Alvaro de Campos
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Alvaro de Campos

4.59 of 5 stars 4.59  ·  rating details  ·  743 ratings  ·  15 reviews
Em 8 de março de 1914, aos 25 anos de idade, o poeta português Fernando Pessoa teve um insight e, naquilo que ele chamaria mais tarde de 'dia triunfal', criou seus três principais heterônimos; Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos. Deu-lhes, além do nome, uma biografia, um biotipo e, sobretudo, uma obra e um estilo poético únicos. Trata-se do único caso de hetero...more
Published by Fischer (TB.), Frankfurt (first published July 1st 1978)
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Julia Boechat Machado
All my reviews are currently in Library Thing. I'm no longer updating my GR since it was bought by Amazon.
Laginestra
"Ho messo in Caeiro tutta la mia forza di personalizzazione drammatica, ho messo in Ricardo Reis tutta la mia disciplina mentale, vestita della musica che le è propria, ho messo in De Campos tutta l'emozione che non ho dato nè a me nè alla mia vita". Fernando Pessoa

Pessoa: dal portoghese, "persona". Peculiare nome questo, già un destino per l'artista che sull'eteronimia ha costruito un universo di fingimento.
In questa realtà, Alvaro de Campos rappresenta il modernismo, l'avanguardia. E' ingegne

...more
Maria Carmo
Eis um maravilhoso (mas torturado) heterónimo de Fernando Pessoa! O "Poeta sensacionista", como ele próprio se descreve, que é talvez o mais místico... Busca em tudo quanto existe confundir-se com a própria raiz DAQUILO QUE é:

"Mas eu, em cuja alma se refletem
As forças todas do universo,
Em cuja reflexão emotiva e sacudida
Minuto a minuto, emoção a emoção,
Coisas antagônicas e absurdas se sucedem -
Eu o foco inútil de todas as realidades,
Eu o fantasma nascido de todas as sensações,
Eu o abstrato, eu o...more
Fernanda Lobo
"No lugar dos palácios e em ruínas
À bera mar,
Leiamos, sorrindo, os segredos das sinas
De quem sabe amar.

Qualquer que ele seja, o destinos
Daqueles que o amor levou
Para a sombra, ou na luz se fez a sombra deles,
Qualquer fosse o voo.

Por certo eles foram mais reais e felizes."
Carrie M.
My beloved, favoutite of all (too many) heteronyms of Fernando Pessoa. Cynical, skeptic, a little rude now and then, but always talented and straight.
Lucyinthesky
My second favorite book in the world.
Helena
Antes de ler este livro com poemas de Álvaro de Campos, pouco ou nada sabia sobre ele. Pesquisei apenas sobre Fernando Pessoa, para conhecer a sua vida e obra, mas preferi não procurar pelo seu heterónimo, resolvendo descobrir pela minha leitura, quem era esta personagem.

Ao terminar, digo que encontrei um homem que vive numa ânsia profunda por ser como é e de não poder recomeçar do zero. Algumas vezes compreendi o que me dizia, outras vezes não, mas esta poesia deprimente, enche-me, ironicamente...more
Maíra Carvalho
To read Alvaro de Campos' poems, is almost like reading something I myself would have written if I had the talent, because Alvaro de Campos is me and I am Alvaro de Campos, in a way. There are few greater poets, in my opinion. A must read.

Ler Alvaro de Campos é como ler algo que eu mesma teria escrito se tivesse o talento. De certa maneira, eu sou Alvaro de Campos e Alvaro de Campos sou eu. Há poucos poetas tão geniais na literatura, eu diria.
mariana ramos
«... Toda a manhã que raia, raia sempre no mesmo lugar,
Não há manhãs sobre cidades, ou manhãs sobre o campo.
À hora em que o dia raia, em que a luz estremece a erguer-se
Todos os lugares são o mesmo lugar, todas as terras são a mesma,
E é eterna e de todos os lugares a frescura que sobe por tudo. ...»
As Ostras Clube
Uma estrela para a Edição da Companhia das Letras, que é em Fernando Pessoa abrasileirado.
É melhor ler Pessoa na Língua que ele escreveu, e defendeu, tão perto quanto possível do original.
Beths
I've liked the first half better for the rest of the poems has suddenly become quite pesimistic; it's very nicely written, though - we're talking Pessoa after all.
As Ostras Clube
O livro é perfeito, mas a introdução, é vergonhosa. Espero que alguém a modifique brevemente.
Ahmed Azimov
# البيسوي الأكثر بيسوية من بيسوا

