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O Conde d'Abranhos e a Catástrofe
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O Conde d'Abranhos e a Catástrofe

3.98  ·  Rating Details  ·  117 Ratings  ·  8 Reviews
Todos conhecem o grande homem. Eu, conheço o homem. Eu – e V. Ex.ª, de quem ele me dizia, pouco antes de morrer, no momento em que lhe dava a colher de bromureto de potássio: – «Zagalo amigo, ao fim da experiência de oito anos de casamento, a Lulu (porque nos momentos de expansão comigo, era este o nome que ele lhe dava, Sr.ª Condessa – pois que, ordinariamente, aos inferi ...more
Kindle Edition
Published (first published 1879)
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Community Reviews

(showing 1-30 of 178)
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Manuel Lobo
Jan 30, 2016 Manuel Lobo rated it it was amazing  ·  review of another edition
Shelves: clássicos
A História tem tendência a repetir-se e neste livro de Eça de Queirós do século XIX retrata fielmente o nosso país de hoje.

Um livro fenomenal, mordaz e certeiro nas caricaturas que apresenta.

Um retrato de uma sociedade pobre (de espírito sobretudo) e de uma política podre no final do séc XIX que poderia ser muito bem a de hoje, se substituirmos os cavalos pelos automóveis... A mesma ambição desmedida, a mesma mesquinhez, os mesmos mexericos/intriga o mesmo "olhar pela nossa vidinha" enquanto o p
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Pedro Freitas
Aug 27, 2012 Pedro Freitas rated it really liked it  ·  review of another edition
De Ironia Brilhante! Tudo o que se poderá dizer sobre as obras de Eça não passarão de ecos repetidos sobre o talento mordaz do autor para a crítica de uma sociedade lisboeta corroída de compadrios e clientelismos. Centrada na figura de Alípio Abranhos, Eça dá-nos um retrato de alguém que sem dúvida poderia reflectir em muitos fanfarrões de peito inchado que via descer o Chiado. A personagem não passa de um alpinista social, vaidoso, pregador de moral e bons costumes, o que não o impede de engrav ...more
Filipe Arede
Nov 18, 2011 Filipe Arede rated it really liked it  ·  review of another edition
O Conde de Abranhos é mais uma obra de Eça de Queirós, numa magnífica narrativa onde a crítica social aos costumes políticos portugueses é o mote para o extenso e delicioso excurso.
Eça, utilizando na pele da figura de Z. Zagalo, secretário pessoal do Conde, bibliografa a vida deste, desde a mais sua tenra idade até à sua ascensão a Ministro do Reino e consequentemente até obter um título nobiliárquico.
Durante a narrativa, apercebemo-nos na incompetência, ignorância e falta de carácter desta pers
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Tiago
Dec 30, 2013 Tiago rated it really liked it  ·  review of another edition
Shelves: expedit
Intemporal e hilariante!
Sintéticamente e com muitos pormenores (talvez demasiados para o leitor que gosta das surpresas):
A figura de Z.Zagalo como símbolo do povo, da sua ceguez e do seu amor pela personalidade conservadora. O parasitismo de TODA a sociedade.A crítica política através de várias personagens que não Alípio.Segmentos de texto magníficos: pág.50, pág 72 (soirée), páginas 81-83 (o cómico de situação está carregado de simbolismo). a frase "este governo não há-de cair - porque não é um
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João Coelho
Mar 08, 2014 João Coelho rated it it was amazing  ·  review of another edition
Accurate and entertaining description of mid-1800 portuguese bourgeoise society, particularly focused on politics. Priceless ironic tone throughout the entire book. Strikingly similar to the current general perception of how these businesses work. Also of notice are the similarities to other 19th century society descriptions, particularly the soirées of Dostoevsky (the gambler, the idiot). The final part "A Catástrofe" is a superb short story that is very much accurate today.
Pedro
Quanto mais leio, cada vez gosto mais do Eça.

O Conde d'Abranhos é um excelente exemplo da escrita profundamente irónica e crítica da sua sociedade de que Eça era mestre. Esta biografia fictícia é-nos apresentada como sendo escrito pelo secretário do Conde, que nutre claramente um grande admiração pelo mesmo. Em grande parte das passagens é possível sentir a subtil ironia, e entender que Eça quer dizer precisamente o contrário do que está escrito. Aconselho.

A Catástrofe fala do período das invasõ
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Luís Garcia
O obra-prima da ironia em português
Mady
Aug 15, 2010 Mady marked it as wishlist  ·  review of another edition
A TC empresta.
Vanessa Regufe
Vanessa Regufe rated it really liked it
May 25, 2016
Gonçalo Brito
Gonçalo Brito marked it as to-read
May 22, 2016
Bárbara
Bárbara rated it really liked it
May 16, 2016
Ramón Rodríguez
Ramón Rodríguez rated it really liked it
May 04, 2016
Cms
Cms rated it it was amazing
Apr 25, 2016
Nelson Calvinho
Nelson Calvinho rated it it was amazing
May 22, 2016
Fernando P. Fernandes
Fernando P. Fernandes marked it as to-read
Apr 03, 2016
Filipe F.
Filipe F. rated it really liked it
Mar 17, 2016
Joan Kim
Joan Kim marked it as to-read
Feb 26, 2016
Renan Virginio
Renan Virginio marked it as to-read
Feb 08, 2016
Rodrigo Ramos
Rodrigo Ramos rated it really liked it
Jan 30, 2016
Luís Blue Yorkie
Luís Blue Yorkie marked it as to-read
Jan 13, 2016
Deckard
Deckard rated it liked it
Jan 22, 2016
Paulo
Paulo rated it liked it
Jan 17, 2016
Margarida
Margarida rated it really liked it
Feb 06, 2016
Marta
Marta rated it it was amazing
Nov 21, 2015
Rui Miguel Mesquita
Rui Miguel Mesquita marked it as to-read
Nov 09, 2015
Rafaela
Rafaela marked it as to-read
Sep 24, 2015
Fernando Alagoa
Fernando Alagoa rated it really liked it
Aug 30, 2015
Arturventura
Arturventura is currently reading it
Aug 24, 2015
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6913270
Novelist committed to social reform who introduced Naturalism and Realism to Portugal. He is often considered to be the greatest Portuguese novelist, certainly the leading 19th-century Portuguese novelist whose fame was international. The son of a prominent magistrate, Eça de Queiroz spent his early years with relatives and was sent to boarding school at the age of five. After receiving his degree ...more
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“Este governo não há de cair -porque não é um edifício. Tem de sair com benzina - porque é uma nódoa!” 11 likes
“Tomemos um exemplo: o eleitor que não quer votar com o Governo. Ei-lo, aí, junto da urna da oposição, com o seu voto hostil na mão, inchado do seu direito. Se, para o obrigar a votar com o Governo o empurrarem às coronhadas e às cacetadas, o homem volta-se, puxa de uma pistola – e aí temos a guerra civil. Para que esta brutalidade obsoleta? Não o espanquem, mas, pelo contrário, acompanhem-no ao café ou à taberna, conforme estejamos no campo ou na cidade, paguem-lhe bebidas generosamente, perguntem-lhe pelos pequerruchos, metamlhe uma placa de cinco tos-tões na mão e levem-no pelo braço, de cigarro na boca, trauteando o Hino, até junto da urna do Governo, vaso do Poder, taça da Felicidade! Tal é a tradição humana, doce, civilizada, hábil, que faz com que se possa tiranizar um País, com o aplauso do cidadão e em nome da Liberdade.” 2 likes
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