclinação para a proeza de embarcar num hangar nacional e emergir num qualquer outro pedaço de chão. Duvido que essa urgência lhe seja agora menos prazerosa. A Manuela suportou-me a mão com a sua, expôs as nervuras da palma e balizou ali dois p
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ebook
Published (first published 2012)
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(showing 1-30)
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Ana Lima
Ana Lima rated it it was amazing
May 31, 2014
Abel Shelton
Abel Shelton rated it really liked it
Aug 07, 2013
Ana Filipa
Ana Filipa rated it really liked it
Apr 20, 2012
Filipa Monteiro
Filipa Monteiro marked it as to-read
Jun 17, 2012
Andre
Andre marked it as to-read
Jun 19, 2012
Célia Loureiro
Jul 15, 2012 Célia Loureiro added it  ·  (Review from the author)  ·  review of another edition
Margarida
Margarida marked it as to-read
Dec 16, 2012
Tiago Diogo
Tiago Diogo marked it as to-read
Feb 06, 2013
Carla D.
Carla D. marked it as to-read
Feb 12, 2013
нєνєℓ  ¢ανα
нєνєℓ ¢ανα marked it as to-read
Sep 18, 2013
Leitora
Leitora marked it as to-read
Sep 20, 2013
Diana Carvalho
Diana Carvalho marked it as to-read
Sep 22, 2013
Eliane Herzog
Eliane Herzog marked it as to-read
Nov 27, 2013
Fernando Pinheiro
Fernando Pinheiro marked it as to-read
Dec 25, 2013
Rosa Ramôa
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May 17, 2014
Hugo Mascarenhas
Hugo Mascarenhas marked it as to-read
Mar 17, 2015
Sandra Fernandes
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Apr 16, 2015
Natacha Silveira
Natacha Silveira marked it as to-read
Jun 03, 2015
Cláudia Loureiro
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Aug 12, 2015
Bruna
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Oct 26, 2015
David Pimenta
David Pimenta marked it as to-read
Nov 17, 2015
Sandra
Sandra marked it as to-read
Jan 04, 2016
Silvana
Silvana marked it as to-read
Jan 04, 2016
João Miranda
João Miranda marked it as to-read
Jan 04, 2016
Jimmy Osorio
Jimmy Osorio marked it as to-read
May 18, 2016
Elena
Elena marked it as to-read
Jul 20, 2016
Filipa Barros
Filipa Barros marked it as to-read
Aug 17, 2016
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Célia Correia Loureiro nasceu em Almada, em 1989. Licenciou-se em Informação Turística pela Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, mas garante que a sua vocação é a escrita. Desde cedo começou a contar histórias através de ilustrações. Aos doze anos leu o seu primeiro romance e, desde aí,
não parou de ler nem de escrever. Com algumas obras terminadas, apresenta-se aos leitores através d
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“Um breve encontro de mãos. O corpo a ser-me cingido num abraço e depois largado. Os olhos envenenados de sonhos, como que inundados de água prateada, estrelada. E o teu pai à distância, a repelir-me, a fugir-me por entre os dedos. Areia a escapar-se-me da palma da mão. A boca dele era o Pacífico no seu ponto mais profundo, onde a Terra é um abismo de escuridão e de pressão indomável. Eu desejava-o, irracional e imoralmente, inconsciente do que era a ânsia física e do muito que me entorpecia cada movimento. Eu era jovem e inócua; o tempo revolteava como uma onda sobre esse desejo agora enterrado, que ainda pulsa. Lateja sete palmos abaixo da superfície. Somando todos os meus dias, vejo que tudo o que foi meu se agita sete palmos debaixo de terra.” 1 likes
“«Sabe, meu amor, que te amo. E que te amarei até morrer. É por isso que todo o resto me parece tão pouco, um nada imenso de nenhum valor. Sabe que te choro e te venero, e sobretudo que te espero. E sabe que te vejo, com olhos de quem vê, e que te conheço, como só conhece um livro quem o lê. Sabe que à amargura dos dias subtraí a doçura de te ter. Sim, o cintilar da vida, ao meu redor, por te ter. Por saber-te nunca muito longe, embora raramente aqui. por saber que, nos teus olhos - laivos de mel e coisas mais profundas, lucidez e racionalidade - leio que também me lês. Deslizemos agora para o silêncio, perfeição. Não vejo já necessidade de prender a tua mão, pois que sinto que te prendi. Ao teu olhar, que se enreda no meu. que estranhas asas povoam as minhas entranhas, murmuram a meus ouvidos. que grande és, que tola sou. Sabe, meu amor, que tenho plena consciência das nossas dimensões. Basta-me ter-te assim, como te tenho, para seguir pela vida a sorrir. Em mim não se apagarão mais luzes, em mim, à noite, acendem-se as estrelas. Fosse eu firmamento, e tu o cimento com que se constrói o mundo. Sem nós, nada. Reservatório de tudo. Conheço-te, milagre maior, e tenho-te, não podia ter-te melhor. Porque caminhas a meu lado, não acorrentado a mim. Porque me beijas a testa e porque te louvo as mãos. Homem honesto. Amor maior. Porque me guias na escuridão das ingenuidades - resquícios da infância - e porque não me apontas caminhos, descreves-me paisagens. Sim e não, talvez e também. Veremos o que dali vem. E eu, a teu lado, que tola sou, pequena e feliz, que feliz é quem amou assim um grande amor. Ecos de palavras, distantes. Que importa se não somos amantes? Se nunca o seremos? Sei que te amo e, nalguma linguagem, sei que me amas também. Se é na matemática dos racionais, se na pureza dos amigos, se no secretismo dos poetas, isso não sei. Sei que te carrego em mim e que, se fechar os olhos, me sorris. Estás comigo a todo o instante. Não te guardo em caixas, fotografias ou objectos. Caberias lá tu em caixas, mundo, permanecerias lá tu imóvel, como os objectos, vida. Quanto muito, vejo-te às vezes num livro cá por casa. Mas sei-te, e sei-te quase de cor. Não quero saber-te, na totalidade ou de cor. Não o poderia, é inalcançável. Tão grande és tu, que não acabas. Em mim nunca acabarás. A felicidade que a tua volta me trouxe. E sabe que vou chorar, «a cada ausência tua eu vou chorar». Mas não lágrimas; é paixão, fogo, urgência. Coisa física, átomos de energia em colisão. Ainda assim, ter-te-ei aqui, para seguir pela vida a sorrir. A cada vez que afastar os lençóis, pedir-te-ei que te chegues para lá. E ainda que a tua boca nunca sobre a minha pouse, e ainda que nunca venhas a sorrir enquanto te beijo, sabe, meu amor, que te amo, e que te amarei até morrer. Com a certeza de quem quer viver, de quem quer seguir, a vida inteira, com a alma enredada na tua. Que o teu chá seja fervido da minha chaleira, e que os teus livros disputem com os meus o espaço da prateleira. Meu amor, sabe que te amarei a vida inteira.»” 1 likes
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