José Luís Peixoto
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“Amor. Amor. Amor, gostava de dizer esta palavra até gastá-la ainda mais. Amor, gostava de dizer esta palavra até perder ainda mais o seu sentido. Amor. Amor. Amor, até ser uma palavra que não significa nem sequer uma ilusão, uma mentira. Amor, amor, amor, nem sequer uma mentira, nem sequer um sentimento vago e incompreensível. Amor amor amor, até ser nem sequer uma palavra banal, nem sequer a palavra mais vulgar, nem sequer uma palavra. Amoramoramor, até ao momento em que alguém diz amor e ninguém vira a cabeça para ouvir, alguém diz amor e ninguém ouve, alguém diz amor e não disse nada. Sozinho, diante da campa. O amor é a solidão.”
― José Luís Peixoto, Uma Casa na Escuridão
― José Luís Peixoto, Uma Casa na Escuridão
“one day, when tenderness has become the single rule of the morning,/ I will wake in your arms. perhaps your skin will be overly gorgeous./ and the light will include the impossible understanding of love.”
― José Luís Peixoto, A Criança em Ruínas
― José Luís Peixoto, A Criança em Ruínas
“Memory is like a curse. We fall into eternity, and memory is a weight that keeps pulling us to where we can never go back to.”
― José Luís Peixoto, Antídoto
― José Luís Peixoto, Antídoto
“na hora de pôr a mesa, éramos cinco:
o meu pai, a minha mãe, as minhas irmãs
e eu. depois, a minha irmã mais velha
casou-se. depois, a minha irmã mais nova
casou-se. depois, o meu pai morreu. hoje,
na hora de pôr a mesa, somos cinco,
menos a minha irmã mais velha que está
na casa dela, menos a minha irmã mais
nova que está na casa dela, menos o meu
pai, menos a minha mãe viúva. cada um
deles é um lugar vazio nesta mesa onde
como sozinho. mas irão estar sempre aqui.
na hora de pôr a mesa, seremos sempre cinco.
enquanto um de nós estiver vivo, seremos
sempre cinco”
― José Luís Peixoto
o meu pai, a minha mãe, as minhas irmãs
e eu. depois, a minha irmã mais velha
casou-se. depois, a minha irmã mais nova
casou-se. depois, o meu pai morreu. hoje,
na hora de pôr a mesa, somos cinco,
menos a minha irmã mais velha que está
na casa dela, menos a minha irmã mais
nova que está na casa dela, menos o meu
pai, menos a minha mãe viúva. cada um
deles é um lugar vazio nesta mesa onde
como sozinho. mas irão estar sempre aqui.
na hora de pôr a mesa, seremos sempre cinco.
enquanto um de nós estiver vivo, seremos
sempre cinco”
― José Luís Peixoto
“Beyond the clouds, above people, beneath the skin, inside people, we’re waiting for you. We see you now, as you read. We’ll see you when you stop thinking about these words. Above and inside your face, we know your secrets. We know what you hide from yourself. You can’t escape us. We hold your heart in the palm of our hand. If we like, we can squeeze it. If we like, we can crush it. There’s nothing you can do to stop us. Our gaze notices your every single move and your every single word. Say a word now. Make a move. We smile at your words, as we smile at your silence. No one will be able to protect you. No one can protect you now. You’re even less than you imagine. We’ve seen a thousand generations of men like you. It was our pleasure to let them walk on the lines of our hands. It was our pleasure to take everything away from them. We guided entire generations of men through tunnels we built that led nowhere. And when they arrived at nothing, we smiled. You’re just like them. We’re waiting for you above and inside your face. Continue on your way. Follow that line of our hand. We know where that tunnel you walk through will end. Keep on walking. We see you and smile. Beyond the clouds, we are fear. Beneath the skin, we are fear.”
― José Luís Peixoto, Antídoto
― José Luís Peixoto, Antídoto
“I think: perhaps the sky is a huge sea of fresh water and we, instead of walking under it, walk on top of it; perhaps we see everything upside down and the earth is a kind of sky, so that when we die, when we die, we fall and sink into the sky.”
― José Luís Peixoto, The Implacable Order of Things: A Novel
― José Luís Peixoto, The Implacable Order of Things: A Novel
“Suffering is tossed by handfuls over the multitudes, with most of it falling on some people and little or none of it on others.”