# تأملات باطنيه عظيمه
Aviva Dierckx
herlezen vakantie 2010. Pessoa rules !
Teresa
Teresa added it
Sep 17, 2014
Z. Marques
Z. Marques marked it as to-read
Sep 13, 2014
Benedetta
Benedetta marked it as to-read
Sep 10, 2014
Lindsey
Lindsey marked it as to-read
Sep 09, 2014
Maryam
Maryam marked it as to-read
Sep 07, 2014
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7816
Fernando António Nogueira Pessoa was a poet and writer.

It is sometimes said that the four greatest Portuguese poets of modern times are Fernando Pessoa. The statement is possible since Pessoa, whose name means ‘person’ in Portuguese, had three alter egos who wrote in styles completely different from his own. In fact Pessoa wrote under dozens of names, but Alberto Caeiro, Ricardo Reis and Álvaro de...more
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“Mestre, meu mestre querido!
Coração do meu corpo intelectual e inteiro!
Vida da origem da minha inspiração!
Mestre, que é feito de ti nesta forma de vida?

Não cuidaste se morrerias, se viverias, nem de ti nem de nada,
Alma abstrata e visual até aos ossos,
Atenção maravilhosa ao mundo exterior sempre múltiplo,
Refúgio das saudades de todos os deuses antigos,
Espírito humano da terra materna,
Flor acima do dilúvio da inteligência subjetiva...

Mestre, meu mestre!
Na angústia sensacionista de todos os dias sentidos,
Na mágoa quotidiana das matemáticas de ser,
Eu, escravo de tudo como um pó de todos os ventos,
Ergo as mãos para ti, que estás longe, tão longe de mim!

Meu mestre e meu guia!
A quem nenhuma coisa feriu, nem doeu, nem perturbou,
Seguro como um sol fazendo o seu dia involuntariamente,
Natural como um dia mostrando tudo,
Meu mestre, meu coração não aprendeu a tua serenidade.
Meu coração não aprendeu nada.
Meu coração não é nada,
Meu coração está perdido.
Mestre, só seria como tu se tivesse sido tu.
Que triste a grande hora alegre em que primeiro te ouvi!
Depois tudo é cansaço neste mundo subjetivado,
Tudo é esforço neste mundo onde se querem coisas,
Tudo é mentira neste mundo onde se pensam coisas,
Tudo é outra coisa neste mundo onde tudo se sente.
Depois, tenho sido como um mendigo deixado ao relento
Pela indiferença de toda a vila.
Depois, tenho sido como as ervas arrancadas,
Deixadas aos molhos em alinhamentos sem sentido.
Depois, tenho sido eu, sim eu, por minha desgraça,
E eu, por minha desgraça, não sou eu nem outro nem ninguém.
Depois, mas por que é que ensinaste a clareza da vista,
Se não me podias ensinar a ter a alma com que a ver clara?
Por que é que me chamaste para o alto dos montes
Se eu, criança das cidades do vale, não sabia respirar?
Por que é que me deste a tua alma se eu não sabia que fazer dela
Como quem está carregado de ouro num deserto,
Ou canta com voz divina entre ruínas?
Por que é que me acordaste para a sensação e a nova alma,
Se eu não saberei sentir, se a minha alma é de sempre a minha?

Prouvera ao Deus ignoto que eu ficasse sempre aquele
Poeta decadente, estupidamente pretensioso,
Que poderia ao menos vir a agradar,
E não surgisse em mim a pavorosa ciência de ver.
Para que me tornaste eu? Deixasses-me ser humano!

Feliz o homem marçano
Que tem a sua tarefa quotidiana normal, tão leve ainda que pesada,
Que tem a sua vida usual,
Para quem o prazer é prazer e o recreio é recreio,
Que dorme sono,
Que come comida,
Que bebe bebida, e por isso tem alegria.
A calma que tinhas, deste-ma, e foi-me inquietação.
Libertaste-me, mas o destino humano é ser escravo.
Acordaste-me, mas o sentido de ser humano é dormir.”
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“Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas! Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
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