Célia Correia Loureiro





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Célia Correia Loureiro

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in Almada, Portugal
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female

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October 2011


About this author

Célia Correia Loureiro nasceu em Almada, em 1989. Licenciou-se em Informação Turística pela Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, mas garante que a sua vocação é a escrita. Desde cedo começou a contar histórias através de ilustrações. Aos doze anos leu o seu primeiro romance e, desde aí,
não parou de ler nem de escrever. Com algumas obras terminadas, apresenta-se aos leitores através da Alfarroba com "Demência" em Nov. de 2011 e, em Out. de 2012 lança, pela mesma chancela, "O Funeral da Nossa Mãe".


Average rating: 4.14 · 94 ratings · 66 reviews · 8 distinct works · Similar authors
Demência
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Eu não costumo fazer isto (aliás, que me lembre nunca fiz). Quis muito este livro e consegui lê-lo através do clube de leitores do qual faço parte. Tive que ler na diagonal... não conseguia engonhar mais, sou uma pessoa muito ocupada e tenho muito bo...more
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Célia Loureiro is on page 222 of A Sibila: 222/248
A Sibila
206088
"Susana wrote: "lol"
I wanted to kill everyone on that book.
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Susana
Susana is on page 241 of 416 of Duas Vidas:
"Tinha avisado no trabalho que ia mete folga.(..)mas tivera mesmo receio de me ir abaixo(..)mas passara a última semana dos meus vinte e nove anos num estado de ansiedade aguda. (Poupem-me!!) Teria sido suficientemente estuvado? Teria sido demasiado estouvado?"

O que tu és, é demasiado parvo!! O_O
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Teresa
Teresa is on page 82 of 320 of Quando Nietzsche Chorou
Célia Loureiro marked as to-read:
Como é Linda a Puta da Vida by Miguel Esteves Cardoso
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“«Ultimamente, o mundo não se tem sustentado pela fé», in Demência”
Célia Correia Loureiro

“«Quão preciosa é a memória humana, quão racionais nos torna»”
Célia Correia Loureiro

“Lembro-me de estar destroçada, de te ter arrancado de dentro de mim a ferros e, ainda assim, um braço teu ficou para trás. Lembro-me de abrir o meu diário em papel, furiosa porque tinha jurado que não escreveria nem mais uma linha a teu propósito, e escrever «durante o dia, bano-te do meu pensamento, mas todas as noites, é a teu lado que me deito, e nos teus braços que adormeço, e é a minha mão que agarro, fingindo que é a tua». (… ) Mas não é de ontem, quando abro a cama, peço-te que te chegues para lá. Deito-me e imagino que estás lá, cansado, extenuado de um dia de trabalho, quase sinto a tua respiração na minha nuca. Imagino que me dizes tudo aquilo que eu queria ouvir, mas não me alongo nisso, é mais íntimo ainda, o que queres ouvir de alguém é mais do que o que esperas dessa pessoa: é o segredo de quem és, de como és e do que queres da vida, na sua voz (…) Encho o peito de ar, subo, subo, subo, amo-te amo-te amo-te, sei-o tão bem, sei até que é para sempre, embora faça figas para que não seja (…) Não posso não posso não posso imaginar que o ar me vai fugir outra vez, que a qualquer momento os meios de informação vão trazer até mim aquele género de notícia que quase me mata - foram ao cinema, saíram juntos, comeram-se, foderam-se, falaram-se - eu disse quase, porque não matou. É verdade que foram muitas lágrimas, muitas reformulações de planos de vida e castelos de cartas a vir por aí abaixo, o jogo virou, e eu perdi. Uma vez mais, e os escritos pararam: o meu diário ficou a branco, o espaço virtual onde nos escrevia acabou com uma nota lúgubre na qual anunciei a minha morte. Estive de luto por mim mesma, estive sim. Doía-me o peito como me dói agora, ao recordar, a falta de ar, o choro compulsivo, os pensamentos sombrios, desesperados, como se nunca mais o sol nascesse no oriente e eu nunca mais o provasse, o sentisse nas costas, como se o mundo tivesse acabado ali, pelo menos o meu tinha, o assombro, os sentimentos, todos baralhados, como se me devesses alguma coisa quando não devias, como se me tivesses dado motivos para te amar tanto quando não me deste, como se quisesses o meu amor e depois o tivesses rejeitado, quando nunca o quiseste. E eu fechei as portas do meu recinto, pus panos negros nas janelas, anunciei que não estava. As pessoas bateram-me à porta, esconderam-me verdades que teriam acabado comigo naquele momento, compraram-me chocolates, secaram-me lágrimas com rosas. morri ali, é a verdade. (…) Mas a fé, a minha maldita fé de quem não acredita em deus e canalizou toda a sua crença nas causas impossíveis, deu-me ar, e mais ar, e subi a montanha, talvez nunca a tivesse subido tanto, julguei que via tudo lá de cima, tudo: falavam em auras, ao nosso redor, falavam na nossa perfeição, enquanto dupla, diziam que «não podia ser de outra forma», que «não se pode estar assim tão enganado», que me amas, imagina só a dimensão da loucura geral, que me amas mas que não tens espaço para mim, e eu, com o peito de cheio de ar, cheguei ao topo e comecei a voar (…) Já sonhaste alguma vez que caías? Eu já, é uma dor na boca do estômago, como se tudo te fugisse, como se o teu corpo se desmantelasse, como se o mundo inteiro implodisse para dentro de ti e soubesses que ias rebentar, ao mínimo toque de um objecto, de um elemento que não o ar, vais rebentar. Estou à espera que venham as abelhas, as orquídeas, os pés descalços na terra húmida, um livro, uns óculos, um copo vazio na mesa-de-cabeceira, e me faça explodir. Entretanto (…) vou imaginar que não estou a cair, que tal? Ao invés (…) vou deitar-me na minha caminha quentinha e imaginar que as tuas pernas se entrelaçam nas minhas e me aquecem os pés gelados e a tua voz, sonolenta, diz: “boa noite, dorme bem”, para eu poder responder-te também – “dorme bem, meu amor”.»”
Célia Correia Loureiro

