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O Conde d'Abranhos e a Catástrofe
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O Conde d'Abranhos e a Catástrofe

3.98 of 5 stars 3.98  ·  rating details  ·  99 ratings  ·  6 reviews
Todos conhecem o grande homem. Eu, conheço o homem. Eu – e V. Ex.ª, de quem ele me dizia, pouco antes de morrer, no momento em que lhe dava a colher de bromureto de potássio: – «Zagalo amigo, ao fim da experiência de oito anos de casamento, a Lulu (porque nos momentos de expansão comigo, era este o nome que ele lhe dava, Sr.ª Condessa – pois que, ordinariamente, aos inferi ...more
Kindle Edition
Published (first published 1879)
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(showing 1-30 of 143)
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Pedro Freitas
De Ironia Brilhante! Tudo o que se poderá dizer sobre as obras de Eça não passarão de ecos repetidos sobre o talento mordaz do autor para a crítica de uma sociedade lisboeta corroída de compadrios e clientelismos. Centrada na figura de Alípio Abranhos, Eça dá-nos um retrato de alguém que sem dúvida poderia reflectir em muitos fanfarrões de peito inchado que via descer o Chiado. A personagem não passa de um alpinista social, vaidoso, pregador de moral e bons costumes, o que não o impede de engrav ...more
Filipe Arede
O Conde de Abranhos é mais uma obra de Eça de Queirós, numa magnífica narrativa onde a crítica social aos costumes políticos portugueses é o mote para o extenso e delicioso excurso.
Eça, utilizando na pele da figura de Z. Zagalo, secretário pessoal do Conde, bibliografa a vida deste, desde a mais sua tenra idade até à sua ascensão a Ministro do Reino e consequentemente até obter um título nobiliárquico.
Durante a narrativa, apercebemo-nos na incompetência, ignorância e falta de carácter desta pers
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Tiago
Intemporal e hilariante!
Sintéticamente e com muitos pormenores (talvez demasiados para o leitor que gosta das surpresas):
A figura de Z.Zagalo como símbolo do povo, da sua ceguez e do seu amor pela personalidade conservadora. O parasitismo de TODA a sociedade.A crítica política através de várias personagens que não Alípio.Segmentos de texto magníficos: pág.50, pág 72 (soirée), páginas 81-83 (o cómico de situação está carregado de simbolismo). a frase "este governo não há-de cair - porque não é um
...more
João Coelho
Accurate and entertaining description of mid-1800 portuguese bourgeoise society, particularly focused on politics. Priceless ironic tone throughout the entire book. Strikingly similar to the current general perception of how these businesses work. Also of notice are the similarities to other 19th century society descriptions, particularly the soirées of Dostoevsky (the gambler, the idiot). The final part "A Catástrofe" is a superb short story that is very much accurate today.
Luís Garcia
O obra-prima da ironia em português
Mady
Aug 15, 2010 Mady marked it as wishlist  ·  review of another edition
A TC empresta.
Bernadette
Bernadette marked it as to-read
Sep 21, 2014
Joana Esteves
Joana Esteves marked it as to-read
Sep 11, 2014
Susana
Susana added it
Jan 03, 2015
Maria
Maria marked it as to-read
May 15, 2014
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6913270
Novelist committed to social reform who introduced Naturalism and Realism to Portugal. He is often considered to be the greatest Portuguese novelist, certainly the leading 19th-century Portuguese novelist whose fame was international. The son of a prominent magistrate, Eça de Queiroz spent his early years with relatives and was sent to boarding school at the age of five. After receiving his degree ...more
More about Eça de Queirós...
Os Maias O Primo Basílio A Cidade e as Serras The Crime of Father Amaro The Relic

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“Este governo não há de cair -porque não é um edifício. Tem de sair com benzina - porque é uma nódoa!” 1 likes
“Tomemos um exemplo: o eleitor que não quer votar com o Governo. Ei-lo, aí, junto da urna da oposição, com o seu voto hostil na mão, inchado do seu direito. Se, para o obrigar a votar com o Governo o empurrarem às coronhadas e às cacetadas, o homem volta-se, puxa de uma pistola – e aí temos a guerra civil. Para que esta brutalidade obsoleta? Não o espanquem, mas, pelo contrário, acompanhem-no ao café ou à taberna, conforme estejamos no campo ou na cidade, paguem-lhe bebidas generosamente, perguntem-lhe pelos pequerruchos, metamlhe uma placa de cinco tos-tões na mão e levem-no pelo braço, de cigarro na boca, trauteando o Hino, até junto da urna do Governo, vaso do Poder, taça da Felicidade! Tal é a tradição humana, doce, civilizada, hábil, que faz com que se possa tiranizar um País, com o aplauso do cidadão e em nome da Liberdade.” 1 likes
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