― José Luís Peixoto, The Implacable Order of Things: A Novel
― José Luís Peixoto, The Implacable Order of Things: A Novel
“Ao fixar o reflexo dos meus olhos no espelho, já me pareceu muitas vezes que está outra pessoa dentro deles. Observa-me, julga-me, mas não tem voz para se exprimir. Será talvez eu com outra idade, criança ou velho: inocente, magoado por me ver a destruir todos os seus sonhos; ou amargo, a culpar-me pela construção lenta dos seus ressentimentos. Seria melhor se tivesse palavras para dizer-me, mas não. Só aquele olhar lhe pertence. É lá que está prisioneiro.”
― José Luís Peixoto, Livro
― José Luís Peixoto, Livro
“Sempre gostei de procurar livros, não quero saber onde estão, basta-me saber que existem.”
― José Luís Peixoto, Livro
― José Luís Peixoto, Livro
“Na leitura e na escrita encontramo-nos todos naquilo que temos de mais humano.”
― José Luís Peixoto
― José Luís Peixoto
“Havia muitos miúdos-a-caminho-de-trabalharem-na-empresa-do-pai, muitos artistas-até-se-desiludirem, muitos perdidos, muitos activistas-de-algo-que-só-eles-conheciam, muitos deslocados, muitos existencialistas e muitos neo-qualquer-coisa.”
― José Luís Peixoto, minto até ao dizer que minto
― José Luís Peixoto, minto até ao dizer que minto
“the poem doesn’t have stanzas, it has a body, the poem doesn’t have lines,/ it has blood, the poem is not written with letters, it’s written/ with grains of sand and kisses, petals and moments, shouts and/ uncertainties.”
― José Luís Peixoto, A Criança em Ruínas
― José Luís Peixoto, A Criança em Ruínas
“há certos movimentos que apenas são possíveis depois do início da primavera. Durante a invernia, o corpo esquece-os, mingua, endurece como as árvores. Em maio, o corpo recorda esses movimentos, julga reaprendê-los e, ao fazê-lo, redescobre a sua verdadeira natureza.”
― José Luís Peixoto, Livro
― José Luís Peixoto, Livro
“Il suono del vento mi attraversa le orecchie come il ruggito dell'universo. Forse è come il rumore che si fa quando si passa dentro al tempo, quando lo si attraversa con tutto il corpo: le braccia e le gambe che attraversano il tempo, il petto che attraversa il tempo e il viso che si porta dentro tutta l'eternità.”
― José Luís Peixoto, Cemitério de Pianos
― José Luís Peixoto, Cemitério de Pianos
“Ma, quando andavo ad allenarmi, passavo per le strade correndo e nessuno poteva immaginare il mondo di parole che portavo con me. Correre è stare assolutamente soli. Lo so da sempre: nella solitudine mi è impossibile sfuggire a me stesso. Subito dopo i primi passi intorno a me si innalzano mura nere. inoffensivo, il mondo si allontana. Mentre corro, rimango fermo dentro di me, e aspetto. Sono finalmente alla mia mercé. All'inizio, avevo tredici anni e correvo perché avevo trovato il silenzio di una pace che ritenevo non appartenermi. Non sapevo ancora che era soltanto il riflesso della mia stessa pace. poi, quando la vita si complicò, era troppo tardi per riuscire a fermarsi. Correre faceva parte di me come il mio nome. Fu allora che imparai a correre contro le parole dentro di me, nello stesso modo in cui imparai a correre contro il vento.”
― José Luís Peixoto, Cemitério de Pianos
― José Luís Peixoto, Cemitério de Pianos
“Come stiamo correndo per le strade di Stoccolma, così corriamo dentro noi stessi. Arrivati alla meta, la distanza e il peso di questa maratona interiore saranno importanti come i chilometri di queste strade e come il calore di questo sole. mentre alzo il piede per fare un passo, l'altro piede si appoggia a terra. Se il mondo si fermasse nel momento in cui, andando avanti, ho un piede sollevato e l'altro poggiato a terra, quel piede solido che mi sostiene potrebbe mettere radici. E quelle radici potrebbero penetrare negli interstizi del terreno tra una pietra e l'altra. Ma io non lascio che il mondo si fermi. Dopo un passo, un altro, e un altro ancora.”
― José Luís Peixoto, Cemitério de Pianos
― José Luís Peixoto, Cemitério de Pianos
“Cansaço. Não me era um sentimento desconhecido. Acabava sempre por cansar-me, era por isso que nunca conseguia levar até ao fim as tarefas mais trabalhosas a que me propunha.”
― José Luís Peixoto, minto até ao dizer que minto
― José Luís Peixoto, minto até ao dizer que minto
“Tantos lugares livres para estacionar. Que pena não ter carro.”
― José Luís Peixoto, minto até ao dizer que minto
― José Luís Peixoto, minto até ao dizer que minto