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“Two roads diverged in a wood, and I took the one less traveled by.”
Robert Frost, The Road Not Taken and Other Poems

“«On ne voit bien qu'avec le coeur, l'essentiel c'est invisible pour les yeux»”
Antoine de Saint-Exupéry, The Little Prince

“«She sat at the bow of a pleasure craft a stone's throw away, under the shade of a white parasol, a diligent tourist out to reap all the beauty and charm Copenhagen had to offer. She studied him with a distressed concentration, as if she couldn't quite remember who he was. As if she didn't want to. He looked different. His hair reached down to his nape, and he'd sported a full beard for the past two years. Their eyes met. She bolted upright from the chair. The parasol fell from her hand, clanking against the deck. She stared at him, her face pale, her gaze haunted. He'd never seen her like this, not even on the day he left her. She was stunned, her composure flayed, her vulnerability visible for miles. As her boat glided past him, she picked up her skirts and ran along the port rail, her eyes never leaving his. She stumbled over a line in her path and fell hard. His heart clenched in alarm, but she barely noticed, scrambling to her feet. She kept running until she was at the stern and could not move another inch closer to him (…) Gigi didn't move from her rigid pose at the rail, but she suddenly looked worn down, as if she'd been standing there, in that same spot, for all the eighteen hundred and some days since she'd last seen him. She still loved him. The thought echoed wildly in his head, making him hot and dizzy. She still loved him.»”
Sherry Thomas, Private Arrangements

“The Road Not Taken

Two roads diverged in a yellow wood,
And sorry I could not travel both
And be one traveler, long I stood
And looked down one as far as I could
To where it bent in the undergrowth;

Then took the other, as just as fair,
And having perhaps the better claim,
Because it was grassy and wanted wear;
Though as for that the passing there
Had worn them really about the same,

And both that morning equally lay
In leaves no step had trodden black.
Oh, I kept the first for another day!
Yet knowing how way leads on to way,
I doubted if I should ever come back.

I shall be telling this with a sigh
Somewhere ages and ages hence:
Two roads diverged in a wood, and I—
I took the one less traveled by,
And that has made all the difference.”
Robert Frost

“«Quão preciosa é a memória humana, quão racionais nos torna»”
Célia Correia Loureiro

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Daniel Pinto obrigado por teres aceite. falta-te um trópico :)


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